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    Home»Economia»FIEMG cobra ajustes na MP do Setor Elétrico para evitar retrocessos na transição energética
    Economia

    FIEMG cobra ajustes na MP do Setor Elétrico para evitar retrocessos na transição energética

    Redação Fatos AMBy Redação Fatos AM30 de outubro de 2025Nenhum comentário2 Mins Read
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    Federação apoia a Medida Provisória 1.304/2025, mas alerta para dispositivos que favorecem termelétricas a carvão mineral e elevam custos ao consumidor

    A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) avalia que a Medida Provisória nº 1.304/2025, em tramitação no Congresso Nacional, traz avanços importantes para a modernização do setor elétrico brasileiro, mas alerta para pontos que podem comprometer a transição energética, elevar custos e reduzir a competitividade da indústria nacional.

    De acordo com a entidade, para que a medida alcance seus objetivos, é necessário suprimir dispositivos que criam encargos desnecessários e mantêm privilégios a termelétricas a carvão mineral, em desacordo com a trajetória de descarbonização que o Brasil pretende reafirmar na COP 30.

    Entre eles, a FIEMG destaca o artigo 7º do artigo 2º, que altera a Lei nº 9.074/1995; o artigo 3º-D do artigo 9º, que modifica a Lei nº 10.848/2004. Segundo o presidente da Federação, esses trechos favorecem usinas movidas a carvão sem justificativa técnica, o que resultaria em mais encargos ao consumidor e maior emissão de carbono.
    “O texto da MP traz avanços relevantes para o setor, mas ainda preserva alguns pontos que são prejudiciais, gerando custos desnecessários que contrariam o caminho da modernização e da energia limpa. É possível aprimorar a proposta, mantendo o foco em tarifas justas, segurança energética e sustentabilidade para consumidores e para o setor”, afirma Roscoe.

    Para a FIEMG, o compromisso deve estar voltado à modernização do setor elétrico, com base na redução de subsídios ineficientes, na expansão segura do mercado livre e no fortalecimento de fontes limpas e competitivas. A entidade também defende a valorização das hidrelétricas, o estímulo a tecnologias de armazenamento e a criação de um ambiente regulatório que favoreça o gás natural com maior competição e transparência.
    “A aprovação do texto sem ajustes pode elevar o custo da energia, fazer com que os recursos continuem sendo mal direcionados e levar o Brasil a perder o protagonismo na agenda global de energia limpa e sustentável”, reforça Roscoe.

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