A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da 71ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Apuí, apresentou, nesta quinta-feira (20), dois casos distintos que resultaram na prisão de três pessoas. As denúncias, recebidas pelo Conselho Tutelar, levaram à ação imediata das autoridades para proteger as vítimas.
O primeiro caso resultou na prisão em flagrante de um homem de 23 anos, detido na segunda-feira (17) por manter uma relação com uma adolescente de 12 anos. O caso veio à tona após a jovem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para realizar um exame de gravidez. Questionada pela equipe médica, ela relatou que tinha um vínculo com o suspeito.
Diante da informação, os profissionais de saúde acionaram o Conselho Tutelar, que repassou a denúncia à Polícia Civil. O delegado Wellington Lucas Militão informou que a equipe policial se deslocou até a residência da adolescente, onde constatou a veracidade dos fatos e prendeu o homem em flagrante.
“Foram adotadas todas as medidas legais cabíveis. A adolescente passou por exames para verificar sua condição de saúde, e o suspeito foi encaminhado à delegacia, ficando à disposição da Justiça”, afirmou o delegado. A jovem realizou testes preliminares de gravidez, que indicaram resultado positivo, mas um exame laboratorial foi solicitado para confirmação.
Casal é preso por suspeita de crime contra criança de 4 anos
No segundo caso, a polícia efetuou a prisão preventiva de um casal na quarta-feira (19). A mulher, de 27 anos, e o homem, de 25, são investigados por atos que violaram a integridade de uma criança de 4 anos, filha da mulher e enteada do suspeito.
A denúncia foi feita pela avó da menina, que percebeu sinais de sofrimento na neta e informou ao Conselho Tutelar que a criança poderia estar em situação de risco dentro de casa. A suspeita surgiu quando a menina passou por uma consulta médica de rotina e a profissional de saúde identificou sinais preocupantes, acionando imediatamente as autoridades.
A partir das denúncias, a polícia iniciou as investigações, colhendo depoimentos da avó e da criança, que foi ouvida por meio de um procedimento especializado para menores. De acordo com o delegado Wellington Lucas Militão, os exames periciais confirmaram a situação e serviram de base para o pedido de prisão preventiva do casal, que foi aceito pelo Poder Judiciário.
“Diante da gravidade dos relatos e das evidências médicas, solicitamos a prisão preventiva da mãe e do padrasto, que foi prontamente decretada pela Justiça. Ambos foram presos e estão à disposição do sistema judiciário”, declarou o delegado.
Em depoimento, a mãe da criança negou qualquer envolvimento nos atos investigados. No entanto, os relatos da vítima e as provas colhidas foram fundamentais para fundamentar a decisão judicial.
Casos seguem em investigação
A adolescente de 12 anos está sob o acompanhamento do Conselho Tutelar, que avaliará as medidas de proteção necessárias. Já a criança de 4 anos também recebe assistência dos órgãos competentes para garantir seu bem-estar e segurança.
A Polícia Civil segue investigando os dois casos e reforça a importância das denúncias para a proteção de crianças e adolescentes. Qualquer suspeita de crimes contra menores pode ser comunicada ao Conselho Tutelar ou às autoridades policiais.
Fonte: AM POST