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    Home»Meio Ambiente»Economia oceânica pode atingir US$ 3 trilhões até 2030, mas setor enfrenta pressão por práticas sustentáveis
    Meio Ambiente

    Economia oceânica pode atingir US$ 3 trilhões até 2030, mas setor enfrenta pressão por práticas sustentáveis

    Redação Fatos AMBy Redação Fatos AM1 de junho de 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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    Autoridade no assunto, Liu Berman explica que a transição para a ‘blue economy’ (economia azul) precisa acelerar nos próximos quatro anos para evitar o esgotamento dos recursos marinhos.

    Você já ouviu falar em ‘blue economy’? Antes de se falar em sustentabilidade dentro da economia dos oceanos, essa indústria já movimentava cerca de US$ 1,5 trilhão no cenário internacional, segundo insights da ‘Global School of Sustainability at LSE’ (GSoS), sede do Instituto de Pesquisa Grantham sobre Mudanças Climáticas e Meio Ambiente.

    O crescimento do setor, no entanto, dividiu as opiniões do mercado com o passar dos anos. Enquanto atividades como pesca, exploração de petróleo e gás offshore estão no leque de práticas que acompanharam o último meio século de crescimento dessa indústria, as atividades oceânicas devem passar por uma reformulação nos próximos quatro anos. 

    A causa é justamente a degradação ecológica e o esgotamento de recursos naturais nos mares. Embora a economia dos oceanos projete chegar a US$ 3 trilhões até 2030, o setor vem dando protagonismo para práticas sustentáveis, como as apostas na geração de ‘energia eólica offshore’ (aerogeradores instalados na água). 

    Referência nacional na articulação de territórios sustentáveis, a líder do Movimento Reinventando Futuros e da LB Cultura Circular, Liu Berman, afirma que a ‘blue economy’ chega para transicionar as atividades oceânicas em conformidade com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). 

    “Refrear um avanço metódico de mais de uma década é um esforço que as nações, incluindo o Brasil, estão propondo. Estamos há apenas quatro anos da conclusão da ‘Agenda 2030’, e observar o avanço da transição da ‘economia dos oceanos’ ainda preocupa. A adesão necessita de uma urgência maior, para dialogar com a ODS 14 (Vida na Água) e não perder os ativos, pelo fato dos oceanos não conseguirem mais se regenerar como antes”, explica.  

    A exploração intensa dos últimos anos, segundo Berman, pode ser mitigada com o uso de estratégias sustentáveis. “Lavar as mãos para essa urgência compromete um ecossistema global, não apenas economicamente, mas socialmente”, ressalta a especialista. 

    A urgência da idealizadora da LB Cultura Circular é retratada através do relatório ‘The Ocean Economy to 2050’, da OECD. Segundo o documento, os oceanos fazem parte da segurança alimentar para mais de três bilhões de pessoas, possibilitando o transporte de mais de 80% das mercadorias globais e abrigando cabos submarinos que carregam 98% do tráfego internacional da Internet. “Qualquer colapso estrutural paralisa o comércio e toda a comunicação global. Proteger o ecossistema marinho é, fundamentalmente, proteger a própria estabilidade da economia global”, afirma. 

    Ainda segundo a OECD, a transição energética global deve afetar o crescimento da economia oceânica, mas que ainda caminha a passos largos. De acordo com a ata, a transição acelerada para energia de baixo carbono ainda resultaria no crescimento da economia oceânica até 2050, alcançando até 2,5 vezes o tamanho que tinha em 1995.

    “A janela de oportunidade para essa virada de chave é curta, especialmente ao se tratar do prazo da Agenda 2030. O crescimento projetado pela OCDE até 2050 só se sustentará se mudarmos a matriz de exploração agora, substituindo as práticas predatórias por ativos de baixo carbono antes que o esgotamento dos recursos marinhos se torne irreversível”, conclui Liu Berman. 

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