Depois de 10 dias de música, teatro, dança, humor, cinema e muitas histórias, o festival “#SouManaus Passo a Paço 2026” chegou ao fim neste domingo, 13/9, com o Cine “#SouManaus”, realizado no Centro de Arqueologia de Manaus (CAM), Centro, abrindo espaço para realizadores amazonenses apresentarem suas produções. Promovido pela Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (ManausCult), o festival reuniu mais de 150 atrações e mais de 8 mil trabalhadores da cultura.

Ao longo dos 10 dias, diferentes espaços do centro histórico receberam apresentações, exposições e atividades culturais, criando oportunidades para artistas de diversas áreas mostrarem seus trabalhos e para a população vivenciar diferentes linguagens artísticas.

Para o diretor-presidente da ManausCult, Márcio Braz, o encerramento é marcado pela satisfação com os resultados alcançados e, ao mesmo tempo, pela saudade dos momentos vividos durante o festival.

“É o maior festival da história, já tem o maior público da história. Estamos aqui fazendo esse encerramento de um modo muito especial. Tem muita coisa que o “#SouManaus” termina, mas também que vai continuar para além do festival”, afirmou.

Segundo o diretor-presidente, a programação também deixa como legado a continuidade de ações culturais em espaços que receberam atividades durante o festival. “Com muita felicidade, a gente está encerrando essa programação e já com saudades, mas também ansiosos para o ‘#SouManaus Passo a Paço 2027′”, completou.

O produtor audiovisual Bruno Pantoja participou da mostra com uma produção inspirada em um período difícil da história recente e ressaltou a importância de iniciativas que aproximam o cinema de quem assiste.

“O cinema precisa do público e o público precisa desses espaços. Então, é sempre salutar que o município, por meio da prefeitura, possa estar fomentando esses espaços. A gente espera que isso seja um movimento que perdure, que a cultura possa estar sempre chegando para suas plateias e que Manaus possa estar cada vez dinamizando o seu setor cultural, porque aqui tem muita gente criativa”, destacou.

Para o produtor, a oportunidade de exibição representa também uma forma de fortalecer a cadeia audiovisual e ampliar a formação de público para as produções locais.

O realizador audiovisual Anderson Mendes levou para a mostra o documentário “Da Silva da Selva”, que retrata a trajetória de vida e artística do artista plástico amazonense Da Silva da Selva. A obra já passou por outros festivais e encontrou no “#SouManaus” mais uma oportunidade de chegar ao público de Manaus.

Anderson destacou a importância das ações de incentivo promovidas pela prefeitura para fortalecer o audiovisual produzido na região.

“O Cine ‘#SouManaus’ e as outras ações que a prefeitura têm implementado são importantes, porque o audiovisual gera emprego e renda. Cultura é um mercado muito forte aqui na nossa região. Então, oportunidades como essa são fundamentais para a gente mostrar o nosso trabalho como realizador e ter uma formação de plateia, que é fundamental”, afirmou.

Ele também celebrou a troca proporcionada pelas sessões. “O público que tem visitado aqui essa semana com a mostra foi muito expressivo e é muito legal a gente ter esse feedback, você vê as pessoas assistindo a seus filmes, depois participar da roda de conversa e ter essa troca com o público. Isso daí não tem preço”, acrescentou.

A diversidade de gêneros também marcou a mostra audiovisual. O produtor e diretor André Cunha apresentou “Mata-Gato”, seu primeiro filme na direção, uma produção inspirada nos clássicos filmes de terror dos anos 1980 e realizada com efeitos práticos.

A obra utiliza o gênero fantástico para abordar temas como o abandono e a situação de animais de rua.

“A proposta do ‘Mata-Gato’ é falar sobre a população de animais de rua, falar sobre a terceira idade também, sobre a solidão de pessoas, sobre a violência do produto em si, do meio em si. O público está recebendo muito bem o filme”, contou André.

Público presente 

Quem esteve nas sessões também reconheceu a importância de aproximar a população da produção audiovisual feita no Amazonas. A professora de Artes, Maíra de Santana, prestigiou a programação e ressaltou que iniciativas como essa podem contribuir para levar os estudantes da rede pública para mais perto do cinema produzido na própria região.

“Nós temos um pessoal que produz aqui, produz bem. Temos grandes trabalhos aqui. Apesar de serem curtas, são filmes que não deixam a desejar a nenhum lugar do país, principalmente ao eixo Rio, São Paulo, Sul e Sudeste. Então, nós temos um pessoal que produz aqui, produz bem, e eu acho que está na hora, mais do que na hora, já passou da hora de levar para toda a população manauara”, afirmou.

Maíra também parabenizou a iniciativa de incluir o audiovisual na programação do festival. “Por isso, parabenizo aqui a Prefeitura de Manaus por essa iniciativa de estender o evento com o audiovisual que é produzido aqui”, completou.

Mais do que uma programação de shows e apresentações, o “#SouManaus 2026” encerra sua edição celebrando histórias, talentos e produções que ganharam espaço para chegar a novos públicos. Ao longo dos 10 dias, o festival reforçou a diversidade da cultura amazonense e deixou como legado a ocupação de espaços culturais e a valorização dos artistas locais.

Texto – Marcilene Frutuoso/Semcom

Foto – Valdo Leão /Semcom

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