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    Home»Política»Governo Lula repudia atuação de Flávio Bolsonaro nos EUA e cita vínculo com caso Master
    Política

    Governo Lula repudia atuação de Flávio Bolsonaro nos EUA e cita vínculo com caso Master

    Redação Fatos AMBy Redação Fatos AM8 de julho de 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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    Governo Lula criticou a participação de Flávio Bolsonaro em audiência nos Estados Unidos sobre tarifas contra o Brasil e acusou o senador de legitimar uma investigação considerada injusta, além de sugerir adiamento das medidas com objetivo eleitoral
    (FOLHAPRESS) – O governo Lula (PT) chamou de intervenção a ida do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à audiência pública realizada pelos Estados Unidos para discutir as tarifas comerciais impostas contra o Brasil. Por lá, o pré-candidato à Presidência e principal rival do petista nas eleições deste ano acusou o presidente brasileiro de usar o tarifaço a seu favor.

    “O governo brasileiro repudia a intervenção do senador Flávio Bolsonaro em audiência pública realizada, nesta terça-feira (7), pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), aberta à participação do setor privado e da sociedade civil para discutir a imposição de tarifas contra o Brasil”, diz a nota do governo brasileiro.

    A manifestação do governo classifica a investigação americana como injusta e critica o fato de Flávio ter citado aos EUA o escândalo do caso Master sem mencionar seu envolvimento com o dono do banco, Daniel Vorcaro.

    “Ao citar o caso Master, maior esquema de corrupção da história do país, omitiu sua origem vinculada ao governo de Jair Bolsonaro. Também esqueceu de mencionar seus próprios vínculos com Daniel Vorcaro, para quem pediu mais de R$ 130 milhões para, segundo ele alega, produzir um filme sobre o seu pai”, diz trecho.

    Flávio havia afirmado que a adoção de uma tarifa sobre os produtos brasileiros beneficiaria Lula na disputa eleitoral deste ano e que agora seria “o pior momento” para implantá-la. A sugestão do senador era de que a discussão em torno do tarifaço deveria ser adiada para depois das eleições brasileiras para evitar uso político.

    O texto do governo brasileiro diz ainda que entre os 34 brasileiros inscritos, só Flávio não se posicionou de modo contrário às medidas contra o Brasil, optando por sugerir o seu adiamento “com claro objetivo eleitoreiro”.

    “Em vez de rebater as alegações infundadas do governo norte-americano para taxar o Brasil, o senador optou por legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores do nosso país”, diz a nota.

    Publicamente, ele criticou a ausência de representantes do governo do Brasil no evento e se colocou como alguém interessado em defender os interesses nacionais. Dentro do Planalto, a avaliação é de que o Brasil não deveria enviar representantes oficiais para não legitimar a investigação americana, a qual o governo Lula se opõe.

    O USTR investiga o Brasil por supostas práticas desleais sob a Seção 301 desde julho do ano passado.

    No dia 1º de junho, o escritório anunciou a conclusão da investigação que analisou diferentes temas relacionados ao país, entre eles sistemas de pagamentos, como Pix, desmatamento ilegal, big techs e corrupção, e sugeriu um novo tarifaço de 25% contra produtos brasileiros.

    Após a divulgação do resultado da Seção 301, audiências acontecem em Washington para que entidades interessadas no caso possam se posicionar sobre o caso.

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