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    Home»Mundo»Justiça proíbe governo dos EUA de contatar redes sociais para moderar desinformação
    Mundo

    Justiça proíbe governo dos EUA de contatar redes sociais para moderar desinformação

    Redação Fatos AMBy Redação Fatos AM6 de julho de 2023Nenhum comentário3 Mins Read
    © iStock
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    Um tribunal federal dos EUA proibiu funcionários da Casa Branca e agências governamentais de contatar empresas de redes sociais para solicitar a moderação de conteúdo em casos de desinformação. A decisão representa uma vitória para republicanos que acusam o governo Joe Biden de censura.

    A sentença veio em resposta a uma ação movida por procuradores republicanos dos estados da Louisiana e do Missouri. Eles alegam que funcionários públicos foram longe demais nos esforços para fazer com que as empresas combatessem a desinformação sobre a pandemia e eleições. O argumento é ecoado por manifestantes conservadores, que acusam o governo de usar temas sensíveis para remover conteúdos online.

    A decisão determina que funcionários e agências governamentais não podem contatar empresas de mídia social para “instar, encorajar, pressionar ou induzir de qualquer maneira a remoção, exclusão, supressão ou redução de conteúdo”. Para justificar a sentença, o texto menciona a cláusula de liberdade de expressão da Primeira Emenda da Constituição americana.

    São alvos da medida os departamentos de Estado, de Justiça e de Saúde dos EUA, além do FBI, a polícia federal americana, entre outras agências do governo. Autoridades que atuam em setores de segurança, entre os quais o secretário do Departamento de Segurança Interna, Alejandro Mayorkas, e a chefe da Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura, Jen Easterly, também foram citados na ordem que limita o contato com as empresas.

    Segundo a agência de notícias Reuters, o Departamento de Justiça está revisando a decisão para avaliar as opções do governo. A sentença, dizem autoridades, pode limitar de forma significativa o alcance das agências governamentais para notificar as plataformas sobre conteúdo problemático, falso ou enganoso.

    Enquanto críticos da administração Biden alegam que a remoção de conteúdos atingiram publicações que discordavam do governo, autoridades americanas dizem que as medidas pretendiam conter a desinformação sobre as vacinas da Covid para reduzir as mortes evitáveis.

    Nas redes sociais, Eric Schmitt, ex-procurador-geral do Missouri e um dos autores da ação, celebrou a decisão do tribunal e disse que a sentença representa uma vitória para a liberdade de expressão nos EUA.

    Especialistas, porém, criticam o veredicto. “A ordem da corte neste caso certamente é muito ampla”, disse Jameel Jaffer, diretor do Instituto Knight para a Primeira Emenda da Universidade de Columbia. “[A decisão] protege as plataformas não apenas da coerção, mas também das críticas”, acrescentou.

    A sentença abre exceções para a comunicação entre os funcionários do governo e as empresas de redes sociais sobre temas que coloquem a segurança nacional em risco, além de atividades criminosas. O Twitter, o YouTube e a Meta, dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, não responderam aos pedidos de comentários feitos pela agência de notícias Reuters.

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