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    Home»Economia»Liderança feminina: formação cresce, mas ainda enfrenta barreiras estruturais nas empresas
    Economia

    Liderança feminina: formação cresce, mas ainda enfrenta barreiras estruturais nas empresas

    Redação Fatos AMBy Redação Fatos AM6 de maio de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    De acordo com pesquisas do setor as mulheres ocupam 39% da liderança no Brasil, mas só 17,4% chegam ao topo das empresas. Especialista da UNIASSELVI aponta oportunidades e desafios

    Apesar de representarem 39% dos cargos de liderança no Brasil, as mulheres ainda são minoria no topo das organizações: apenas 17,4% das empresas têm uma mulher na presidência. Os dados são, respectivamente, de levantamentos da Grant Thornton no relatório Women in Business, e da Diversitera. O cenário evidencia um descompasso entre a crescente qualificação feminina e o acesso efetivo a posições estratégicas.

    Os levantamentos de ambos institutos apontam que o avanço da presença feminina em cargos de liderança não tem ocorrido na mesma velocidade em todos os níveis hierárquicos. “Esse descompasso indica que o desafio não está apenas na formação, mas também nas estruturas organizacionais e culturais que influenciam trajetórias profissionais”, afirma o Dr. Fernando Eduardo Cardoso, coordenador dos cursos de Administração e de Gestão de RH da UNIASSELVI.

    Nas últimas décadas, o acesso das mulheres ao ensino superior e à qualificação profissional aumentou de forma significativa, inclusive em áreas historicamente masculinas. Ainda assim, essa evolução não se traduz proporcionalmente em presença nos cargos mais altos. A baixa presença feminina em posições de decisão também impacta diretamente o desempenho das empresas, afirma o professor. “Não ter mulheres em cargos de liderança pode limitar a diversidade de perspectivas, de olhares dentro das organizações, o que impacta diretamente a capacidade de inovação. Por isso, a diversidade não é apenas uma questão de equidade, mas também um fator que fortalece a capacidade das organizações de lidar com ambientes complexos e competitivos”.

    Barreiras estruturais e políticas de incentivo

    Para avançar, especialistas e profissionais convergem na necessidade de mudanças mais profundas. Segundo Cardoso, políticas de incentivo são importantes, mas não resolvem o problema sozinhas. “Políticas formais isoladas raramente são suficientes se não forem acompanhadas de mudanças culturais dentro das organizações. Promover igualdade de gênero significa também repensar estruturas organizacionais, critérios de promoção e ambientes de trabalho”, explica.

    Na prática, esse cenário é percebido por quem está entrando agora no mercado. Formada em Administração pela UNIASSELVI em 2025, Mariana Fachi aponta que as barreiras ainda são estruturais e, muitas vezes, pouco explícitas. “Vejo que a dificuldade está nas estruturas que ainda favorecem trajetórias masculinas. Muitas vezes, o preconceito aparece de forma mais sutil, disfarçado de critérios ‘técnicos’, mas que na prática acabam sendo mais rígidos com mulheres. Além disso, ainda existe uma cobrança maior sobre comportamento e desempenho, o que mostra que o ambiente ainda não é totalmente igual para todos”, relata.

    Necessidade de mudanças e o papel das políticas públicas

    Na visão de Mariana, o caminho passa por uma transformação mais ampla. “Acho que o principal pilar para que as coisas mudem é uma mudança cultural. Se não, qualquer medida acaba sendo superficial. A forma de pensar e agir dentro das organizações precisa mudar. As empresas precisam rever suas práticas, questionar padrões antigos e assumir responsabilidade por promover mais equidade. Os governos devem assumir um papel importante em fortalecer políticas que apoiem essas mudanças e trazer equilíbrio dentro do mercado de trabalho”, diz.

    Ela também destaca o papel de políticas públicas e ações concretas. “Isso inclui, por exemplo, ampliar e equilibrar a licença parental, investir em educação e qualificação profissional para mulheres e incentivar empresas a adotarem práticas mais inclusivas. Além disso, a fiscalização também pode contribuir, principalmente em relação à equidade salarial e às oportunidades de crescimento.”

    A importância do autoconhecimento para a posição de liderança

    Para mulheres que desejam alcançar posições de liderança, Mariana reforça a importância da autoconfiança e da ação. “Eu diria para não se diminuírem e nem esperarem estar ‘100% prontas’ para dar o próximo passo. As pessoas aprendem muito no caminho. Confiar mais no próprio potencial, buscar autoconhecimento e se posicionar faz toda a diferença no mundo corporativo. E também entender que existe sim espaço para mulheres ocuparem cargos de liderança e continuarem servindo de inspiração para outras mulheres”.

    Sobre a UNIASSELVI

    A UNIASSELVI é uma das maiores instituições de ensino superior do Brasil, com mais de 500 cursos entre Graduação, Pós-Graduação, Técnicos e Profissionalizantes, ofertados nas modalidades presencial, semipresencial e a distância (EAD). Presente em todos os estados brasileiros, conta com mais de 1,3 mil polos e 16 unidades presenciais. É reconhecida como a única instituição de grande porte nacional com nota máxima no Recredenciamento Institucional concedido pelo Ministério da Educação (MEC).

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