Especialista explica como a interpretação de textos influencia o desenvolvimento cognitivo, a autonomia e o sucesso profissional
Saber ler palavras é apenas o primeiro passo para compreender o que elas significam. No Brasil, apesar dos avanços nos índices de alfabetização, o analfabetismo funcional ainda é uma realidade preocupante. Segundo a última pesquisa do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), cerca de 29% dos brasileiros entre 15 e 64 anos eram analfabetos funcionais em 2024, ou seja, três em cada dez pessoas conseguem identificar palavras e frases curtas, mas não compreendem textos mais longos ou complexos.
A dificuldade de interpretação traz impactos diretos na vida cotidiana: compreender uma bula de remédio, interpretar uma notícia ou entender um contrato de trabalho se torna um desafio. Esse cenário reforça a importância de desenvolver a interpretação de textos desde a infância. Mais do que aprender a ler e escrever, é essencial formar leitores capazes de pensar, questionar e construir sentido a partir da leitura.
De acordo com Mariana Bruno Chaves, pós-graduada em psicopedagogia e especialista em educação na rede Kumon, “a interpretação começa muito antes da alfabetização formal. Quando a criança tem contato com histórias, amplia o vocabulário, aprende a identificar sentimentos, situações e ideias e, aos poucos, passa a compreender o mundo de forma mais ampla”.
A especialista ressalta que o incentivo à leitura é um dos caminhos mais eficazes para o desenvolvimento do pensamento crítico. “Ler diferentes tipos de textos desperta a curiosidade e ajuda a criança a fazer conexões entre o que vive e o que lê. Esse processo amplia o repertório, estimula a reflexão e constrói as bases para uma aprendizagem mais sólida e autônoma”, afirma.
Mariana também chama atenção para a influência das novas tecnologias sobre a escrita e a capacidade de expressão. “A evolução tecnológica trouxe recursos que facilitam a comunicação, como corretores automáticos, sugestões de palavras e mensagens de voz, mas, por outro lado, tem contribuído para que as pessoas se dediquem menos à escrita. Isso impacta diretamente a capacidade de organizar ideias e compreender mensagens mais complexas, o que se reflete até em interações simples do dia a dia”, explica.
Segundo a especialista, o contato frequente com diferentes gêneros textuais, com o apoio da família, é determinante para despertar o gosto pela leitura e consolidar a formação de um cidadão ativo. “Ler é uma porta de entrada para a cidadania. É por meio da leitura que a criança compreende regras, direitos, responsabilidades e o valor da comunicação. Esse processo fortalece não apenas o pensamento crítico, mas também a empatia e a capacidade de diálogo”, complementa.
Por fim, Mariana destaca que a capacidade de interpretar textos está diretamente ligada ao desenvolvimento profissional. “Compreender e aplicar informações de maneira crítica são competências cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho. Saber interpretar dados, analisar contextos e se comunicar com clareza são diferenciais que nascem do hábito de ler e entender com profundidade”, conclui.
O incentivo à leitura e à compreensão é um dos pilares do método Kumon, trabalhado desde o início da alfabetização. Ao promover o estudo autônomo e o hábito contínuo de ler, a metodologia contribui para que crianças e jovens desenvolvam a habilidade de interpretar, refletir e aplicar o conhecimento em diversos contextos.
A rotina com o método incentiva a leitura tanto por meio do material didático, como de livros selecionados que fazem parte da Bibliografia Recomendada Kumon, disponível em todas as unidades, além do momento de leitura durante o tempo de estudo na própria unidade. O Kumon de Português favorece o gosto pela leitura e o desenvolvimento de habilidades essenciais, como interpretação de textos, proporcionando um aprendizado com mais disciplina e organização. De forma objetiva, o estudo privilegia o aluno de modo que ele consiga se organizar e ter uma rotina clara e leve para realizar suas atividades.
Para mais informações acesse o site kumon.com.br
1 3 a cada 10 brasileiros são analfabetos funcionais, indica pesquisa; patamar é o mesmo de 2018







