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Giovanna Grigio (“Chiquititas”, “Malhação”, “Rebelde”, “Maníaco do Parque”) volta aos cinemas de todo o Brasil nesta quinta-feira, 11, com “Trago seu Amor”, uma comédia romântica com toques de fantasia. O filme é o segundo de Cláudia Castro como diretora e marca a estreia de Letícia Fudissaku com seu primeiro roteiro original nos cinemas. O longa teve sua pré-estreia no Festival do Rio, em outubro de 2025. A produção é da TvZero. A distribuição é da H2O Films, com a parceria da RioFilme.
Na trama, Giovanna interpreta Mia, uma bruxa com o poder de enfeitiçar as pessoas com um beijo, o que faz com que elas voltem a amar a última pessoa que amavam, caso o feitiço dê errado, se apaixonem por ela. Usando suas habilidades mágicas, a protagonista, junto com seu melhor amigo, Ariel (Diego Martins), tem um negócio esotérico para atender clientes dispostos a tudo para reconquistar suas paixões – mesmo sabendo do risco dos alvos se apaixonarem pela própria Mia.
Em uma de suas saídas a trabalho, Mia conhece René (Jê Soares) e Yuri (João Manoel), um casal que acabou de terminar o relacionamento. Ao perceber que René também é bruxa – e Mia não simpatiza com as colegas – , ela decide ajudar Yuri a reconquistar a ex-namorada antes que ela embarque para Londres.
Após o acerto de um serviço gratuito, Mia encontra René e as duas se conectam, fazendo com que Mia desista de ajudar Yuri. Desesperado, o menino a convence de fazer o serviço pelo triplo do valor. A bruxa aceita. Descrente no amor, Mia vê o feitiço virar contra a feiticeira quando se encanta por René sem ao menos um beijo.
Com leveza, humor e diversidade, “Trago seu Amor” aborda diferentes formas de afeto e desejo, além de trazer os perrengues de quem está apaixonado ou se apaixonando pela primeira vez. O elenco jovem, com forte presença nas redes sociais, reforça o tom contemporâneo do longa, que ganha ainda mais destaque com uma direção de arte marcada por cenários e figurinos vibrantes e uma trilha sonora que dialoga com o público jovem. O filme também conta com participações especiais de Cauã Reymond, Lorena Comparato e Cláudio Gabriel.
Giovanna Grigio destaca a importância de produções buscarem refletir a pluralidade do mundo, principalmente em histórias sobre amor e juventude. “Durante muito tempo, relações homoafetivas tiveram pouca ou nenhuma visibilidade no audiovisual brasileiro, e isso ainda reflete um receio que muitas produções têm de abordar histórias LGBTQIAPN+ pela preocupação em como vai receber a parcela mais conservadora do público. Muitas vezes, a arte acaba sendo construída apenas como um reflexo do que as pessoas já conhecem e aceitam. Mas o caminho inverso também é possível e necessário: apresentar ao público realidades diferentes das suas, ampliar perspectivas e aproximar vivências”.
Sinopse:
“Trago seu Amor” acompanha Mia (Giovanna Grigio), uma jovem bruxa egocêntrica que lucra com seu inusitado poder: quem a beija se apaixona pela última pessoa que amou. Claro que nem sempre a mágica dá certo e quando isso acontece, a pessoa se apaixona pela própria Mia, deixando-a com uma horda de fãs que ela e seu fiel parceiro Ariel (Diego Martins) chamam de “Miados”. Em uma de suas rondas de trabalho, Mia se depara com Yuri (João Manoel), desiludido após o término com René (Jê Soares). O feitiço vira contra a feiticeira quando Mia, ao convencê-lo a contratar seus serviços para recuperar seu romance, acaba ela mesma se apaixonando por René.
E agora, o que uma bruxa que nunca acreditou no amor faz quando o sentimento resolve aparecer sem pedir licença?
Elenco:
Giovanna Grigio (Mia)
Jê Soares (René)
Diego Martins (Ariel)
João Manoel (Yuri)
Participações especiais:
Cauã Reymond
Lorena Comparato
Cláudio Gabriel
Ficha técnica:
Direção: Claudia Castro
Roteiro e argumento: Letícia Fudissaku
Colaboração de roteiro: Julia Tavares
Produção: Roberto Berliner, Leo Ribeiro e Sabrina Garcia
Produção executiva: Leo Ribeiro e Sabrina Garcia
Direção de fotografia e câmera: Pedro Serrão e Breno Cunha
Direção de arte: Dina Salem Levy
Direção de produção: Lia Rezende
Montagem: Júlia Pechman, edt.
