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    Home»Brasil»Transmitida por mosquito, febre oropouche tem alta no Brasil
    Brasil

    Transmitida por mosquito, febre oropouche tem alta no Brasil

    Redação Fatos AMBy Redação Fatos AM16 de abril de 2024Nenhum comentário5 Mins Read
    © iStock
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    O Brasil registra uma alta de casos de febre oropouche. Foram 3.354 confirmados neste ano, de acordo com informe semanal do Ministério da Saúde, que contabilizou dados até a última terça-feira (9).

    Na semana epidemiológica anterior, com dados até o dia 2 de abril, havia registro de 3.320 exames detectáveis. O número também já é o quádruplo dos 832 casos registrados em todo o ano de 2023.

    De acordo com o Ministério da Saúde, houve um aumento na detecção de casos da doença a partir de 2023 nos estados da região amazônica – onde a febre é considerada endêmica – devido à descentralização do diagnóstico laboratorial de biologia molecular detectável para o vírus, com testagens disponíveis em locais que não estavam antes.

    A febre oropouche é uma zoonose causada pelo vírus oropouche, detectado no Brasil na década de 1960. Desde então, casos isolados e surtos já foram relatados.

    A doença é transmitida aos seres humanos principalmente pela picada do Culicoides paraensis conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, inseto que tem um ciclo silvestre e um ciclo urbano.

    Do total deste ano, 2.538 dos casos são em residentes dos Amazonas, seguidos por Rondônia (574), Acre (108), Pará (29) e Roraima (18).

    Fora da região Norte, os estados em que mais houve registros da doença são Bahia (31), Mato Grosso (11), São Paulo (7) e Rio de Janeiro (6), de acordo com o Ministério da Saúde. A pasta trabalha com a possibilidade da maior parte dos locais de infecção terem sido na região amazônica.

    A quantidade de casos na Bahia notificadas pela pasta difere, ainda, do número de casos registrado pela Sesab (Secretaria de Saúde do Estado Bahia). De acordo com a secretaria estadual, há 50 registros espalhados por seis municípios.

    O Ministério da Saúde afirma que as métricas são contabilizadas de forma diferente pela Sesab. A Sesab, por sua vez, informou que a métrica são os casos analisados e confirmados pelo Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública) do estado.

    Segundo Felipe Naveca, pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), esse aumento se deve, em partes, a um surto na região amazônica neste ano, e, em partes, à melhora na testagem nacional.

    “Tem que se considerar que este ano começou a se testar nacionalmente. Vínhamos colocando essa necessidade desde 2016 e, no ano passado, o ministério entendeu que era importante, mandou insumos e capacitou laboratórios centrais do estado, e isso mostra que o vírus pode estar mais disseminado do que a gente imaginava.”

    A taxa de positividade de testes em Rondônia é a maior entre os estados, com cerca de 45% dos exames positivos. Em segundo lugar, fica o Mato Grosso (40,7%). No Acre, a positividade chega a 39,6% e no Amazonas, a 24%. O estado teve um surto da doença em março.

    Apesar dos casos registrados fora da região amazônica, ainda não há a possibilidade de um surto fora da região, diz o pesquisador da Fiocruz, Rivaldo Venâncio. Ao menos por enquanto.

    “Como o vetor existe em todo o Brasil, a probabilidade, do ponto de vista teórico, que daqui a uns anos isso venha a ser um problema para várias localidades do país é razoável”, afirma.

    DIFERENÇAS ENTRE DENGUE E FEBRE OROPOUCHE

    Tanto a dengue quanto a febre oropouche são arboviroses, ou seja, transmitidas por artrópodes. Segundo Rivaldo Venâncio, pesquisador da Fiocruz, as mudanças climáticas podem ter sido o motivo para o aumento de ambas.

    No ciclo silvestre do inseto transmissor da oropouche, bichos-preguiça e primatas não-humanos (e possivelmente aves silvestres e roedores) atuam como hospedeiro. No ciclo urbano, o homem é o hospedeiro principal. Eventualmente, o mosquito Culex quinquefasciatus pode transmitir o vírus em ambientes urbanos.

    Já no caso da dengue, o vetor é o mosquito Aedes aegypti. Há uma diferença primária entre a reprodução dos dois transmissores.

    “O Aedes aegypti procria na água parada. Enquanto isso, o Culicoides paraensis se reproduz na matéria orgânica, em locais como folhas e frutas em decomposição”, afirma o pesquisador.

    Quanto aos aspectos clínicos, os sintomas das duas doenças são similares. Os pacientes relatam febre, dor de cabeça, dor muscular e articular. Podem ter ainda tontura, náuseas e vômitos nos dois casos.

    As diferenças podem começar a ser percebidas após os primeiros dias de contágio: o paciente que tiver evolução do quadro da dengue pode começar a sentir abdominal intensa e hemorragias internas, o que não é o caso da oropouche. “A febre pode gerar apenas pequenos sangramentos, nas gengivas, por exemplo, nada tão intenso como a dengue”, diz Venâncio.

    Além disso, cerca de 60% dos pacientes com oropouche deverão notar a apresentação de um ciclo bifásico da doença: a pessoa tem sintomas como febre e dores por alguns dias, e eles desaparecem em seguida. Após uma semana, o quadro da doença retorna, até, então, sumir novamente.

    Os sintomas duram de dois a sete dias, com evolução benigna e sem sequelas, mesmo nos casos mais graves. Não há relato de mortes associadas à infecção até hoje.

    No entanto, há casos de comprometimento de sistema nervoso central, com quadros como meningite asséptica e meningoencefalite, especialmente em pacientes imunocomprometidos.

    O QUE FAZER SE TIVER SINTOMAS?

    Se a pessoa viajou para a região amazônica e retornou com manifestações clínicas que podem sugerir oropouche, dengue ou até chikunguya, deve procurar uma unidade de saúde para uma avaliação clínico-laboratorial.

    De acordo com Naveca, apenas um exame faz a identificação da doença na fase aguda, o RT-PCR desenvolvido pela Fiocruz Amazonas. A coleta é por meio do sangue. O exame fica disponível nos Lacens (Laboratórios Centrais de Saúde Pública).

    Existem ainda testes que dizem se a pessoa tem anticorpos da doença, e que, portanto, revelam infecção recente. Esses são pouco disponibilizados em laboratórios. “A melhor maneira hoje é fazer o PCR”, diz ele.

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