Nenhuma dessas conquistas aconteceu por acaso. Direitos não surgem espontaneamente. Eles são resultado da organização coletiva, da capacidade de formular propostas e da disposição permanente de mobilizar a comunidade científica em defesa de um projeto nacional de desenvolvimento.

Vivemos um momento em que o conhecimento voltou a ocupar o centro da disputa geopolítica mundial. A inteligência artificial, a transição energética, a biotecnologia, a saúde, a defesa e a indústria de alta tecnologia mostram que a soberania das nações dependerá cada vez mais da capacidade de produzir conhecimento, formar pessoas altamente qualificadas e transformar ciência em inovação.

O Brasil construiu um dos maiores sistemas públicos de pós-graduação do mundo. Agora precisamos dar o próximo passo. Mestres, doutores, especialistas e residentes precisam estar cada vez mais inseridos na solução dos grandes desafios nacionais, fortalecendo o SUS, a educação, a indústria, o setor produtivo, a transição ecológica e a capacidade tecnológica do Estado brasileiro.

Os 40 anos da ANPG reafirmam uma convicção construída ao longo de toda a sua história. A ciência não avança apenas com laboratórios, editais e equipamentos. Ela avança quando existe uma comunidade científica organizada, capaz de defender políticas públicas permanentes e compreender que conhecimento é um dos principais instrumentos para construir democracia, reduzir desigualdades e fortalecer a soberania nacional.

Esse continuará sendo o papel da ANPG. Organizar os pós-graduandos brasileiros para fortalecer a ciência e contribuir para que o conhecimento produzido em nossas universidades e institutos de pesquisa esteja cada vez mais a serviço do desenvolvimento do Brasil e da melhoria da vida do nosso povo.

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