Coordenação de produção executiva: Fernanda Calábria e Duda Bouhid
Elenco por: Cibele Santa Cruz e Junior Prado
Preparação de elenco: Amanda Gabriel
Figurino: Gabriella Marra
Caracterização: Juliana Bolze
Som direto: Valéria Ferro
Design de som: Fernando Aranha
Mixagem: Bernardo Adeodato
Música: Lucas Marcier, Fabiano Krieger e Rogério da Costa Jr.
Color grading: Hebert Marmo
Efeitos Visuais: João Daflon
Coordenação de pós-produção: Cristina Neves e Guga Nascimento
Produção de finalização: Natália Alfradique
Produtora: TvZero
Distribuidora: H2O Films
Distribuído com a parceria da RioFilme
ENTREVISTAS
Claudia Castro | Diretora
1) “Trago seu Amor” é o seu segundo longa-metragem, mas você já tem muita experiência no audiovisual como diretora de séries e programas e como assistente de direção. O que trouxe de suas experiências anteriores para esse trabalho? E como esse filme se destaca em sua filmografia?
Por conta da minha longa experiência no cinema com muitos diretores, minhas referências são extensas e sempre recorro a elas para contar uma história. É impossível desmembrar minha experiência como assistente e como diretora, essa trajetória é muito entrelaçada. “Trago seu amor” é um filme que se destaca pra mim pois tive a liberdade de construir algo autêntico dentro do mundo da fantasia sem perder nossa característica brasileira.
2)Na sua opinião quais são os principais temas de “Trago seu Amor”? E qual a importância de abordá-los?
O principal tema de “Trago seu amor” é o amor, um amor em sua forma mais visceral, pois estamos falando da primeira vez em que se ama. Quando Mia se apaixona por René, vemos um sentimento surpreendente e desconcertante, vemos o primeiro amor acontecer de forma genuína e descontrolada. Em “Trago seu Amor”, falamos de um amor entre duas jovens, é uma comédia romântica LGBTQIAPN+. A importância de abordar um relacionamento entre duas garotas de forma livre, leve e solta sempre foi um dos principais pontos para mim. Meu desejo era deixar o filme ultrapassando o contemporâneo, criando uma atmosfera sem preconceitos.
3) Como foi a escolha do elenco do filme?
Escolher elenco é sempre muito difícil pois eles dão a cara do filme. Mas, para esse filme foi paixão à primeira vista. Me apaixonei por todos de imediato, não duvidei em nenhum momento! Tive a parceria da diretora de elenco e grande amiga, Cibele Santa Cruz, que coloriu e defendeu cada escalação.
4) Como esse projeto chegou para você e o que mais te atraiu nessa história?
Esse projeto chegou a mim há alguns anos atrás. Convite feito pela Sabrina e Leonardo, produtores da TV Zero. O que sempre me atraiu foi esse universo de comédia romântica fantasiosa, porém sendo um filme de paixão entre duas meninas.
Giovanna Grigio | Atriz
1) Você já estrelou projetos de diferentes gêneros, como drama, comédia e infantil. Como foi trabalhar em “Trago seu Amor” e como o longa se destaca em sua filmografia?
Sou apaixonada por “Trago seu Amor”, acho que é um filme encantador e lúdico. Ele tem esse clima mágico, “malemolente”, que realmente enfeitiça o público e nos coloca imersos dentro da telona. Eu adoro trabalhar com a fantasia, e acho super interessante esse universo místico que se confunde com a nossa vida real. Acredito que esse filme tem muito charme, os personagens são interessantes e a gente torce para que as coisas se resolvam, por mais difícil que seja.
2) Como foi a preparação para viver a Mia?
Fui escolhida para interpretar a Mia depois de testes, na verdade, adorei a personagem e a achei interessantíssima desde as primeiras páginas que li sobre ela, aliás, desde a sinopse. Foi algo bem de cara! Antes mesmo da aprovação já comecei a estudar sobre este universo da bruxaria. Nosso processo de preparação foi sensacional, com a preparadora Amanda Gabriel, que nos ajudou a construir o quebra-cabeças do nosso filme e contar nossa história de maneira muito redonda, e divertida! Foi ótimo também porque tivemos a oportunidade de nos preparar com todas as participações, e isso ajudou muito ao longo das gravações.
