Dirigida por Eduardo Albergaria, produção é estrelada por Caian Zattar e Luiz Carlos Vasconcelos e reúne nomes como Isabela Garcia, Ana Luiza Rios, Alli Willow, Gero Camilo, Carlos Francisco e Tim Rescala. A série marca os 50 anos do álbum Alucinação

No sábado, dia 29 de agosto, às 22h, o Canal Brasil estreia “Alucinação”, série inédita de ficção dirigida por Eduardo Albergaria e produzida por Leonardo Edde (Urca Filmes). Em quatro episódios semanais de 50 minutos, a produção acompanha a construção e a desconstrução de Belchior, do jovem Antônio Carlos, no interior do Ceará, ao artista consagrado que, no auge da carreira, decide desaparecer. Inspirada na trajetória de um dos maiores nomes da música brasileira, a série propõe um olhar sobre identidade, vocação, liberdade e o preço da própria criação. A produção chega à TV no ano em que o álbum Alucinação completa 50 anos.

O elenco reúne Caian Zattar e Luiz Carlos Vasconcelos em diferentes fases da vida de Belchior, além de Isabela Garcia, Gero Camilo, Ana Luiza Rios, Alli Willow, Claudio Jaborandy, Carlos Francisco, Tim Rescala, Tainá Medina, Vinícius Cafer, Lua Martins, Pedro Fasanaro e grande elenco. A narrativa também retrata personagens fundamentais da cultura brasileira, como Luiz Gonzaga, Elis Regina, Vinicius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade, Amelinha e Ednardo, que cruzaram o caminho de Belchior e marcaram sua trajetória artística.

A série alterna passado e presente para revelar os movimentos que moldaram Belchior. De um lado, acompanha sua formação como seminarista, estudante de medicina e músico até o reconhecimento nacional. De outro, retrata a escolha radical de abandonar a fama, os bens e a própria identidade pública, em uma jornada de desaparecimento ao lado de Edna Prometheu. Vivida por Isabela Garcia, ela foi a última companheira do artista e figura central em sua travessia final. Ao lado dela, Belchior percorre o Brasil e a América do Sul em uma jornada de desaparecimento que vai além do afastamento geográfico e se torna também uma busca por uma nova identidade. Em vez de uma narrativa biográfica convencional, “Alucinação” investiga as tensões entre pertencimento e ruptura, aproximando a vida do artista das inquietações presentes em sua obra.

O diretor Eduardo Albergaria destaca que esses dois movimentos não são contraditórios. “Ao mergulharmos na trajetória de Belchior, entendemos que existe uma coerência profunda entre essas duas fases. ‘Alucinação’ parte justamente dessa premissa. Belchior nunca deixou de perseguir a mesma coisa: o sagrado, o sentido mais profundo da existência. Primeiro, deixa o seminário; depois, a medicina; mais tarde, o Ceará; e, por fim, a própria imagem pública que havia construído. Em cada uma dessas rupturas, abre mão de uma identidade para permanecer fiel ao que acreditava ser sua verdadeira vocação. O desaparecimento deixa de ser apenas um episódio curioso de sua biografia e passa a ser o capítulo final da busca de um homem que preferiu permanecer fiel ao sagrado da vida do que à imagem que o mundo havia criado para ele. Isso explica a decisão. Não explica o que ele viveu depois de tomá-la — e é justamente quando a série termina.  No silêncio, e no que ele não disse.”

Baseada no livro “Belchior – Apenas um Rapaz Latino-Americano”, de Jotabê Medeiros, a série tem criação de Eduardo Albergaria e Daniel Dias, e trilha sonora original de Plínio Profeta e Amaro Freitas, que conduzem uma obra em que a trajetória do cantor nesses anos é apresentada menos como a história de um sucesso e mais como a de um homem em permanente busca por sua essência. 

Entre as participações especiais está a do pintor Carlos Bracher, que interpreta a si mesmo e recria o encontro em que produz o retrato original de Belchior, pintura que se tornou uma das imagens mais conhecidas do cantor.

