Close Menu
Fatos Amazonas
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Trending
    • Sejusc leva ação educativa a escola estadual sobre combate à violência contra a pessoa idosa
    • Detran-AM e Moto Honda da Amazônia prorrogam termo de cooperação técnica que visa a segurança viária 
    • Procon Manaus leva serviços gratuitos e educação consumerista ao ramal do Brasileirinho
    • PC-AM prende homem condenado a 18 anos por estupro de vulnerável contra a sua própria sobrinha, em Itacoatiara
    • Estudantes da EE Farias Brito realizam intercâmbio cultural por meio de Feira das Nações
    • Mercado de Origem da Amazônia recebe feira gastronômica em celebração aos 20 anos do Brasil Sabor
    • Maio Laranja: Seas mobiliza Centros de Convivência no combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes
    • Fapeam promove seminário final de acompanhamento e avaliação do Centelha 2 AM em Manaus
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube
    Fatos AmazonasFatos Amazonas
    • Início
      • Quem Somos
    • Manaus
      • famosos
      • Educação
      • Polícia
      • Política
      • Prefeitura de Manaus
      • Saúde
      • Tecnologia
      • Turismo
    • Amazonas
      • Governo do Amazonas
    • Brasil
    • Mundo
    • Esporte
    • Contato
    Fatos Amazonas
    Home»Meio Ambiente»Seringueiros e seringueiras avançam em formalização de coletivo para fortalecer cadeia da borracha nativa da Amazônia
    Meio Ambiente

    Seringueiros e seringueiras avançam em formalização de coletivo para fortalecer cadeia da borracha nativa da Amazônia

    Redação Fatos AMBy Redação Fatos AM13 de outubro de 2025Nenhum comentário5 Mins Read
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

    Antes desvalorizada e sem viabilidade, a cadeia da borracha nativa amazônica tem se reerguido nos últimos anos. Um dos atores mais importantes nesse processo é o projeto “Juntos pela Amazônia – Revitalização da Cadeia Extrativista da Borracha”. A iniciativa, que colabora para o aumento da renda, o fortalecimento da sociobioeconomia e a conservação da floresta, também apoia os seringueiros na formalização de um coletivo e na construção de uma carta oficial reivindicativa.

    Os avanços são fruto de um encontro realizado no início de setembro, durante a II Semana da Sociobiodiversidade, em Brasília (DF). O momento reuniu parceiros estratégicos, associações produtivas e lideranças de territórios que integram o Coletivo Borracha Nativa da Amazônia, principalmente do Amazonas, Rondônia e Acre.

    A analista sênior de conservação do WWF-Brasil e ponto focal da borracha na região, Natasha Mendes, celebra as conquistas. “Foi muito importante porque conseguimos consolidar a quarta reunião do Coletivo Borracha Nativa da Amazônia e estruturar melhor a governança, definir os grupos temáticos e a forma como a plenária se reunirá. Também tiramos alguns encaminhamentos, como a construção de uma carta com as reivindicações do coletivo e os próximos passos para adesão de novas organizações que também produzem borracha na Amazônia”, destaca.

    O coletivo nasceu durante a I Semana da Sociobiodiversidade, em 2023, com o objetivo de representar os interesses de seringueiros da região. Desde então, Mendes explica que o apoio se deu em diversas frentes para potencializar a produção da borracha, como acesso a crédito para associações produtivas, melhorias técnicas de produção e conexão com empresas compradoras da safra.

    Jhanssem Siqueira, analista de sustentabilidade no Memorial Chico Mendes (MCM), uma das instituições parceiras do projeto, destaca o valor da participação de seringueiros na II Semana da Sociobiodiversidade.

    Ao lado de povos tradicionais, organizações da sociedade civil e lideranças da Amazônia, eles colaboraram na elaboração de uma carta para representantes do Governo Federal com diversas propostas para fortalecer as economias da sociobiodiversidade. Entre elas, a borracha.

    “As pessoas que estão debaixo da árvore são quem fazem a conservação e a preservação dos recursos da fauna e flora. […]. Esperamos que os representantes públicos leiam a carta, para que nós consigamos resgatar esse produto tão importante da sociobiodiversidade e planejar um terceiro ciclo com dignidade e respeito ao trabalho dessas pessoas”, afirma.

