Com 23 casos em 2026, sendo oito em outubro, senadora cobra de Padilha explicações sobre estoques e previsão de envio de doses.
A falta de vacinas contra a mpox na rede pública do Distrito Federal levou a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) a cobrar explicações do ministro da Saúde do governo Lula, Alexandre Padilha.
Em requerimento de informações protocolado nesta quinta-feira (5), a parlamentar questiona o desabastecimento e exige esclarecimentos sobre a distribuição de imunizantes, os estoques disponíveis e as medidas adotadas pelo governo federal para conter o avanço da doença.
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A iniciativa ocorre após a Secretaria de Saúde do DF confirmar 23 casos de mpox em 2026, sendo oito somente em outubro. O número acumulado já se aproxima dos 25 registros de todo o ano passado.
Apesar do aumento recente, a capital está sem doses da vacina, inclusive no Hospital Universitário de Brasília (HUB), responsável pela aplicação do imunizante nos grupos contemplados pelos protocolos de saúde.
“É um absurdo que a capital do país esteja sem vacinas justamente quando os casos da doença estão aumentando. Estamos falando de pessoas que precisam de proteção e não podem ficar esperando indefinidamente. O Ministério da Saúde tem a obrigação de explicar o que aconteceu e, principalmente, quando vai resolver esse problema”, afirma Damares.
No requerimento, a senadora quer saber quantas doses foram adquiridas pelo governo federal desde 2023, como ocorreu a distribuição entre os estados e quais critérios foram utilizados para definir o envio dos imunizantes.
Também cobra informações sobre os estoques nacionais e eventuais pedidos de reposição encaminhados pelo Governo do Distrito Federal.
Risco de epidemia
Um dos principais questionamentos diz respeito à previsão de reabastecimento. A Secretaria de Saúde do DF informou que já solicitou novas doses ao Ministério da Saúde e aguarda o atendimento da demanda.
A vacinação, atualmente suspensa por falta de estoque, é destinada a grupos específicos, definidos conforme critérios técnicos, especialmente pessoas com maior risco de complicações.
“Se o governo federal tem vacinas disponíveis, por que elas ainda não chegaram ao Distrito Federal? E, se não tem, por que não se preparou para garantir o abastecimento? São perguntas simples que precisam de respostas urgentes. A saúde da população não pode ficar à mercê da burocracia”, questiona a parlamentar.
Damares também pede informações sobre as variantes do vírus identificadas no Brasil, os protocolos de prevenção e a atuação do Ministério da Saúde em conjunto com as secretarias estaduais. No DF, análises laboratoriais ainda buscam identificar quais variantes estão circulando entre os pacientes.
Contaminação
A mpox é uma doença infecciosa transmitida principalmente pelo contato próximo com pessoas infectadas, especialmente com lesões na pele. Entre os sintomas estão febre, dores musculares e feridas que podem ser dolorosas.
Embora a maioria dos pacientes se recupere, a infecção pode provocar complicações graves, sobretudo em pessoas com o sistema imunológico comprometido. Para Damares, a situação exige transparência e providências concretas do governo federal.
“Não podemos esperar que a situação se agrave para começar a agir. Prevenção se faz com planejamento, responsabilidade e vacina disponível para quem precisa. Vou cobrar todas as explicações necessárias, porque o direito à saúde deve estar acima de qualquer disputa política”, conclui.
O requerimento solicita que o Ministério da Saúde apresente documentos que comprovem as informações prestadas, incluindo dados de aquisição, distribuição, estoques e previsão de novas remessas.