3) E a experiência de trabalhar com Claudia Castro e o elenco, principalmente Diego, Jê e João?
Claudinha é a diretora mais animada e amorosa que eu já vi. 7h da manhã, a gente pronto no set e ela botava pra tocar “Só Fé” do Grelo, bem alto, para a gente ir entrando no clima! Eu sentia muito acolhimento com ela, especialmente nos momentos difíceis, e vi nela uma direção extremamente talentosa e gentil! Sobre meus colegas de elenco, é até difícil resumir porque sou encantada por eles. Nós quatro conseguimos nos tornar uma unidade, o que foi ótimo para todo o nosso processo. A troca no set era fácil e o clima no camarim era melhor ainda. E falando um pouco mais em específico da Jê, foi realmente um encontro especial, poder contar a história de amor das nossas personagens foi uma alegria, ainda mais por estar em cena com ela.
4) Histórias de amor entre mulheres estão tendo mais destaque em produções audiovisuais nacionais. Para você, como é fazer parte de um filme que valoriza a diversidade?
Espero muito que chegue o dia em que a diversidade seja tratada de forma natural e ninguém mais se sinta invisibilizado. O amor, em qualquer forma, não deveria ser tabu. Minha personagem ama quem ama e meu papel é contar essa história com verdade, naturalidade e sensibilidade. Durante muito tempo, relações homoafetivas tiveram pouca ou nenhuma visibilidade no audiovisual brasileiro, e isso ainda reflete um receio que muitas produções têm de abordar histórias LGBTQIAPN+ pela preocupação em como vai receber a parcela mais conservadora do público. Muitas vezes, a arte acaba sendo construída apenas como um reflexo do que as pessoas já conhecem e aceitam. Mas o caminho inverso também é possível e necessário: apresentar ao público realidades diferentes das suas, ampliar perspectivas e aproximar vivências.
Acho muito importante que as produções atuais busquem refletir a pluralidade do mundo em que vivemos, principalmente em histórias sobre amor e juventude. Hoje já vemos um público mais aberto e interessado em narrativas diversas, ainda que essa mudança aconteça em uma velocidade menor do que deveria.
Uma das magias do nosso filme, inclusive, é justamente estar inserido no universo LGBTQIAPN+ sem que isso precise ser justificado ou se torne o grande mote da trama. É apenas um elemento dentro de uma história humana, afetiva e universal. E é importante que a gente continue avançando nesse sentido, da troca, empatia e respeito às diferenças, porque, quando deixamos de evoluir, acabamos andando para trás.
5) Teve alguma história curiosa no set? Como foi o clima nos bastidores?
Nossa, foram tantas. Me lembro de um dia na cafeteria com a Jê, numa sequência em que elas se encontram e toda a figuração deveria estar “doidona” por conta de um feitiço (não vou dar mais detalhes porque sou inimiga do spoiler), e eu e ela estávamos super concentradas na cena, que era linda e delicada, e de repente ouvimos todo mundo atrás do monitor rindo muito, só a gente não entendia. Até que vimos o take gravado em que a figuração estava dando tudo de si e eles estavam parecendo malucos mesmo, foi sensacional, eles causando horrores em completo silêncio para não cobrir nossas falas. Talvez esses takes não tenham entrado pro corte final, mas queria muito ter esse registro pra mim porque me lembra um pouco desses bastidores memoráveis e divertidos, no fim, eles foram dessa maneira e se tornaram tão especiais exatamente pelas pessoas ao redor.
6) Em quais pontos você se identifica com a Mia? Já viveu alguma situação em que foi uma espécie de ‘cupido’, como ela?
Eu AMO ser cupido dos outros! Já montei muitos casais nos meus grupos de amigos, nem todos deram certo, mas a vida e as relações são assim mesmo, dá certo enquanto tem que dar. De resto não me identifico com ela tanto assim, a Mia é uma personagem super autocentrada e eu me preocupo demais com os outros, já ela não está nem aí para nada. E também tem o coração trancado, super protetora de si mesma, eu já não tenho esse poder. Meu coração é independente de mim, não me obedece, faz o que quer e se entrega rápido.
