Ação foi compartilhada pelo diretor Andrey Lucas, em evento do Think Tank da Saúde Arca

Para prevenir os impactos ambientais no setor de saúde, a Agência Nacional de Saúde (ANS) iniciou um projeto-piloto voltado ao enfrentamento preventivo dos efeitos do El Niño sobre a rede de saúde suplementar brasileira. A informação é do diretor-adjunto da Diretoria de Desenvolvimento Setorial da Agência Nacional de Saúde Suplementar (DIDES/ANS), Andrey Lucas Macedo Corrêa, que participou nesta quinta-feira (23) da Confraria do Think Tank da Saúde Arca, em São Paulo. O diretor também falou sobre os próximos passos da Consulta Pública nº 170 promovida pela ANS.

Segundo Corrêa, a agência passou a articular ações junto aos prestadores de saúde das regiões mais vulneráveis, às operadoras de planos de saúde e ao Ministério da Saúde, promovendo um diálogo cada vez mais intenso entre o sistema público e o sistema suplementar.

O projeto teve início com um diagnóstico detalhado da situação, a partir do qual foram identificadas as prioridades de atuação. O primeiro passo foi o fortalecimento da comunicação institucional, com a criação de canais unificados de informação entre prestadores, a formação de grupos de troca de experiências e capacitação, além do aproveitamento dos aprendizados de instituições que já enfrentaram calamidades climáticas.

“Os impactos dessas emergências vão além do que é imediatamente visível, incluindo consequências psicológicas significativas para os profissionais de saúde e as populações afetadas, tornando a saúde mental um ponto central do projeto”, explica.

Para o diretor-adjunto, a iniciativa reflete uma mudança de paradigma na atuação da ANS: sair da lógica reativa, de remediar problemas já instalados, para uma postura proativa e preventiva. “A política pública preventiva talvez seja a política pública que não traz tanto apelo imediato à sociedade, mas é, sem dúvida, a mais efetiva”, ressaltou. Corrêa reforçou que antecipar riscos é a essência de uma gestão eficiente e que essa perspectiva orientará as políticas públicas da DIDES nos próximos anos.

Consulta pública

Corrêa também compartilhou os novos passos adotados para a consulta pública 170, que trata da atualização das regras que disciplinam a relação contratual entre operadoras de planos de saúde e prestadores de serviços, como hospitais, clínicas e laboratórios. “Agora, vamos abrir discussões setoriais, tentando encontrar convergências. Também estamos analisando as milhares de contribuições”.

Entre as contribuições estão as enviadas pela Federação e o Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de São Paulo (FESAÚDE e SindHosp). “Nossas contribuições lançam luz sobre o fortalecimento da segurança jurídica e da previsibilidade nas relações contratuais, com maior clareza sobre os procedimentos de glosa, definição de prazos para análise e resposta”, explica Francisco Balestrin, presidente das duas instituições e do Think Tank Arca.

Para analisar todos apontamentos das entidades, o diretor-adjunto explicou que a ANS não está com pressa para encerrar o texto da regulamentação. Agora, o objetivo é fazer um texto completo para submeter à diretoria colegiada.

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