Há encontros que são só coincidência. E há outros que parecem destino. No dia 21 de junho, um sábado, às 19h, o Teatro da Instalação vira território de estreia. Não de um single qualquer — mas de um manifesto sonoro chamado “Destinatário”, nova música do grupo Entre Cabocos.
Os ingressos são limitados e a recomendação é correr, porque os lugares são poucos e a procura promete ser grande. Os valores são R$40 para plateia e R$ 30 para mezanino, com 50% de desconto para estudantes. As entradas podem ser adquiridas presencialmente nas lojas Bibi Cell ou pelo site site https://shopingressos.com.br/comprar/4681/show-destinatario
Caboclo, aqui, não é folclore nem cartão-postal. “Caboco” é o que vive o asfalto, pega ônibus, anda de chinelo na feira, cria os filhos na cidade grande, mas ainda mantém os costumes tradicionais no meio do concreto. O Entre Cabocos nasceu em Manaus em 2021 da união de quatro músicos já conhecidos do público, mas que agora se reinventam juntos em uma sonoridade única.
Sozinhos, eles já são gigantes.
Juntos, prometem algo completamente diferente do que o público está acostumado em seus projetos individuais. O Entre Cabocos não tem a intenção de imprimir o caboco ribeirinho, regional e clichê. Eles próprios são caboclos urbanos, que mantêm os costumes de origem mas dividem a rotina com a correria da capital amazonense.
“A música do grupo fala do cotidiano, das reflexões e dos cenários de vida de cada um, levando tudo isso para um repertório onde cada um expressa um conjunto de ideias que se encontra numa só sonoridade”, explica Magaiver Santos, poeta e músico que começou a compor aos 16 anos, passou pelas bandas Ecos Etílicos e Tribo Zagaia. Em 2012 seu fundou a banda Casa de Caba, que já conta com três álbuns. Neste ano apresentou o projeto solo Silenciosa Orquestra do Menino Pássaro.
O cantor e compositor Moham Enrique antecipa que o grupo vem preparando cada detalhe com muito carinho, entregando algo único, sensível e muito nosso. “Quem acompanha a música feita no Amazonas certamente conhece as trajetórias individuais dos quatro integrantes. Mas esse projeto é diferente de tudo que já apresentamos em nossas carreiras individuais. A expectativa é de algo único, sensível e muito nosso”, acrescenta Moham que é natural de Porto Trombetas, no Pará, mas criado em Manaus desde os 11 anos.
Eduardo Du Norte soma 16 anos de estrada, tendo transitado por vários grupos até seguir carreira solo. Tem três álbuns lançados: Vida de Artista (2011), Algo Mais (2016) e Canto de Rio (2022). Hoje, desenvolve o projeto Tambores Encantados, ao lado dos mestres Flávio Gama e Antônia Conceição.
O quarto elemento do grupo é o João Carlos, conhecido como Jotacê, é baterista manauara de 40 anos, acadêmico de Publicidade e descendente da família parintinense Ribeiro, tradicional no Amazonas por seus músicos percussionistas.
O show terá duração de 1h30 e contará com participações de Vivian di Oliveira, Diogo Navia, Marcelo Nakamura e Victor Liotto. A ficha técnica reúne talentos de peso: design de Erika Lima, cenografia de Afrânio Pires e produção artística de Chris Nascimento.