7) Para você, qual a principal mensagem do filme? E qual a expectativa para a reação do público?
Para mim, uma das grandes mensagens do filme é que o amor enriquece a vida. Às vezes temos medo de nos machucarmos, de perdemos a pessoa que achamos ser a certa, mas a vida tem dessas, nem tudo está sob o nosso controle, e se entregar, mesmo com riscos e com incerteza pode nos levar por caminhos que deixam nossa vida extraordinária.
Diego Martins| Ator
1) Como foi o processo de preparação para viver o Ariel?
Minha chegada no filme foi por meio de audição, de teste, e lembro que foi por vídeo. E lembro de ficar super nervoso de conseguir demonstrar ou não o que eu queria pelo vídeo. Quando soube que consegui, fiquei superfeliz! O processo de preparação foi tão gostoso. A gente teve como preparadora a Amanda Gabriel, que é uma maravilhosa preparadora e amiga também. Ela nos guiou de uma maneira muito prática, muito carinhosa e foi muito gostoso construir o Ariel em grupo, não foi uma construção solitária.
2) Teve alguma história curiosa no set? Como foi o clima nos bastidores?
O clima nos bastidores era sempre uma delícia, eu ficava muito animado para encontrar eles. Primeiro que a gente teve uma preparação realmente muito unida, então fomos guiados pela Amanda e fomos eu, João, a Jê e a Gi do início ao fim juntos. Foi muito intenso e divertido ao mesmo tempo, era divertido trabalhar e estar lá para discutir as coisas.
As filmagens eram em uma casa muito linda mas – uma curiosidade – muito quente! A gente morria de calor, as roupas eram quentes e era muito engraçado, porque mesmo assim a gente estava se divertindo. Era muito gostoso estar com aquelas pessoas, com aquela equipe, com a produção, com a direção. É um filme muito leve, eu faria o dois, o três, o quatro, o cinco desse filme, uma sequência inteira!
3) Em quais pontos você se identifica com o Ariel?
Acho que o ponto que eu mais me identifico com Ariel é o fato de que ele é um ótimo conselheiro e eu me sinto um ótimo conselheiro. Ele é muito leal e eu também me sinto uma pessoa leal quando o assunto é família e amigos. Eu sou muito leal aos meus amigos, eu tenho bons amigos há muitos, muitos anos, eu cultivo as minhas amizades. Acho que Ariel faz o mesmo.
4) No filme, seu personagem dá dicas de estilo para o de João e você está no ar vivendo um personal stylist. Se inspirou em alguma característica de Ariel para o personagem da novela? O que os dois têm em comum e quais as principais diferenças?
Olha, eu não tinha pensado nisso, realmente. O Esteban, que eu faço hoje em “Coração Acelerado”, novela da Rede Globo, é um stylist e o Ariel foi realmente um tipo stylist em um momento e ele realmente sempre gostou. O Ariel sempre gostou mesmo de se vestir bem, de escolher suas roupas de acordo com uma vibe, é ele que ajuda a Mia a escolher as roupas também, as perucas para ela ir nas missões dela.
Então, realmente, eles têm muito a ver. Agora que eu fui lembrado disso, vou começar a usar sim coisas do Ariel, com certeza! Acho que o que os dois têm mais em comum é o comprometimento com o trabalho. Os dois são personagens muito apaixonados por seus trabalhos. E as principais diferenças, eu acho o Ariel é mais ousado do que o Esteban. O Esteban é mais tímido, talvez.
5) Como foi ser dirigido pela Claudia Castro e contracenar com Giovanna, Jê e João?
A melhor parte desse filme foi ser dirigido pela Cláudia Castro e contracenar com a Giovanna, com a Jê e com o João. Foi um presente, uma leveza mesmo. Eu uso muito essa palavra porque é exatamente o que eu sentia. A direção da Cláudia era muito certeira e muito flexível também, era tão aberta ao diálogo, aberta às possibilidades, aberta à criação também.
Ela estava se divertindo fazendo, então acho que isso faz toda a diferença. E o elenco, bom, a gente tem o nosso grupo até hoje no WhatsApp, só nós! Sempre mandamos fofocas lá e morremos de saudade um do outro. São pessoas que realmente fazem falta no meu dia a dia.
6) O filme valoriza a amizade, representada principalmente na sua relação com a personagem da Giovanna, como foi essa construção com ela?
