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    Home»Educação»Estudar 10 horas por dia não garante uma boa nota no ENEM
    Educação

    Estudar 10 horas por dia não garante uma boa nota no ENEM

    Redação Fatos AMBy Redação Fatos AM6 de julho de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    Especialistas alertam que qualidade da preparação vale mais do que longas jornadas de estudo; foco, estratégia e constância fazem a diferença no desempenho dos candidatos

    Brasil, julho de 2026 – Faltando alguns meses para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), milhares de estudantes em todo o país entram em uma fase mais intensa da preparação e uma dúvida se repete entre candidatos de diferentes perfis: afinal, quantas horas por dia é preciso estudar para conquistar uma boa nota? Em meio a vídeos nas redes sociais que exibem rotinas de oito, dez ou até doze horas de estudo, especialistas alertam que o desempenho no exame está muito mais relacionado à qualidade da preparação do que ao tempo dedicado aos livros.

    O balanço oficial de inscritos confirmados para o ENEM 2026 ainda não foi divulgado pelo Ministério da Educação. Na edição anterior, o exame reuniu mais de 4,8 milhões de participantes confirmados, consolidando-se como a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil.

    Para Julia Konofal, autora de conteúdos educacionais da Kultivi, maior plataforma de estudo gratuito online do país, uma das maiores armadilhas da preparação é transformar a carga horária em uma competição. “Muitos estudantes passam a acreditar que estão atrasados porque não conseguem estudar dez horas por dia, quando, na verdade, esse tipo de comparação costuma gerar ansiedade e prejudicar o aprendizado. O cérebro não funciona como uma máquina que produz mais resultados apenas porque ficou mais tempo ligada. Existe um limite para a concentração, e estudar além desse ponto nem sempre traz benefícios”, destaca.

    Segundo a especialista, pesquisas sobre aprendizagem mostram que métodos ativos de estudo costumam produzir resultados muito superiores a simples leitura repetitiva do conteúdo. “Resolver exercícios, fazer simulados, revisar a matéria em intervalos regulares e explicar o conteúdo com as próprias palavras faz o cérebro trabalhar de maneira muito mais eficiente. Três horas de estudo realmente concentrado costumam valer muito mais do que uma maratona repleta de distrações e interrupções”, avalia.

    Outro erro frequente, explica a especialista, é acreditar que existe uma quantidade de horas ideal para todos os candidatos. “A preparação precisa ser personalizada. O tempo disponível, a base de conhecimento, a nota desejada e a rotina de cada estudante fazem toda a diferença. O mais importante é construir uma rotina sustentável. Não adianta estudar intensamente durante uma semana e abandonar tudo na seguinte. A constância continua sendo um dos principais fatores para um bom desempenho”, orienta Julia.

    Além da organização da rotina, descanso e sono também desempenham papel importante no aprendizado. Estudos em psicologia cognitiva demonstram que a consolidação da memória depende de pausas e de uma boa qualidade de sono, tornando contraproducentes jornadas excessivas de estudo quando acompanhadas de privação de descanso.

    Para Claudio Matos, CEO da Kultivi, a pressão criada em torno das chamadas “rotinas perfeitas” tem provocado um efeito contrário ao desejado entre muitos estudantes. “Vivemos um momento em que as redes sociais mostram apenas o lado mais intenso da preparação, como se estudar o dia inteiro fosse a única forma de alcançar uma boa nota. Isso cria uma expectativa irreal e faz muitos jovens acreditarem que nunca estão fazendo o suficiente. Nosso papel é justamente mostrar que uma preparação eficiente precisa ser inteligente, equilibrada e compatível com a realidade de cada estudante”, comenta.

    Matos ressalta que democratizar o acesso ao conhecimento também significa ensinar o aluno a estudar melhor. “Hoje existe muito conteúdo disponível gratuitamente, mas informação, sozinha, não garante aprendizado. O estudante precisa de estratégia, método e organização. Quando ele aprende a aproveitar melhor cada hora de estudo, ganha confiança, reduz a ansiedade e aumenta significativamente suas chances de alcançar o resultado que deseja”, explica o especialista.

    Embora não exista uma fórmula universal, especialistas apontam que uma rotina de três a seis horas líquidas de estudo por dia, aliada à resolução frequente de questões, revisões periódicas, simulados e momentos de descanso, costuma ser suficiente para que a maioria dos candidatos construa uma preparação consistente até o exame. “Mais do que perseguir um número de horas, concluem os especialistas, o verdadeiro diferencial está na capacidade de transformar o tempo disponível em aprendizado efetivo. Em um exame tão concorrido quanto o ENEM, foco, planejamento e regularidade continuam sendo muito mais importantes do que qualquer maratona de estudos”, completa Claudio.

    A Kultivi é uma plataforma de educação online que oferece cursos gratuitos em diversas áreas do conhecimento. Fundada com a missão de democratizar o acesso à aprendizagem, disponibiliza conteúdos atualizados, materiais de apoio e certificação sem custo, impactando milhões de estudantes em todo o Brasil. Atualmente, a instituição conta com mais de 5 milhões de alunos ativos. Mais informações em: https://kultivi.com/.  

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