Especialista em Direito Bancário Roberto Nogueira explica como financiamentos, consórcios e outras ferramentas podem ajudar na aquisição de imóveis e geração de renda
Construir patrimônio mesmo sem grandes recursos financeiros é uma possibilidade para quem busca alternativas de investimento. Segundo a 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, realizada pela Anbima em parceria com o Datafolha, 36% da população possui aplicações financeiras, o equivalente a 60,6 milhões de pessoas.
Uma das estratégias para ampliar o patrimônio é a alavancagem patrimonial, que utiliza recursos financeiros, incluindo crédito, para adquirir bens. Segundo o especialista em Direito Bancário e diretor da Nexus Nacional, Roberto Nogueira, existem alternativas que permitem começar com pouco capital.
“Existem ferramentas que permitem adquirir imóveis sem desembolsar todo o valor de uma só vez. Entre elas estão o financiamento imobiliário, o home equity e o consórcio. A estratégia consiste em adquirir um imóvel com potencial de gerar renda por locação por temporada, utilizando essa receita para contribuir com os custos e compromissos da aquisição”, explica.
O especialista destaca que recorrer ao crédito pode ser vantajoso até para quem possui recursos próprios, desde que o custo da operação compense a preservação do capital.
“Quem compra à vista pode negociar o preço, mas concentra recursos no imóvel. Utilizar outra ferramenta pode preservar capital para reserva, mobília e preparação da locação por temporada. A melhor escolha considera custo, disponibilidade do imóvel e segurança financeira”, afirma.
Como começar a construir patrimônio
Para quem deseja iniciar com pouco dinheiro, Nogueira explica que o planejamento deve considerar a renda disponível, os custos da aquisição e a capacidade de manter os pagamentos.
“Não é necessário ter um grande patrimônio para iniciar sua construção. Pessoas de diferentes classes sociais podem começar com valores menores e escolher ferramentas compatíveis com sua renda. O consórcio, por exemplo, permite planejar a aquisição por meio de contribuições ao longo do tempo, sem reunir antecipadamente todo o preço do imóvel”, orienta.
Entre as modalidades disponíveis estão o financiamento imobiliário, o home equity, que utiliza um imóvel como garantia de empréstimo, e o consórcio, cuja utilização do crédito depende da contemplação e das condições contratuais.
A aquisição de imóveis para locação por temporada também pode contribuir para a formação patrimonial. Entretanto, a receita precisa ser calculada considerando despesas e períodos de baixa ocupação.
“Na temporada, a projeção deve considerar diária, ocupação e sazonalidade, descontando plataformas, administração, manutenção, tributos e outras despesas. Mesmo começando com pouco, a operação precisa suportar uma receita abaixo da expectativa, sem depender da valorização para pagar os compromissos”, esclarece.
Cuidados para evitar o endividamento
O cenário econômico e as taxas de juros também influenciam a estratégia. Segundo Nogueira, juros elevados encarecem financiamentos e empréstimos, exigindo maior atenção aos custos e à capacidade de pagamento.
Entre os principais erros estão considerar apenas o valor das parcelas, comprometer toda a reserva financeira e superestimar os rendimentos do imóvel.
“Também são erros comprometer toda a reserva, contar com contemplação em uma data específica e ampliar as aquisições antes de comprovar o resultado da primeira operação. É possível começar com pouco e crescer gradualmente. A expansão deve acompanhar a renda líquida efetivamente obtida e a capacidade de suportar imprevistos”, alerta.
Para o especialista, a construção patrimonial deve ocorrer de forma gradual, respeitando a realidade financeira de cada pessoa.
“A construção de patrimônio pode começar com pouco capital e não é exclusiva de uma classe social. Existem ferramentas para diferentes situações, mas a escolha deve vir depois da análise financeira e da viabilidade do imóvel. Na Nexus Nacional, defendemos o diagnóstico antes da oferta, para identificar a ferramenta e o tamanho de operação adequados à realidade de cada cliente”, conclui.
Texto: LD Comunicação