Eu e a Gi não nos conhecíamos mas tínhamos muitos amigos em comum, então sabíamos que em algum momento a gente ia se ver. Nossa construção foi muito bonita. Na nossa preparação com a Amanda, tivemos muitos momentos sozinhos para descobrir mesmo que relação era aquela e, também, que relação também era a que a gente estava criando enquanto Diego e Giovanna. E a gente construiu uma relação de muito carinho, de irmandade mesmo, de torcida. Eu fico com o meu coração cheio de felicidade quando sei que eu vou vê-la.
7) Para você, qual a principal mensagem do filme? E qual a expectativa para a reação do público?
Eu acho que a principal mensagem do filme para mim é sobre você ter a coragem de ser vulnerável, sobre você ter a coragem de se expor, de confiar, de se machucar, é de viver mesmo, e de viver o amor. Então acho que é sobre a coragem de você se jogar naquilo que você sente, naquilo que você intui também. Talvez a gente se machuque, talvez a gente chore, talvez a gente passe por tristezas quando o assunto é amor, mas no final das contas, viver vale a pena. Viver o amor vale a pena, é o risco e é gostoso também.
Acho que o público vai encontrar um filme muito confortável e gostoso de assistir. Sabe aquele tipo de filme que você assiste e você tem certeza que você vai assistir mais vezes e mostrar para as pessoas? É um filme que vira comfy, sabe? Vira o seu filme. Ah, quando você pergunta: “Ah, qual seu filme assim para assistir mesmo mais de uma vez”? Esse filme.
Jê Soares | Atriz
1) Como foi o convite e o processo de preparação para viver a René? Como ela se destaca entre os personagens que já interpretou?
A René foi um presente. Assim que recebi o teste, já me conectei. Uma história curiosa é que eu acredito muito em lei da atração, e, bem na época do teste, eu estava querendo algum personagem diferente. Cheguei a citar “Harry Potter” pro meu noivo como uma linha que gostaria de seguir pra me desafiar como atriz, que saísse dessa linha de obras do cotidiano. E daí, vem essa personagem. Eu amo a René, ela me marcou profissionalmente de uma forma inexplicável. E na preparação, a Amanda Gabriel foi mestra demais! Não tinha ponto sem nó. Desenvolvemos várias técnicas de preparação para que o filme ganhasse vida! Foi uma delícia todo esse processo!
2) Teve alguma história curiosa no set? Como foi o clima nos bastidores?
A cena da padaria foi muito engraçada. Em uma das cenas do bolo maluco, os figurantes entraram muito no personagem e pareciam realmente estar sob os efeitos do bolo. Não tinha como não rir. No geral, todos os dias foram incríveis, nos conectamos muito! Tanto nós como elenco, e também com toda a equipe.
3) Em quais pontos você se identifica com a René?
Eu sou libriana, justiça é a minha palavra favorita. E o fato da René ter essa personalidade me fez me conectar muito com a personagem. Eu amo também que ela tem uma certa autoridade no universo do filme, e segue à risca as regras, eu sou exatamente assim na minha vida.
4) Sua personagem é uma bruxa. Você já viveu alguma experiência esotérica, acredita nesse mundo místico?
Acredito muito! Pratico lei da atração todos os dias. Me considero uma pessoa com uma sensibilidade aflorada neste quesito. A Gi me ensinou muitas coisas do mundo das bruxas, inclusive. Agora eu entendo sobre velas, incensos, e o poder que tudo isso tem no nosso dia a dia.
5) Histórias de amor entre mulheres estão tendo mais destaque em produções audiovisuais nacionais. Para você, como é fazer parte de um filme que valoriza a diversidade?
Eu sou uma mulher bissexual, então me ver nesse cenário me fez sentir muito orgulho de estar representando o amor entre duas mulheres e com um final feliz. Eu gosto também da construção delicada que a relação das duas se desenvolve na trama.
6) Como foi ser dirigida pela Claudia Castro e contracenar com Giovanna, Diego e João?
A Claudinha é a primeira diretora mulher com quem trabalhei, e como direção, considero uma das melhores que já vi. Ela traz a gente para a cena de uma forma diferente, saindo do superficial. Houve uma preocupação com a veracidade de cada momento do filme.
