Em entrevista inédita ao Cinejornal, elenco e diretor comentam os bastidores do longa inspirado em uma das maiores fraudes financeiras do país
Nesta quarta (4/11), às 19h30, o Canal Brasil exibe uma entrevista inédita com o elenco e o diretor de “O Faraó dos Bitcoins”, novo longa-metragem de Sergio Rezende, no Cinejornal, apresentado por Simone Zuccolotto. Na conversa, realizada no set de filmagens no Rio de Janeiro, Christian Malheiros, Lorena Comparato, Luana Piovani e o cineasta falam sobre os personagens, o processo de preparação e os desafios de levar para o cinema uma história real que envolve um dos maiores esquemas de pirâmide financeira do Brasil.
Inspirado no livro “Queda Livre”, dos jornalistas Isabela Palmeira e Chico Otavio, o filme acompanha a trajetória de Glaidson Acácio dos Santos, interpretado por Christian Malheiros, e de sua mulher, Mirelis Dias, vivida por Lorena Comparato. Juntos, eles comandaram um esquema de investimentos em criptomoedas que movimentou cerca de R$38 bilhões e deixou mais de 300 mil pessoas lesadas. Luana Piovani interpreta Regina, personagem que se aproxima do casal e passa a investir no negócio.
Durante a entrevista, Christian comenta as particularidades de interpretar uma figura real, além de diferentes personagens no cinema. “A gente tem o Justino (do filme “Justino – Nos Bastidores do Reino”), que sofre pela igreja, já o Glaidson acaba usando o instrumento da igreja a seu favor”, explica o ator.
Lorena Comparato destaca o trabalho de composição física e emocional para viver Mirelis Diaz, incluindo a preparação do sotaque e as mudanças no visual. A atriz também ressalta a parceria com o diretor durante as filmagens. “O Sergio é um diretor que ama preparar ator, que ama o ofício do ator, do artista da cena. E tem muito um lugar da confiança”, afirma.
Luana Piovani, que interpreta Regina, também comenta sua participação na produção. A atriz destaca a satisfação de integrar o projeto e trabalhar com Sergio Rezende, cineasta cuja trajetória acompanha. “Que bom que o Sérgio está me trazendo, que tem essa carreira brilhante fazendo filmes dos quais eu me orgulho tanto como espectadora”, afirma.
Já o diretor explica o que despertou seu interesse pela história de Glaidson: a trajetória de um homem comum que alcançou uma fortuna bilionária em poucos anos. O diretor também comenta a escolha de abordar os diferentes lados envolvidos no caso, sem antecipar uma conclusão sobre os personagens. “Eu gostaria de não ser o juiz de valor dessa personagem e deixar esse juízo de valor para quem está assistindo”, diz.
A entrevista aborda ainda a adaptação do livro para o cinema e a dimensão social do episódio retratado. Para Rezende, é importante contar a história com responsabilidade, considerando tanto as pessoas que acreditaram no negócio quanto aquelas que sofreram suas consequências. “Fica uma questão muito grande nesse filme de quem é vilão e quem é mocinho. E eu acho isso mais bonito, que eu não vou ter a resposta. Acho que quem vai ter a resposta é quem está assistindo a gente”, conclui.
Cinejornal – Inédito
Horário: Quarta, dia 4/11, às 19h30
Apresentação: Simone Zuccolotto







