Médico alerta para riscos cardiovasculares, respiratórios e arboviroses; períodos de calor extremo e chuvas irregulares exigem atenção extra com idosos e crianças
As alterações no padrão de chuvas e as altas temperaturas provocadas pelo fenômeno El Niño têm gerado preocupação quanto à saúde pública na região Norte do Brasil, especialmente nas áreas do sul e do oeste amazônico.
A elevação dos termômetros intensifica o risco de desidratação e o agravamento de patologias cardiovasculares, além de criar condições favoráveis para a proliferação do mosquito Aedes aegypti — transmissor da dengue, zika e chikungunya —, devido à alternância entre estiagem e precipitações irregulares.
Segundo dados do Ministério da Saúde, a Região Norte poderá registrar um aumento de 10% nos casos de dengue ao se comparar os períodos com e sem El Niño. O órgão destaca que a seca histórica dos rios da bacia amazônica, que reduz o nível dos leitos fluviais, pode dificultar o acesso a serviços de saúde.
Outros problemas de saúde associados ao evento climático envolvem o agravamento de doenças respiratórias, enfermidades ligadas à qualidade da água e o aumento das ondas de calor.
Riscos cardíacos e vulnerabilidade
De acordo com Alessandro Nunes, médico geriatra, intensivista e docente do curso de Medicina da Faculdade Integrado de Macapá (AP), o organismo enfrenta grandes dificuldades diante do calor intenso. “O coração precisa trabalhar mais para dissipar o calor, o que é perigoso, principalmente para portadores de insuficiência cardíaca”, explica.
O especialista destaca que crianças e idosos sofrem de forma ainda mais acentuada com os picos climáticos. Enquanto os pequenos têm menor capacidade de termorregulação e desidratam com rapidez, a população com mais idade apresenta menor reserva sistêmica.
“O idoso, principalmente aquele portador de multimorbidade — presença de duas ou mais doenças crônicas ou condições de saúde —, é especialmente vulnerável à desidratação, estando suscetível a episódios de delirium e descompensação de insuficiência cardíaca e renal”, alerta o professor Nunes.
Para amenizar os quadros críticos, a população da região Norte do Brasil deve adotar medidas preventivas fundamentais, tais como:
· Ingestão constante de água e prevenção contra a exposição solar direta entre 10h e 16h,
· Evitar atividades físicas ao ar livre em dias de alta concentração de fumaça ou calor intenso,
· Eliminação de focos de água parada em recipientes para estancar a reprodução de mosquitos,
· Manutenção da ventilação ou climatização de ambientes durante dias quentes,
· Acompanhamento rigoroso de condições crônicas, a exemplo de hipertensão, diabetes e asma,
· Monitoramento de idosos, crianças e doentes crônicos quanto a sinais de desidratação (boca seca, tontura, pouca urina) ou desconforto respiratório,
· Busca por assistência médica precoce ao surgirem febre ou sinais de desidratação.
Quais problemas respiratórios se agravam?
As mudanças climáticas associadas ao El Niño impactam diretamente o sistema respiratório de várias formas.
Segundo o docente, o tempo seco, as altas temperaturas e as queimadas aumentam a quantidade de fumaça e poeira no ar, o que irrita as vias aéreas e piora quadros de asma, bronquite, rinite e ressecamento das mucosas.
Desafios e a particularidade de Macapá
Além das arboviroses e do estresse térmico, o fenômeno natural compromete o abastecimento hídrico e a segurança alimentar de comunidades ribeirinhas dependentes dos rios para a subsistência. A contaminação de fontes amplia a incidência de infecções veiculadas pela água, somando-se a perdas econômicas na pesca e na agricultura familiar.
Por outro lado, o impacto varia conforme a latitude. “Diferentemente de áreas do sul e oeste da Amazônia, onde o El Niño historicamente causa seca severa, Macapá, por estar na Linha do Equador e sob influência direta da Zona de Convergência Intertropical, tende a sentir esse efeito de forma mais atenuada. Todavia, é importante ficar atento aos sintomas de saúde. E em casos de necessidade, buscar ajuda médica o mais breve possível”, complementa o professor do curso de Medicina da Faculdade Integrado de Macapá, Alessandro Nunes.
Formação médica em Macapá
A Faculdade Integrado de Macapá (AP) atua na preparação de profissionais aptos a lidar com as demandas epidemiológicas e geográficas locais, unindo um corpo docente especializado à imersão prática na realidade do Amapá e da região Norte.
Para quem deseja ingressar na área de saúde no 1º semestre de 2027, a instituição está com inscrições abertas para o processo seletivo do curso de Medicina, oferecendo 60 vagas distribuídas em duas modalidades.
Serviço
O que: Processo seletivo para o curso de Medicina da Faculdade Integrado de Macapá para 2027
Quando:
– Inscrições Vestibular Tradicional (50 vagas): até 15 de outubro
– Prova do Vestibular Tradicional: 18 de outubro, das 8h30 às 13h30
– Inscrições via Nota do ENEM (10 vagas): até 19 de outubro
– Início das aulas: 1º semestre de 2027
Onde: Prova presencial no campus da Faculdade Integrado de Macapá (Av. Feliciano Coelho, 125, Bairro Trem, Macapá – AP); inscrições realizadas de forma online
Mais informações:
– Editais: https://www.grupointegrado.br/editais
– Portal de inscrições: https://www.grupointegrado.br/formulario-de-inscricao/medicina-macapa
– Detalhes do curso: https://www.grupointegrado.br/graduacao/presencial/medicina-macapa
– Canais de atendimento: 0800-000-7005 | WhatsApp: (96) 2027-0996
Sobre a Faculdade Integrado de Macapá
A Faculdade Integrado de Macapá é a primeira e única instituição privada do Amapá a ter o curso de Medicina autorizado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Portaria SERES/MEC nº 257, de abril de 2025.
A instituição faz parte do Grupo Integrado, companhia paranaense que celebra, em 2026, 40 anos de tradição educacional, 12 turmas de Medicina em andamento e já formou mais de 10 mil universitários em diferentes áreas do conhecimento. Contato 0800-000-7005 e WhatsApp 96-2027-0996.