Nós do elenco temos um grupo, nunca mais nos desgrudamos. No fim de cada diária nos reuníamos no apartamento da Gi e ficávamos por horas conversando. Nos tornamos amigos. Tinham algumas coisas que observamos da nossa atuação e brincávamos com isso. A Gi toda mística com as velas dela espalhadas pela casa, o João que falávamos que era “gago de frase inteira”, Diego que era a própria personalidade do Ariel. Parece que fomos feitos para estarmos juntos!
7) Para você, qual a principal mensagem do filme? E qual a expectativa para a reação do público?
O filme mostra que você pode se dar bem fazendo coisas erradas, mas que no fim sempre vai ser vazio. E só o amor é capaz de mudar esse jogo. Eu tenho certeza que o público vai sentir do início ao fim toda a nossa entrega. Foi um processo delicado, cheio de amor e espero que sintam isso da tela.
João Manoel | Ator
1) Como foi o processo de preparação para viver o Yuri?
Recebi o teste, li o roteiro e pensei “esse personagem é interessante”. Primeiro gravei a self tape e enviei e algum tempo depois fui chamado pra um callback que era com a Giovanna já. Assim que entrei na sala, pensei “esse personagem é meu”. Alguma coisa já me dizia que iria rolar. Fiz o teste e sai com a sensação de que, de fato, eu era o Yuri. Dias depois, meu telefone toca e era meu agente dizendo que eu tinha sido aprovado. E eu, claro, fiquei muito feliz. Realmente acredito que são os personagens que escolhem os atores. Escolhi o Yuri e ele me escolheu de volta. A preparação sempre é um momento que aproveito, experimento e me divirto muito. Faço muito teatro, faço parte de uma companhia de teatro chamada “Complexo Negra Palavra” e fazemos muitos processos de criação juntos, então, assim como no palco, a sala de preparação é sempre pra mim, um espaço de ensaio e pesquisa para experimentar e se jogar!
2) Tem alguma história curiosa no set? Como foi o clima nos bastidores?
O clima era sempre ótimo, ficamos amigos rapidamente. A minha história é dos testes ainda. No dia que fiz o teste presencial, já com a Giovanna, sendo um dos finalistas, saí super feliz da sala, com a sensação de que tinha proposto uma opção legal para o Yuri. Na sala de espera encontrei a Jê, sentada, esperando para fazer o teste para René, depois de mim. Olhei pra ela e pensei “nossa, que menina linda!”. Como naquele momento ainda não tinha sido aprovado, não tinha tido acesso à história completa dos personagens, mas sabia que o Yuri namorava uma menina e o nome da personagem era René, pensei “com certeza ela será a René…”, sorri para ela, e ela simpática, me respondeu o bom dia e eu perguntei para qual personagem ela estava esperando pra fazer o teste. E adivinha a resposta?!
3) Em quais pontos você se identifica com o Yuri?
Em muitas coisas. Já fui perdidamente apaixonado, ao ponto de ficar cego tal qual o meu caro Yuri. Acredito sempre que cada personagem fará parte de um recorte do tempo em que fui (ou estou) como ator. Yuri representa a ingenuidade de quem expressa seus sentimentos e a coragem de quem vai em busca do seu desejo. Agora, algum tempo depois das filmagens, olho para o Yuri e penso sempre que foi alguém fiel aos seus objetivos e desejos – acertou, errou, se frustrou e cresceu –, como muitos de nós em várias áreas da nossa vida.
4) Como foi ser dirigido pela Claudia Castro e contracenar com Giovanna, Diego e Jê?
Foi demais! Claudinha começa todos os dias o set dançando e cantando, animadíssima, colocando uma música bem animada e dançante. O set era sempre alto astral, riamos, brincávamos e tentávamos trazer a leveza e o senso de humor que o filme e roteiro precisavam. Diego, Jê e Gi, rapidamente viraram grandes amigos! Depois do set sempre íamos pra casa juntos e pedíamos pizza, falávamos sobre as cenas gravadas do dia e também as que viriam, e, claro, essa cumplicidade e intimidade aparecia na cena.
5) Para você, qual a principal mensagem do filme? E qual a expectativa para a reação do público?
As pessoas vão se identificar demais com esses personagens. A mensagem desse filme pra mim é que devemos amar! Se jogar, se arriscar no amor e na vida, e “Trazer o nosso amor” de volta. Principalmente o amor próprio.




