No Brasil, o cenário da saúde cardiovascular feminina é preocupante: uma mulher morre a cada 11 minutos devido ao infarto agudo do miocárdio, segundo dados do DataSUS. [i]A cardiologista Dra. Egle Costa Oppi, Gerente Médica Executiva da Biolab Farmacêutica, alerta que as Doenças Cardiovasculares (DCV) causam mais mortes em mulheres do que câncer de mama, câncer de pulmão e doenças pulmonares crônicas juntos, com mortalidade comparável à dos homens.
O cuidado com o coração feminino exige atenção a detalhes que vão além dos exames comuns, já que a biologia da mulher tem desafios únicos. Segundo a Dra. Egle Costa Oppi, enquanto no homem os problemas costumam aparecer em grandes artérias, nelas é mais frequente em vasos minúsculos. “Isso torna o diagnóstico muitas vezes ‘invisível’ nos testes tradicionais, que foram desenhados pensando no público masculino”, explica a cardiologista.
Mesmo os fatores de risco conhecidos são mais agressivos no organismo feminino. Mulheres diabéticas, por exemplo, têm um risco cardíaco até 50% maior do que homens na mesma condição. Com o passar dos anos, a pressão arterial delas também tende a subir de forma mais rápida, e até o uso de anticoncepcionais pode acelerar esse processo[ii]. “O caminho para a prevenção feminina não pode ser uma cópia do modelo masculino”, reforça a médica, lembrando que até a forma como o corpo armazena gordura no abdome e no pescoço é um sinalizador de perigo mais forte para elas.
A saúde do coração da mulher também é afetada por marcos de cada fase da vida. Problemas como ovário policístico, endometriose, miomas e até a menopausa precoce são sinais de alerta importantes. Além disso, doenças mais comuns em mulheres, como os lúpus e até as enxaquecas crônicas, também aceleram o desgaste das artérias e aumentam as chances de infarto.
Estratégias de prevenção e tratamento
A proteção do coração feminino deve ser contínua, usando fases como a gravidez e a menopausa para prever riscos – até a mamografia de rotina pode sinalizar problemas arteriais. Por isso, a recomendação é o cuidado multidisciplinar entre cardiologistas, ginecologistas e outros especialistas, garantindo que o histórico de saúde da mulher seja usado a favor de um tratamento.
Segundo a especialista, essa complexidade exige um olhar atento também para os efeitos do tratamento da hipertensão: mulheres sofrem mais efeitos colaterais porque as prescrições ainda ignoram diferenças biológicas. Segundo a Nature Communications, elas são mais vulneráveis a reações adversas, agravadas pelo fato de que 72% dos estudos clínicos não analisam dados por sexo.[iii]
“Alguns medicamentos para o tratamento da hipertensão, por exemplo, podem causar efeitos colaterais como o inchaço nos tornozelos, conhecido como edema maleolar, decorrente desse tipo de reação. O desconforto é tão grande que muitas interrompem o uso, aumentando o risco de um evento cardiovascular”, pontua a cardiologista. Para ela, a medicina precisa respeitar o ritmo próprio do corpo feminino para garantir que o tratamento seja eficaz e seguro.
A individualização como aliada da saúde feminina
A inovação central está no uso de moléculas de alta precisão, como o Levanlodipino. Diferente do anlodipino comum, esta tecnologia isola apenas a parte ativa do medicamento que o organismo feminino processa melhor. Na prática, isso permite controlar a pressão arterial com apenas metade da carga química, oferecendo um tratamento mais leve e eliminando substâncias desnecessárias que o corpo levaria mais tempo para processar. Dados científicos comprovam que essa estratégia reduz os inchaços nos pés em quase 99%, favorecendo a continuidade do tratamento a longo prazo.[iv]
Há quatro anos, a Biolab mantém a iniciativa Biolab Juntos por Elas, um projeto focado em conscientizar a sociedade e a classe médica sobre os cuidados exclusivos que a saúde cardiovascular da mulher demanda. “O futuro da saúde feminina está no ajuste biológico. Não podemos mais aceitar uma medicina que ignore a fisiologia da mulher”, afirma a Dra. Egle Costa Oppi.
Sobre a porta-voz:
A Dra. Egle Costa Oppi (CRM 56887) é Gerente Médica Executiva da Biolab Farmacêutica e médica cardiologista do Hcor. Especialista titulada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), possui sólida trajetória em cardiologia clínica, prevenção cardiovascular e ecocardiografia.




