Instituição concorre nas categorias “Reportagem Escrita”, “Relacionamento com a Mídia” e “Projeto Gráfico”
A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) é finalista da 24ª edição do Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça (PNCJ), com indicação em três categorias: “Reportagem Escrita”, “Relacionamento com a Mídia” e “Projeto Gráfico”. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (29/06) pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ) e a cerimônia de premiação será realizada no dia 31 de julho, durante o Congresso Brasileiro dos Assessores de Comunicação do Sistema de Justiça (Conbrascom), em João Pessoa (PB).
Na categoria “Reportagem Escrita”, foi selecionada a matéria “Câmara idealizada pela Defensoria transforma vida de família manauara que lutava por diagnóstico”, do jornalista Luciano Falbo. A reportagem mostra como a atuação da Câmara de Resolução Extrajudicial de Litígios da Saúde (CRELS) garantiu o diagnóstico e o acesso ao tratamento de um menino após anos de espera na rede pública, evidenciando o impacto social da iniciativa.
Em “Relacionamento com a Mídia”, a indicação é pelo projeto “Defensoria pauta debate internacional sobre crise sanitária e ambiental na tríplice fronteira”, que deu visibilidade nacional à atuação da Instituição na busca por cooperação internacional para enfrentar a poluição do rio Javari provocada por um lixão flutuante na fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.
Já em “Projeto Gráfico”, a exposição “Sem Medo de Viver” foi reconhecida por retratar, por meio de fotografias e relatos, histórias de mulheres que romperam o ciclo da violência e reconstruíram suas vidas com o apoio da Defensoria Pública, por intermédio do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem).
Para o Defensor Público Geral do Amazonas, Rafael Barbosa, as indicações refletem o compromisso da Instituição com uma comunicação pública capaz de aproximar a Defensoria da população e dar visibilidade às transformações promovidas pelo acesso à justiça.
“Cada uma dessas indicações representa uma história que precisava ser contada. Mais do que reconhecer o trabalho da nossa equipe de Comunicação, esse resultado demonstra que a Defensoria do Amazonas tem conseguido mostrar à sociedade como a garantia de direitos transforma vidas. É um reconhecimento que nos motiva a continuar investindo em uma comunicação cada vez mais acessível e conectada com as pessoas”, afirma.
A diretora de Comunicação, Luana Carvalho, aponta que a comunicação pública vai além da assessoria de imprensa tradicional e se consolida como um instrumento de cidadania.
“Ser finalista em três categorias do Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça é um reconhecimento que vai além da Diretoria de Comunicação. É o reflexo de uma instituição que acredita que comunicar bem também é defender direitos”, afirma Luana Carvalho.
“Disputar espaço entre tantos trabalhos de excelência produzidos por equipes de todo o Brasil nos coloca em um patamar de qualidade técnica que nos orgulha muito. Cada projeto inscrito passou por um processo de criação, apuração e produção. Saber que eles resistiram a essa comparação nacional é uma validação do cuidado e do comprometimento que colocamos em cada entrega”, pontua.
Além das categorias em que são finalistas, os trabalhos também concorrem ao Grande Prêmio, escolhido por uma comissão especial entre os vencedores de cada categoria, e ao Prêmio de Votação Popular, definido por votação on-line dos participantes inscritos no Conbrascom.
Comunicação que transforma histórias
Esta é a segunda vez que a Defensoria do Amazonas figura entre os finalistas do Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça. Em 2025, a Instituição foi indicada com o hotsite “Histórias que se Cruzam”, na categoria “Mídia Digital”, e com a reportagem “Líder indígena de 71 anos conquista duas novas seções eleitorais para a Terra Indígena Andirá-Marau”, também assinada pelo jornalista Luciano Falbo, na categoria “Reportagem Escrita”. As indicações reforçam o compromisso da Diretoria de Comunicação em produzir conteúdos que, mais do que informar, dão visibilidade a histórias de superação e ao impacto da atuação da Defensoria na garantia de direitos.
“É uma grande satisfação ser finalista pela segunda vez. Este reconhecimento reafirma a importância de contar histórias que evidenciam o impacto real da atuação das instituições do Sistema de Justiça na vida das pessoas”, comenta Luciano.
“Para mim, o caso do Uolly e da dona Raimunda é a síntese perfeita do peso de uma atuação que realmente faz a diferença no âmbito social, garantindo dignidade às pessoas, e que ainda gera eficiência e economia para o erário. Foi isso que busquei ressaltar na produção da reportagem institucional”, acrescenta Luciano Falbo.
Para a exposição “Sem Medo de Viver”, o diretor de criação Paulo Maciel explica que o processo criativo manteve-se alinhado ao cuidado minucioso que o tema exige, com a preocupação de acolher as mulheres em cada etapa, desde o convite, dia da sessão de fotos, com profissionais de maquiagem, produção especial até a sua pós-produção, com atenção dobrada ao processo de edição das imagens.
“Esse afeto e respeito se traduzem na identidade visual do projeto, que exalta a força e a resistência de suas histórias de vida por meio de elementos da natureza, cores quentes e vibrantes. Além disso, a exposição fotográfica traz uma experiência interativa, porque, por meio de QR codes, o público pode acessar os vídeos com os relatos reais de cada uma delas. O resultado final representa, acima de tudo, o compromisso incansável da Defensoria Pública na garantia dos direitos das mulheres e a relevância dessa causa”, destaca.
O designer Renan Macedo reforça que o desenvolvimento da identidade gráfica da mostra não teve foco no sofrimento que essas mulheres passaram, mas sim no “depois”.
“Busquei transmitir a força, a voz e o florescimento de cada uma delas, a partir desse sentimento, cada peça da campanha foi desabrochando. A exposição traz frases das próprias assistidas, mostrando a potência que elas têm juntas, onde uma única voz engrandece todas elas”, conta.
Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça
Promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), o Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça reconhece as melhores práticas e estratégias de comunicação desenvolvidas por instituições públicas e do Sistema de Justiça em todo o País. Em sua 24ª edição, a premiação registrou recorde de participação, com 421 projetos inscritos por 75 instituições de 24 estados.
Neste ano, o prêmio tem como tema “O poder da comunicação na reputação da Justiça” e traz novidades como a inclusão do critério “Linguagem Simples e Acessibilidade” na avaliação dos trabalhos e a criação da categoria “Iniciativa com IA”.
Texto: Manuella Barros
Fotos: Arquivo / DPE-AM




