Especialista explica o motivo da opção mais acessível ser também a mais confiável
No dia 20 de maio, é celebrado o Dia Nacional do Medicamento Genérico, marcando um dos maiores avanços na democratização do acesso à saúde no país. Desde a sua regulamentação em 1999, os medicamentos genéricos transformaram a realidade de milhões de brasileiros, pois ofereciam tratamentos eficazes e seguros a preços mais acessíveis.
O genérico é uma versão do medicamento de referência (ou original) e possui o mesmo princípio ativo, na mesma dose e forma farmacêutica. Ou seja, ele age no organismo da mesma maneira que o produto inovador, garantindo a mesma eficácia e segurança. A principal diferença é que o genérico não possui um nome comercial. Ele é identificado apenas pelo nome da substância ativa e sua embalagem apresenta uma faixa amarela com a letra “G” em destaque.
A distinção entre os dois tipos de medicamentos reside, principalmente, em aspectos comerciais e de desenvolvimento. O original é o primeiro a ser lançado no mercado após anos de pesquisa, desenvolvimento e testes clínicos, sendo protegido por patente por um período. Após a expiração dessa patente, outras empresas podem produzir o genérico.
A grande vantagem do genérico é o custo. Por não ter investido em pesquisa e desenvolvimento da molécula original e não gastar com publicidade de marca, ele é, por lei, no mínimo 35% mais barato que o medicamento de referência. Essa diferença de preço não compromete a qualidade, mas reflete a ausência de custos associados à inovação e ao marketing do produto pioneiro.
Os benefícios dos medicamentos genéricos são vastos e impactam diretamente a população e o sistema de saúde. Eles reduzem significativamente os gastos do consumidor e do governo, liberando recursos para outras áreas da saúde; permitem a um número maior de pessoas acesso a tratamentos essenciais, melhorando a adesão e os resultados terapêuticos; e estimulam a competitividade entre as indústrias farmacêuticas, o que pode levar a preços ainda mais justos e à inovação contínua.
Quanto à segurança, a preocupação é compreensível, mas infundada. Os medicamentos genéricos passam por um rigoroso processo de avaliação e aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Eles são submetidos a testes de bioequivalência e biodisponibilidade para comprovar que ele se comporta no organismo de forma idêntica ao de referência, liberando o princípio ativo na mesma velocidade e quantidade.
Para o coordenador do curso de Farmácia da Instituição de Ensino Superior, Max Anderson, a segurança e a eficácia dos genéricos são inquestionáveis e representam um pilar fundamental para a saúde pública. “O uso desses medicamentos é uma escolha inteligente e segura. Eles passam por testes de bioequivalência para garantir a chegada do princípio ativo na corrente sanguínea na mesma velocidade e quantidade que os de referência. Na UNINORTE, reforçamos aos nossos alunos que a segurança do paciente é a prioridade e os genéricos cumprem todos os requisitos de qualidade da ANVISA. Dessa forma, mais pessoas têm acesso a tratamentos essenciais com economia”, afirma.
Foto: Magnific




