Pesquisa da meutudo com mais de 9 mil participantes mapeia as barreiras reais que travam quem quer começar a investir.
Para muita gente, investir é algo que fica para depois, não por falta de vontade, mas por uma combinação de complexidade e desinformação.
Uma pesquisa da meutudo com 9.117 participantes, realizada em maio de 2026, revela que 41% já desistiram de investir por achar o processo complicado demais, e que 44% superestimam o valor mínimo necessário para começar.
41% desistiram e apenas 14% buscaram ajuda e conseguiram continuar
Quando perguntados se já haviam deixado de investir por não entender os termos ou o processo, 41% dos respondentes confirmaram: desistiram por achar o processo complicado demais. Entre jovens de 25 a 34 anos, esse índice é ainda mais alto, 46%, o maior entre todas as faixas etárias.
O dado que mais preocupa, porém, está no outro lado da equação: apenas 14% buscaram ajuda e conseguiram continuar.
Isso significa que, para cada pessoa que superou a barreira com suporte, quase três simplesmente pararam. A proporção evidencia não só a dificuldade do processo, mas a ausência de caminhos acessíveis para quem trava no meio do caminho.
44% acham que precisam de R$ 500 ou mais
A segunda barreira é de percepção: 44% dos participantes acreditam precisar de R$ 500 ou mais para dar o primeiro passo nos investimentos.
Desse grupo, 21% acham que o valor mínimo necessário ultrapassa R$ 2.000. Entre os respondentes com 55 anos ou mais, esse índice sobe para 31%.
A realidade é outra: produtos como o Tesouro Direto permitem aplicações a partir de R$ 30. Mas apenas 6% dos respondentes sabiam que é possível investir com menos de R$ 50. O mito do valor alto, portanto, não é um detalhe, é um bloqueio concreto que impede o primeiro passo antes mesmo de qualquer tentativa.
47% nunca buscaram nenhum conteúdo educativo sobre investimentos
A desistência e a percepção equivocada têm um pano de fundo comum: quase metade dos participantes, 47%, nunca buscou nenhum material educativo sobre o tema. Apenas 20% afirmam buscar conteúdo sobre investimentos com frequência.
O padrão se repete nas faixas etárias com menor atividade financeira: entre os respondentes com 55 anos ou mais, 58% nunca buscaram conteúdo educativo sobre investimentos, o mesmo índice registrado entre os menores de 18 anos. A falta de busca ativa por informação ajuda a explicar por que os mitos persistem e por que a desistência é tão comum.
Com folga no orçamento, apenas 32% investiriam e 39% priorizariam quitar dívidas
A pesquisa também revela uma contradição entre intenção declarada e comportamento esperado.
Quando perguntados sobre seu principal objetivo ao investir, 44% dos participantes citam a criação de uma reserva de emergência, o item mais mencionado em todas as faixas etárias. Mas diante de um cenário concreto, uma folga real no orçamento hoje, o quadro muda.
Nessa situação, 39% priorizariam quitar dívidas ou limpar o nome, enquanto apenas 32% escolheriam começar um investimento.
Apenas 8% criariam uma reserva de emergência, o mesmo objetivo que lidera quando a pergunta é sobre intenção. A distância entre o que se quer e o que se faria na prática é um indicador de que barreiras emocionais e financeiras ainda pesam mais do que o planejamento.
Sobre a meutudo
A meutudo é uma fintech brasileira especializada em crédito consignado para aposentados, pensionistas do INSS e servidores públicos. Com foco em simplicidade e transparência, a empresa oferece soluções financeiras acessíveis e atua na educação financeira de seus clientes e do público em geral.




