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    Home»Mundo»Após da invasão ao Capitólio, EUA tentam reforçar democracia
    Mundo

    Após da invasão ao Capitólio, EUA tentam reforçar democracia

    Redação Fatos AMBy Redação Fatos AM6 de janeiro de 2023Nenhum comentário3 Mins Read
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    Evento que colocou à prova a democracia dos Estados Unidos, a invasão ao Capitólio completa dois anos nesta sexta-feira (6), com o pedido de indiciamento do então presidente Donald Trump, que pode perder seus direitos políticos. O incidente histórico ocorreu quando apoiadores de Trump se recusaram a aceitar o resultado da eleição presidencial vencida pelo democrata Joe Biden.

    Naquele 6 de janeiro de 2021, senadores americanos se reuniram no Congresso para certificar a vitória de Biden, enquanto Trump incentivava seus apoiadores a irem ao local, alegando fraude eleitoral. Os arredores do Congresso foram tomados por trumpistas, entre eles integrantes de grupos de extrema-direita. O movimento tomou grandes proporções quando cerca de 2.500 pessoas entraram no prédio, muitas delas armadas.

    Em meio à invasão, o então vice-presidente Mike Pence precisou ser retirado às pressas do local e congressistas aterrorizados tentavam se esconder. Imagens do acontecimento foram transmitidas ao vivo e chocaram o mundo. A polícia americana conseguiu controlar a situação apenas após quatro horas. Cinco pessoas morreram devido à invasão, entre elas um policial.

    Depois de dois anos, a maior investigação policial dos Estados Unidos tenta fortalecer a democracia do país e acusou 964 pessoas de ‘ofensas criminais’ e 465 acusados de crimes federais se declararam culpados. Entre as maiores penas, está a condenação do líder do grupo antigovernamental de extrema-direita ‘Oath Keepers’, Stewart Rhodes, que pegou 20 anos de prisão por conspiração contra a ordem. Thomas Webster, ex-policial e supostamente simpatizante do Nazismo, pegou pena de 10 anos por agressão a policiais.

    Jacob Chansley, o homem que ficou conhecido por ter invadido o Capitólio com uma capa de pele e um capacete com chifres, cumpre uma sentença de mais de três anos de prisão.

    No centro da investigação está o então presidente Donald Trump. Após 18 meses de trabalho e de analisar mais de mil testemunhos, o Comitê da Câmara dos Representantes recomendou no mês passado ao departamento de justiça que indicie Trump por obstruir um processo do Congresso, fomentar uma insurreição e conspirar contra o governo americano.

    O relatório final de 845 páginas acusa o ex-presidente de orquestrar a invasão ao Capitólio e conclui que ele não deve ter o direito de voltar a ocupar cargos públicos, assim como todos que ‘participaram da insurreição’.

    A resolução ocorreu após Trump anunciar que tem a intenção de se candidatar novamente a presidente na eleição de 2024.

    Ele denunciou o Comitê de ser um ‘caça às bruxas’. O partido Republicano se opôs à investigação e também é contra a reforma na lei eleitoral proposta pelo grupo, integrado por sete democratas e dois republicanos.

    Fonte: D24am

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