A obra de requalificação do Casarão de São Vicente, no Centro Histórico de Manaus, avança com diferentes frentes de trabalho voltadas à recuperação do imóvel histórico, dentro dos projetos de reabilitação do território promovidos pela Prefeitura de Manaus. Atualmente, os serviços concentram-se na revitalização da fachada, na execução das armações das fundações, com vigas, sapatas e pilares, e na recuperação dos guarda-corpos metálicos da edificação.

Executada a partir do projeto arquitetônico desenvolvido pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), a intervenção busca preservar as características históricas do casarão e, ao mesmo tempo, preparar o imóvel para uma nova função urbana. O espaço será transformado em um hub de inovação, tecnologia e empreendedorismo, com estrutura para realização de eventos e atividades ligadas à economia do conhecimento.

Para o diretor-presidente em exercício do Implurb, o arquiteto e urbanista Pedro Paulo Cordeiro, o avanço das frentes de trabalho demonstra a transformação gradual do patrimônio histórico em um equipamento preparado para novos usos.

“Estamos acompanhando uma obra que avança em diferentes frentes e que, pouco a pouco, começa a revelar a transformação que planejamos para o Casarão de São Vicente. A recuperação da fachada, das fundações e dos elementos metálicos faz parte desse cuidado com um patrimônio que carrega uma parte importante da história de Manaus. Ao mesmo tempo em que preservamos essas características, estamos preparando o imóvel para uma nova função, voltada à inovação, à tecnologia, ao empreendedorismo e à realização de eventos. É a requalificação urbana acontecendo na prática: preservar o passado, dar uso ao patrimônio e criar novas possibilidades para o centro histórico, uma das diretrizes do prefeito Renato Junior”, destacou.

Preservação e novo uso

A edificação contará com três pavimentos, que poderão funcionar de forma independente ou integrada, permitindo diferentes configurações para encontros, eventos, iniciativas empreendedoras e ações relacionadas à inovação.

A recuperação da fachada integra uma das principais frentes de intervenção no imóvel, enquanto os serviços nas fundações avançam com a execução das estruturas de vigas, sapatas e pilares. Também está em andamento a revitalização dos guarda-corpos metálicos, contribuindo para a preservação e recuperação dos elementos que compõem a arquitetura do casarão.

A proposta foi desenvolvida para conciliar preservação do patrimônio, acessibilidade, funcionalidade e sustentabilidade, garantindo que o imóvel histórico possa voltar a ter uma ocupação permanente e qualificada.

Hub de inovação no centro histórico

Após a conclusão da intervenção, o Casarão de São Vicente terá uso direcionado à inovação, tecnologia, empreendedorismo e realização de eventos, integrando o Distrito de Inovação da Ilha de São Vicente.

A estrutura permitirá receber desde pequenos encontros e atividades de trabalho até eventos de maior porte, ampliando as possibilidades de utilização de um imóvel histórico que passa a incorporar uma nova dinâmica ao Centro.

O projeto também está inserido na estratégia de promover a mistura de usos na região central, aproximando patrimônio, turismo, cultura, lazer, negócios e inovação. A proposta é que a recuperação física do casarão seja acompanhada pela criação de uma nova dinâmica de ocupação, atraindo iniciativas e atividades ligadas à economia do conhecimento.

‘Nosso Centro’

A obra integra o programa “Nosso Centro”, estratégia da Prefeitura de Manaus para a requalificação e reocupação do centro histórico, com intervenções que associam recuperação urbana, valorização do patrimônio, turismo e desenvolvimento econômico.

O Casarão de São Vicente se soma a equipamentos já implantados na região, como o mirante Lúcia Almeida, o largo de São Vicente, o píer turístico Manaus 355 e o Casarão Thiago de Mello.

Com investimento superior a R$ 14 milhões, a obra é fruto de parceria entre a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal do Trabalho, Empreendedorismo e Inovação (Semtepi), e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Texto – Cláudia do Valle/Implurb

Foto – Juan Sullivan/ Semcom

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