Produtos e métodos que prometem resultados rápidos nem sempre têm evidências científicas; especialistas alertam para sinais de propaganda enganosa
Um suplemento vendido como “energizante sexual” prometia aumentar a testosterona, elevar a libido e ainda prevenir doenças de próstata, até a Anvisa suspender sua venda por publicidade enganosa e composição fora dos limites permitidos para alimentos. Outro produto, cadastrado irregularmente como cosmético, chegava a ser anunciado com a promessa direta de aumentar o pênis e o apetite sexual, e também foi retirado do mercado pela agência. Há ainda o caso do XTRASIZE, banido por prometer aumento de até 7,5 centímetros no tamanho e na grossura do pênis, e da Maca Peruana, anunciada como capaz de acabar com a ejaculação precoce e a disfunção erétil.
O golpe mais recente, porém, vai além da publicidade enganosa: vídeos com voz e imagem manipuladas por inteligência artificial já usaram o rosto de médicos conhecidos no Brasil para vender “tratamentos milagrosos” contra disfunção sexual, uma fraude que já enganou milhares de pessoas nas redes sociais.
Esses casos expõem um padrão fácil de encontrar. Uma busca rápida na internet basta para localizar produtos, suplementos e métodos que prometem aumentar a testosterona, melhorar a ereção, controlar a ejaculação precoce e até aumentar o tamanho do pênis, quase sempre sem qualquer respaldo científico ou regulatório por trás das promessas.
“Resultados garantidos em poucos dias, fórmulas apresentadas como milagrosas, depoimentos usados como principal prova de eficácia e produtos que prometem solucionar diferentes problemas ao mesmo tempo estão entre os sinais que devem sempre despertar a atenção do consumidor”, comenta Lucimar Ghelfi, psicóloga, psicoterapeuta sexual e cofundadora da Lucy, empresa especializada em saúde sexual masculina.
Testosterona não é solução universal
É importante diferenciar o tratamento de uma deficiência hormonal diagnosticada do uso de produtos que prometem simplesmente elevar os níveis do hormônio. A testosterona participa de diferentes funções do organismo, mas sua reposição não deve ser tratada como solução universal para baixa libido, dificuldade de ereção ou queda de desempenho sexual; a indicação depende de avaliação médica e critérios específicos.
Disfunção erétil: um sintoma com várias origens possíveis
A dificuldade para obter ou manter uma ereção pode estar associada a fatores físicos, psicológicos e comportamentais, incluindo ansiedade e depressão. Por isso, recorrer a um produto que promete efeito rápido não resolve a origem do problema, e pode até atrasar a busca por uma avaliação adequada.
Aumento peniano: promessas sem comprovação definitiva
Produtos, exercícios e dispositivos circulam na internet com alegações de resultados expressivos e permanentes, muitas vezes acompanhados de imagens de “antes e depois” ou relatos de usuários. Embora existam estudos sobre algumas técnicas médicas, grande parte dos métodos estéticos ainda não tem comprovação definitiva de eficácia e segurança; experiências individuais e estratégias de marketing não substituem o resultado científico.
“Natural” não é sinônimo de seguro
Apresentar um produto como “natural” não significa que ele seja eficaz, isento de riscos ou adequado para qualquer pessoa. Informações incompletas sobre composição, contraindicações, possíveis efeitos adversos e estudos que sustentem os resultados anunciados também são motivo de cautela.
Para Lucimar, alguns padrões ajudam a identificar promessas pouco confiáveis: garantia de resultado em poucos dias, linguagem que sugere efeito definitivo, ausência de informação sobre estudos científicos, indicação de que o mesmo produto resolve problemas diferentes e forte dependência de depoimentos individuais. “Quanto mais uma oferta se apoia em resultados extraordinários e menos explica como eles foram comprovados, maior deve ser a desconfiança”, destaca a especialista.
A atenção é ainda mais importante em temas que envolvem autoestima e saúde sexual, já que a insegurança pode tornar o consumidor mais suscetível a soluções que prometem resultado rápido, mas nem sempre entregam o que anunciam. A busca por um tratamento efetivo passa por entender a origem do sintoma e buscar orientação profissional, inclusive para avaliar quais medicamentos são seguros para cada pessoa. No médio e longo prazo, tratar a causa tende a ser mais eficaz do que apenas buscar uma solução rápida para o problema.
Sobre a Lucy
A Lucy é uma empresa de saúde sexual masculina fundada por Lucimar Ghelfi, Bernardo Saleme, Waldemar Krueger e Thiago Pereira, com o propósito de melhorar a qualidade de vida sexual dos homens por meio de protocolos terapêuticos baseados em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). A empresa aplica o método Ghelfi, desenvolvido ao longo de 40 anos pela psicóloga e psicoterapeuta sexual masculina Lucimar Ghelfi. Um método científico voltado ao tratamento de disfunções e inadequações sexuais de causa psicogênica e oferece, por meio de aplicativo próprio, um acompanhamento estruturado, com anamnese digital baseada em critérios clínicos reconhecidos internacionalmente e orientações para que os usuários conheçam melhor o próprio corpo, identifiquem os mecanismos envolvidos na ejaculação, reduzam a ansiedade sexual, aumentem a autoconfiança e melhorem a qualidade da ereção. Desde sua fundação, a Lucy já atendeu mais de 34 mil usuários. Seu método é validado pela Sociedade Brasileira de Urologia e já foi apresentado no Congresso Brasileiro de Urologia e no Congresso Americano de Urologia em Washington.