“A maior descoberta que eu fiz foi perceber que sua vida e sua obra nunca caminharam separadas. Belchior fez da própria existência uma extensão das perguntas que colocava em suas canções. Em certo sentido, primeiro cantou a vida que desejava viver e, depois, viveu aquilo que havia cantado. A série convida o público a olhar para sua biografia como uma chave de leitura de sua obra. Talvez Belchior tenha sido, acima de tudo, um homem que anunciou a própria travessia — e que, ao escolher o silêncio, acabou sendo ouvido de uma maneira ainda mais profunda. Talvez seja por isso que, nos quatro episódios, eu nunca deixei o Belchior cantar: quanto mais eu procurava pela voz dele, mais ela parecia estar em outro lugar”, explica o diretor.

Antes da exibição do primeiro episódio, o canal apresenta o documentário “Belchior – Apenas Um Coração Selvagem”, dirigido por Camilo Cavalcanti e Natália Dias, às 20h30, ampliando a homenagem ao artista.

Belchior – Apenas Um Coração Selvagem (2022) (91′)

Horário: Sábado, dia 29/08, às 20h30

Direção: Camilo Cavalcanti e Natália Dias

Classificação: Livre

Sinopse: O longa mergulha no coração selvagem do poeta, cantor e compositor cearense que com sua obra e suas ideias cortantes marcou e ainda marca a vida de tanta gente.

Alucinação (2026) (4 x 50′) – Inédito

Horário: Sábado, dia 29/08, às 22h (exibição semanal)

Alternativos:  Domingos, às 20h; Segundas, às 18h30; Quartas, às 14h

Maratonas: Sábado, dia 26/09, a partir das 18h30; Domingo, dia 27/09, a partir das 21h; Quarta, dia 30/09, a partir das 14h

Classificação: 14 anos

Direção: Eduardo Albergaria

Sinopse: Minissérie de ficção em quatro episódios que acompanha a construção e a desconstrução de Belchior, do jovem Antônio Carlos, no interior do Ceará, ao artista que, no auge do sucesso, decide desaparecer.

ELENCO

Caian Zattar – Belchior (jovem)

Luiz Carlos Vasconcelos – Belchior (fase adulta)

Isabela Garcia – Edna Prometheu

Vinicius Cafer – Fagner

Lua Martins – Amelinha

Pedro Fasanaro – Ednardo

Mateus Honori – Rodger

Larissa Góes – Teti

Márcio Levi – Belchior (criança)

Benjamin Nunes Rosa – Gilberto

Ítalo Rui – Jorge Mello

Gero Camilo – Frei Pacífico

Igor Cândido – Frei Hermínio

Kennedy Saldanha – Frei Zoti

Ana Luiza Rios – Dolores

Dinho Lima Flor – Otávio

Alli Willow – Ângela

Carlos Francisco – Luiz Gonzaga

Tim Rescala – Carlos Drummond de Andrade

Ricardo Guilherme – Vinícius de Moraes

Tainá Medina – Elis Regina

Danilo Pinho – Professor Francisco

Carol Emhart – Rosário

Amaro Freitas – Pianista do cabaré

Homem Misterioso do Cabaré – Pedro Domingues

Carlos Bracher – Carlos Bracher

Nilson (voz) – Pedro Domingues

Cláudio Jaborandy – Caminhoneiro

Héctor Briones – Dono da Pousada Uruguaia

Jaene Mariá – Produtor de Gonzaga

Lucas Limeira – Zé Ramalho

Wally Menezes – Geraldo Azevedo

Tina Reinstrings – Produtora do concurso

Clarissa Appelt – Repórter do Fantástico

Robério Diógenes – Presidente Castelo Branco

Levy Mota – Cabral

Klistenes Braga – Policial do Exército

Carlos Eduardo – Juiz de Paz

Guilherme de Almeida – Repentista

FICHA TÉCNICA

Eduardo Albergaria e Daniel Dias – Criação

Eduardo Albergaria – Direção

Leonardo Edde e Eduardo Albergaria – Produção

Daniel Dias e Eduardo Albergaria – Roteiro

Marcelo Camorino – Direção de Fotografia

Marília Moraes, Felipe Bibian e Eduardo Albergaria – Montagem

Plínio Profeta e Amaro Freitas – Trilha Sonora

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