Close Menu
Fatos Amazonas
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Trending
    • Prefeitura de Manaus realiza plantio de 13.400 mudas como parte da estratégia de arborização da capital amazonense
    • Prefeitura de Manaus avança nas obras do Complexo Viário Passarão e fortalece mobilidade na zona Oeste
    • Sete pessoas são presas com drogas e rádios comunicadores durante operação da PMAM em Manaus
    • Polícia Militar do Amazonas prende dois homens e apreende adolescente suspeitos de roubo na zona centro-sul de Manaus
    • Ipaam Itinerante conclui atendimentos, vistorias e avança no licenciamento ambiental em Manacapuru
    • Concerto ‘Tradição em Movimento’ emociona público e homenageia músico no Palácio da Justiça
    • Ipaam promove ações de educação ambiental em Tefé a partir de segunda-feira
    • Governo do Estado realiza a 4ª Assembleia da Microrregião de Saneamento Básico do Amazonas e discute avanços para a universalização dos serviços
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube
    Fatos AmazonasFatos Amazonas
    • Início
      • Quem Somos
    • Manaus
      • famosos
      • Educação
      • Polícia
      • Política
      • Prefeitura de Manaus
      • Saúde
      • Tecnologia
      • Turismo
    • Amazonas
      • Governo do Amazonas
    • Brasil
    • Mundo
    • Esporte
    • Contato
    Fatos Amazonas
    Home»Meio Ambiente»Academias de Ciências de 30 países afirmam que ignorar crise climática é ‘inaceitável’ e apontam urgência de proteger florestas tropicais
    Meio Ambiente

    Academias de Ciências de 30 países afirmam que ignorar crise climática é ‘inaceitável’ e apontam urgência de proteger florestas tropicais

    Redação Fatos AMBy Redação Fatos AM22 de outubro de 2025Nenhum comentário6 Mins Read
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

    Realizada pela primeira vez às margens da Floresta Amazônica, a COP30 deve marcar um “ponto de virada” na construção da agenda climática e “não pode terminar com promessas vagas ou adiadas”. Para isso, é preciso, entre outras medidas, reforçar a cooperação internacional em prol da proteção de florestas tropicais e aumentar investimentos em ciência orientada a missões concretas. Além disso, a biodiversidade precisa “deixar de ser um tema periférico nas negociações climáticas” e ser recolocada no núcleo da agenda global durante a conferência.

    Os apontamentos fazem parte de um documento divulgado nesta quarta-feira (22) por Academias de Ciências de 30 países, entre nações da Amazônia e outras que colaboram com pesquisas e financiamento de ações de conservação na região. O texto foi apresentado durante o evento “Um chamado científico para a COP30”, organizado pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) e Rede Interamericana de Academias de Ciências (Ianas) em Manaus. Confira a íntegra, em inglês, aqui, e um sumário executivo aqui.

    A declaração será agora enviada às delegações dos países participantes da conferência, em especial para as nações de origem dos cientistas que assinam o documento. O objetivo é ajudar a subsidiar discussões e negociações durante a COP30.

    A iniciativa ocorre em um momento em que as florestas tropicais aproximam-se de um “ponto crítico” – correndo o risco de perder sua função como sumidouro de carbono, ou seja, de ser capaz de absorver mais CO2 do que emiti-lo. Colaboram para isso ameaças como desmatamento, queimadas, atividades ilegais, mineração predatória, além de grandes obras de infraestrutura e expansão descontrolada da agricultura – situações que têm provocado mudanças de regime da vegetação, degradação florestal, fragmentação de habitats e erosão da resiliência ecológica. “Ao mesmo tempo, os impactos da mudança climática já são evidentes: aumento das temperaturas médias, alterações nos regimes de chuva e secas, incêndios e inundações cada vez mais frequentes e intensos. Esses fenômenos já não são projeções, mas realidades vividas na América do Sul, na África e na Ásia”, cita o documento.

    “A degradação dos sistemas naturais ameaça não apenas a subsistência e direitos [de povos indígenas e comunidades locais], mas também a estabilidade social e econômica de nações inteiras. Ignorar essa crise multidimensional — que combina injustiça ambiental, desigualdade histórica e risco existencial — é inaceitável“, afirmam os cientistas.

    Ainda no texto, as academias afirmam que, “sem florestas tropicais vivas, funcionais e socialmente integradas, a estabilidade climática global será impossível de sustentar”. Na tentativa de reverter esse cenário, a ciência deve cumprir seu papel como fonte confiável de evidências, ferramenta de planejamento estratégico e base para decisões urgentes e informadas, apontam. “As ações necessárias vão além da conservação ambiental: incluem o fortalecimento da infraestrutura científica nas regiões tropicais, a proteção dos direitos territoriais e culturais dos povos indígenas e a transição para economias sustentáveis, baseadas no conhecimento e impulsionadas pela inovação. O conhecimento para agir já está disponível, as tecnologias existem e caminhos alternativos foram traçados. O que falta é vontade política, cooperação internacional efetiva e compromisso global de longo prazo. A ciência está pronta — mas precisa ser ouvida.” 

