Tendências globais e a Bienal de Arquitetura Brasileira apontam uma mudança no morar, com espaços mais autorais e conectados à vida real
A predominância de ambientes neutros, marcada por tons claros e estética minimalista, começa a perder espaço em projetos residenciais de alto padrão. Um relatório recente do Pinterest indica que, em 2026, a casa tende a se tornar mais expressiva, com o uso de cores, listras e elementos inesperados, movimento impulsionado principalmente por millennials e baby boomers. O comportamento revela uma busca crescente por espaços que reflitam personalidade e proporcionem uma experiência mais leve e criativa no dia a dia.
A mudança vai além da estética e aponta para uma nova forma de se relacionar com o morar. Ambientes passam a incorporar referências individuais, memórias e repertórios culturais, deixando de seguir padrões universais. A própria arquitetura acompanha esse movimento. A Bienal de Arquitetura Brasileira, realizada no Parque Ibirapuera, evidencia uma produção cada vez mais conectada ao território e às identidades locais, com projetos inspirados nos biomas brasileiros e em modos de viver mais diversos.
Para a arquiteta Rose Chaves, essa transformação reflete um olhar mais consciente sobre o espaço. “Durante muito tempo, existiu uma busca por ambientes neutros, quase padronizados. Hoje, o que se vê é o oposto. As pessoas querem espaços que contem histórias, que tragam referências pessoais e que façam sentido na rotina. A casa passa a ser uma extensão de quem vive ali”, enfatiza.
A experiência de morar ganha protagonismo. Luz natural, ventilação, textura e materialidade passam a orientar a construção de ambientes mais acolhedores e intuitivos. Nessa perspectiva, os revestimentos assumem papel estratégico ao permitir composições mais autorais, explorando cores, padrões e superfícies que contribuem para a identidade dos projetos e para o conforto no uso cotidiano.
Rose também observa uma mudança consistente no entendimento de alto padrão. “Existe uma ruptura com a ideia de que a sofisticação está ligada à neutralidade. As pessoas querem se reconhecer no espaço onde vivem, e isso passa por escolhas mais conscientes, que envolvem cor, textura e materialidade. O projeto ganha força quando traduz identidade e cria uma relação mais próxima com quem habita, sem abrir mão de equilíbrio e coerência”, conclui.
Sobre a especialista – Rose Chaves está no segmento de arquitetura e design de interiores há mais de 30 anos. É especialista em pisos e revestimentos e sua paixão é transformar ambientes em arte seguindo sempre as principais tendências, mas sem deixar de lado a exclusividade que cada cliente merece.
Rose já realizou mais de 600 projetos e está à frente da Prime Revest, loja conceituada de revestimentos localizada em Santo André, São Paulo. @rose_chaves