    Quem atua em defesa da cadeia é Marilurdes da Silva, representante da Central das Associações Agroextrativistas do Rio Manicoré (CAARIM). Ela está na luta pela valorização da borracha há mais de 18 anos e agora enxerga um novo tempo para o seu território.

    “Antes as pessoas cortavam a seringueira e o preço era muito baixo. Hoje, está trazendo uma expectativa de melhoria para a produção e para os seringueiros. Muitos estavam inativos e agora estão voltando [às atividades], e o nosso propósito é que aumente o número de seringueiros na região com essa expectativa de melhoria na qualidade de vida e da floresta em pé”, compartilha.

    Apesar do cenário otimista, ainda há desafios estruturais a serem superados, como dificuldades logísticas e climáticas, ausência de uma usina de beneficiamento da borracha no Amazonas e a emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e da Carteira do Produtor (CP).

    José Roberto, presidente da Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas do Município de Pauini (ATRAMP), município a 1.054 quilômetros da capital amazonense, pontua, entre outros assuntos, que hoje um dos maiores entraves é o acesso a linhas de crédito.

    “Ainda encontramos muitos desafios no financiamento por bancos públicos. Dependemos muito do capital de giro por sermos pequenas organizações da sociedade civil (OSC), e são poucas as empresas que estão comprando a produção”, pontua.

    Para ele, a ampliação da subvenção (em nível federal, estadual e municipal) é uma medida importante, mas destaca principalmente a criação de políticas específicas para as cadeias produtivas da sociobiodiversidade.

    “Muito se fala na cadeia das questões socioprodutivas para a conservação ambiental, mas nos territórios ainda não chegam os benefícios disso. Precisamos de políticas efetivas que possam garantir essa cadeia produtiva, sua comercialização e geração de renda nas comunidades mais distantes”, finaliza.

    Agora, o próximo passo é seguir com os encaminhamentos estabelecidos, a devida formalização do coletivo e a construção de uma carta oficial reivindicativa, para que “esse coletivo seja representativo e traga a força do território e de suas reivindicações políticas”, frisa a analista do WWF-Brasil.

    Mais sobre o projeto

    Iniciado em 2022, o projeto “Juntos pela Amazônia – Revitalização da Cadeia Extrativista da Borracha” é coordenado pelo WWF-Brasil, em parceria com associações comunitárias, Memorial Chico Mendes (MCM), Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), WWF-França, Michelin, Fundação Michelin e Conexsus.

    A iniciativa contribui para o aumento da renda dos seringueiros e o fortalecimento da sociobioeconomia, ao mesmo tempo em que promove a conservação da floresta amazônica. Os parceiros do projeto garantem a comercialização, o escoamento da produção, o engajamento de mais famílias na atividade, entre outras ações.

    Com isso, a cadeia produtiva tem se valorizado cada vez mais. A safra de 2024/2025, por exemplo, produziu quase 157 toneladas, que renderam R$ 2,2 milhões, beneficiando cerca de 600 famílias de seringueiros dos municípios amazonenses: Itacoatiara, Novo Airão, Eirunepé, Canutama, Pauini e Manicoré.

    O aspecto ambiental também se destaca: foram 104 mil hectares (ha) de área protegida conservados diretamente, somados a quase 2,7 milhões de hectares de forma indireta. Tudo isso foi realizado em parceria com 13 associações produtoras.

    Compartilhe isso:

    • Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela)
    • Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela)

    Relacionado

    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn WhatsApp Reddit Tumblr Email
    Redação Fatos AM
    • Website

    Related Posts

    Lactec revisa o Plano de Gestão da RESEX Canutama para apoiar a proteção do território

    13 de maio de 2026

    FAS lança campanha “Gigante pela própria natureza” para ampliar debate sobre Unidades de Conservação no Amazonas e no Pará

    13 de maio de 2026

    Sepror apoia famílias de produtores rurais dos povos originários com entregas via Fepiam

    12 de maio de 2026
    Leave A Reply Cancel Reply

    Nossas Redes
    • Facebook
    • Twitter
    • Instagram
    • YouTube
    Publicidade
    Demo
    Comentários
      Fatos Amazonas
      Facebook X (Twitter) Instagram
      © 2026 FatosAM. Todos os direitos reservados. Mantido por Jota Conecta

      Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.