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    Home»Cidades»MPAM instaura inquérito civil para investigar condições precárias do Conselho Tutelar de Maraã
    Cidades

    MPAM instaura inquérito civil para investigar condições precárias do Conselho Tutelar de Maraã

    Redação Fatos AMBy Redação Fatos AM26 de maio de 2026Nenhum comentário2 Mins Read
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    Objetivo é garantir instalações adequadas para o atendimento de crianças e adolescentes, considerando que as falhas da unidade comprometem a atuação e eficiência do órgão

    Tendo em vista o atual estado do Conselho Tutelar de Maraã, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio da Promotoria de Justiça local, instaurou inquérito civil para apurar as condições precárias de funcionamento da unidade, bem como garantir que o poder público municipal realize as reformas necessárias e forneça equipamentos e insumos adequados para o desempenho regular das atividades.

    Durante fiscalização realizada em agosto de 2025, foi identificada precariedade das instalações sanitárias, ponto que exige reforma urgente, além de deterioração da pintura interna e externa, deficiência na iluminação e condições inadequadas de limpeza e salubridade do prédio. Foi constatado, também, que os equipamentos de informática estão ultrapassados ou em mau funcionamento, prejudicando a velocidade e eficiência no registro de denúncias e no acompanhamento de casos de violação de direitos — falhas que comprometem a qualidade do atendimento ao público infantojuvenil.

    Segundo o promotor de Justiça Marcos Túlio Pereira Correia Júnior, responsável pela ação, o Conselho Tutelar de Maraã vem enfrentando graves problemas estruturais ao longo dos últimos anos.

    “Isso diz respeito à própria precariedade de atendimento de crianças e adolescentes. É necessária uma sala especializada para a oitiva, para o acompanhamento das crianças, além da própria renovação de computadores e veículos utilizados pelo órgão. Para garantir o direito da criança e do adolescente, o Ministério Público instaurou um procedimento extrajudicial para reestruturar esse espaço”, reforçou o membro do MP.

    Nesse contexto, a Promotoria de Justiça de Maraã expediu ofício aos conselheiros tutelares de Maraã solicitando que forneçam, em até 10 dias, relatório atualizado sobre a situação do prédio e dos equipamentos, informando se houve melhorias recentes ou se as irregularidades ainda persistem. Já a prefeitura possui prazo de 15 dias para comprovar, mediante documentação, as medidas adotadas para solucionar os problemas identificados durante a inspeção.

    A medida leva em consideração o art. 227 da Constituição Federal, que estabelece como responsabilidade da família, da sociedade e do estado assegurar à criança e ao adolescente, com total prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.

    Texto: Graziela Silva

    Foto: Divulgação/MPAM

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