Filme acompanha uma realidade cada vez mais comum nas famílias e reforça que o desafio não é afastar as telas, mas encontrar equilíbrio no dia a dia das crianças
A nova animação de uma das franquias mais famosas do cinema infantil vai trazer para as telas uma situação que já faz parte da rotina de muitas famílias: brinquedos disputando espaço com tablets, celulares e outros dispositivos eletrônicos.
No filme, os brinquedos percebem que já não são mais o centro das atenções da criança da história, que passa a se interessar cada vez mais por um tablet inteligente. A trama acompanha uma mudança que muitos pais e educadores já observam no dia a dia infantil.
Mais do que falar sobre tecnologia, a animação levanta uma reflexão importante sobre equilíbrio. Afinal, como incluir as telas na rotina das crianças sem deixar de lado momentos de brincadeira, criatividade, convivência e aprendizado?
Para Mariana Bruno Chaves, pós-graduada em psicopedagogia e especialista em educação na rede Kumon, a tecnologia não deve ser vista como inimiga da infância. “As telas fazem parte da realidade das crianças hoje e não adianta pensar em afastar completamente a tecnologia. O mais importante é entender como ela está sendo usada. Quando existe equilíbrio e acompanhamento da família, a tecnologia também pode ajudar no aprendizado, na criatividade e até na autonomia das crianças”, explica.
Segundo a especialista, o problema não está apenas no tempo de tela, mas na qualidade desse consumo. “Existe diferença entre um uso totalmente passivo e experiências que estimulem leitura, raciocínio, criatividade e participação ativa da criança. O equilíbrio é o ponto principal. As crianças precisam continuar tendo espaço para brincar, criar, conviver e desenvolver outras habilidades importantes para a infância”, afirma.
Mariana também reforça que brincadeiras que envolvem imaginação e interação continuam sendo fundamentais para o desenvolvimento infantil. “O brincar ajuda a criança a criar histórias, resolver situações, desenvolver foco, autonomia e aprender a lidar com regras e emoções. Isso segue sendo muito importante, mesmo em uma infância cada vez mais conectada”, diz.
A especialista destaca ainda que a tecnologia também pode ser utilizada de forma positiva no aprendizado, desde que exista propósito e acompanhamento durante esse processo. “No Kumon, por exemplo, os alunos contam com um plano de estudos estruturado para ser seguido em casa, permitindo que desenvolvam habilidades de forma leve, organizada e sem sobrecarga. A ideia é justamente criar constância e autonomia nos estudos, sem transformar o aprendizado em algo pesado”, explica.
O Kumon Connect leva para o tablet o mesmo método de estudo realizado no papel, unindo praticidade e desenvolvimento. Na plataforma, o aluno utiliza uma caneta capacitiva para escrever diretamente na tela, mantendo a prática da escrita manual durante as atividades.
“No Kumon Connect, a tecnologia não substitui o aprendizado. Ela funciona como uma ferramenta para aproximar o estudo da realidade das crianças de hoje, mas mantendo o desenvolvimento ativo e o acompanhamento individual de cada aluno”, afirma Mariana.
Com as atividades disponíveis no tablet, os estudantes conseguem manter a rotina de estudos de forma mais prática e dinâmica, inclusive durante viagens e períodos fora da escola, sem necessidade de carregar livros, apostilas ou cadernos.
“O mais importante é que a tecnologia tenha propósito. Quando utilizada de forma consciente, ela pode transformar o tempo de tela em uma experiência mais ativa, produtiva e até prazerosa para a criança”, completa Mariana.
O tema também ganha destaque no episódio 04 do KumonCast¹, que aborda “A tecnologia como aliada na educação”, já disponível no canal da rede no YouTube, no link:
Tecnologia na infância: como transformar telas em aprendizado
1 O KumonCast é o videocast proprietário do Kumon, criado para mostrar que o aprendizado vai muito além das disciplinas: ele transforma vidas. Em um formato leve, inspirador e contemporâneo, o programa conduzido por Rúbia Baricelli (apresentadora, mãe de aluna e aluna Kumon), traz histórias reais e conversas com especialistas sobre temas que fazem parte do dia a dia das famílias.