    Entre as recomendações de ações na área científica, está reforçar a cooperação internacional em prol da proteção de florestas tropicais e ampliar investimentos em ciência orientada a missões concretas, voltada a problemas como restauração florestal, recuperação de áreas degradadas, monitoramento do ciclo hidrológico, vigilância ambiental para prevenção de doenças, desenvolvimento de tecnologias sociais, manejo sustentável da biodiversidade e inovação tecnológica em sistemas de uso da terra e mitigação dos impactos das mudanças climáticas. “Isso inclui o avanço em áreas onde a ciência pode oferecer soluções diretas, como monitoramento por sensoriamento remoto, metodologias de contabilização de carbono, tecnologias verdes e de baixo carbono.“

    Para o grupo, a COP30 representa uma “oportunidade crucial” para recolocar a biodiversidade no centro da agenda global, “conectando o Acordo de Paris ao Marco Global de Biodiversidade de Kunming–Montreal”, e marcar uma transição para longe dos combustíveis fósseis a fim de garantir a sobrevivência das florestas.

    Para reforçar esse objetivo, as academias apontam como prioridades na área científica:

    • Apoiar programas científicos e de monitoramento multidisciplinares de grande escala e longo prazo, promovendo intercâmbio e cooperação internacional;
    • Promover a formação de novas gerações de cientistas — incluindo jovens, povos indígenas e comunidades tradicionais;
    • Reforçar a infraestrutura científica, tecnológica e educacional, garantindo acesso a laboratórios bem equipados, conectividade digital e redes colaborativas de alto nível, além de promover educação e conscientização pública sobre os impactos das mudanças climáticas e da perda de biodiversidade;
    • Estabelecer parcerias com o setor empresarial para desenvolver sistemas sustentáveis de uso da terra, bioeconomia e turismo baseados na biodiversidade;
    • Apoiar a formulação e a implementação de políticas públicas baseadas em evidências, garantindo que o conhecimento científico oriente a tomada de decisões estratégicas em todos os níveis de governo e instituições;
    • Ampliar os esforços internacionais de observação do clima para monitorar mudanças nos ecossistemas terrestres e oceânicos;
    • Reforçar a capacidade de traduzir conhecimento em ação efetiva, superando barreiras práticas e regulatórias à proteção florestal.

    Ainda na declaração, as Academias apontam que potenciais soluções para a crise climática já foram elencadas pela ciência, e as ações para implementação destas precisam ser aceleradas. “Estamos em um momento decisivo. A ciência está pronta. O conhecimento acumulado oferece base sólida para agir — mas as ações têm sido lentas, fragmentadas e descoladas da urgência que a situação exige.

    “Os relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) são claros: precisamos interromper o quanto antes a extração e o uso de combustíveis fósseis, implementando a descarbonização de nossas economias e sociedades. Também precisamos deter o desmatamento tropical e investir na restauração ecológica globalmente. O clima já mudou — e precisamos adaptar nossas cidades e áreas rurais ao novo contexto para minimizar os impactos sobre nossas populações. É hora de compromissos e ações concretas e ousadas — e a oportunidade representada pela COP30 não pode ser perdida“, finaliza o documento.

    Realizado de segunda (20) a esta quarta (22) na sede do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas sobre a Amazônia), em Manaus, o evento “Um chamado científico para a COP30” reuniu autoridades, pesquisadores nacionais e internacionais e representantes de academias de ciências para discutir temas urgentes e propostas para a COP30. Participaram do evento Academias de Ciências de oito países amazônicos (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Suriname e Venezuela), além de outros 16 das Américas (caso da Argentina, Chile, Costa Rica, Cuba, República Dominicana, Guatemala, Honduras, México, Panamá e Paraguai) e demais continentes (como China, Austrália, França, Japão, Portugal e Senegal). Foram chamados para o evento países com histórico de investimento em pesquisas na Amazônia ou contribuições ao fundo amazônico. Já a declaração teve endosso de mais Academias, somando 30 países até esta quarta (22).

    Compartilhe isso:

    • Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela)
    • Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela)

    Relacionado

    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn WhatsApp Reddit Tumblr Email
    Redação Fatos AM
    • Website

    Related Posts

    Prefeitura de Manaus realiza plantio de 13.400 mudas como parte da estratégia de arborização da capital amazonense

    14 de março de 2026

    Ipaam promove ações de educação ambiental em Tefé a partir de segunda-feira

    14 de março de 2026

    Primeira etapa da Operação Tamoiotatá 6 chega ao fim com mais de R$ 28,2 milhões em multas

    14 de março de 2026
    Leave A Reply Cancel Reply

    Nossas Redes
    • Facebook
    • Twitter
    • Instagram
    • YouTube
    Publicidade
    Demo
    Comentários
      Fatos Amazonas
      Facebook X (Twitter) Instagram
      © 2026 FatosAM. Todos os direitos reservados. Mantido por Jota Conecta

      Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.