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    Home»Saúde»MPAM recomenda medidas para evitar entrada de bebidas adulteradas com metanol no Amazonas
    Saúde

    MPAM recomenda medidas para evitar entrada de bebidas adulteradas com metanol no Amazonas

    Redação Fatos AMBy Redação Fatos AM3 de outubro de 2025Nenhum comentário3 Mins Read
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    Documento orienta secretarias e vigilância sanitária a intensificar fiscalizações e a preparar rede de saúde para prevenir intoxicações

    Por meio da 58ª Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos à Saúde Pública (PRODHSP), o Ministério Público do Amazonas (MPAM) expediu, nesta sexta-feira (03/10), a Recomendação nº 0003/2025/58PRODHSP, com providências a serem adotadas pelas autoridades de saúde do estado e do município de Manaus para prevenir riscos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas. A medida foi tomada no âmbito do Procedimento Administrativo nº 09.2025.00000669-9, instaurado após registros recentes de mortes e internações em outros estados do país.

    A promotora de Justiça Luissandra Chíxaro de Menezes explicou que a iniciativa surgiu após reunião realizada no início da semana para discutir medidas de prevenção do problema. Segundo ela, a PJ instaurou procedimento administrativo e expediu recomendação às secretarias de saúde e órgãos de vigilância sanitária para intensificar as fiscalizações, preparar a rede de atendimento e orientar profissionais sobre protocolos de diagnóstico e tratamento.

    O MPAM destaca que o consumo de metanol, resultante da adulteração criminosa de bebidas alcoólicas, pode causar cegueira, danos neurológicos irreversíveis e até a morte, o que torna a prevenção uma prioridade imediata de saúde pública. O documento lembra, ainda, que o problema não se limita ao âmbito sanitário, mas representa grave ameaça à coletividade e exige ação articulada das autoridades.

    Entre as orientações estão a intensificação das fiscalizações pela vigilância sanitária — Visa Manaus e Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) — em bares, restaurantes, distribuidoras, supermercados e serviços de delivery de bebidas. Também foi solicitada a coleta e análise laboratorial de amostras, especialmente daquelas com maior risco de adulteração, de forma a impedir que produtos contaminados cheguem ao consumidor.

    A recomendação prevê também a preparação da rede de saúde para possíveis casos de intoxicação, com protocolo específico de diagnóstico e tratamento, além da aquisição do antídoto adequado nos hospitais de referência. Outra medida é a implementação de uma campanha de comunicação voltada à população, com orientações e alertas.

    “Recomendamos que seja feita uma campanha de comunicação e alerta à população sobre os riscos do consumo dessas bebidas que não sejam adquiridas em estabelecimentos formais e seguros”, destacou.

    A recomendação requisita que a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) estenda as ações a todos os municípios do interior, garantindo que não apenas a capital, mas também as localidades mais distantes sejam contempladas. O documento ressalta a necessidade de atuação uniforme em todo o território amazonense, uma vez que a circulação de bebidas adulteradas pode alcançar diferentes regiões do estado.

    Os órgãos notificados têm o prazo de 15 dias para informar ao MPAM sobre o acatamento da recomendação e apresentar relatório detalhado das providências adotadas, permitindo o acompanhamento e a fiscalização contínua por parte do Ministério Público.

    Texto: Sofia Lourenço
    Foto: Adam Jaime/Unsplash

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