Seis edições foram realizadas em 2026 com atividades gratuitas e abertas a pessoas com e sem deficiência

Uma quadra, diferentes modalidades adaptadas e a oportunidade de experimentar esportes que muitas pessoas ainda não conhecem. Ao longo de 2026, o OPA! – Festival Paralímpico Manaus levou essas experiências a escolas, praças e comunidades de diferentes regiões da capital. As ações do ano foram encerradas nesta terça-feira (29), na Escola Municipal Jorge de Resende Sobrinho, durante a sexta edição do festival.

Em 2026, o OPA! realizou seis edições em diferentes espaços de Manaus e reuniu cerca de 3 mil participantes ao longo do ano. Na última edição, mais de 500 estudantes e crianças participaram das atividades na escola municipal.

Realizado pela Associação dos Delegados de Polícia do Amazonas (ADEPOL-AM), com apoio da Sementes da Floresta, o projeto é gratuito e aberto à comunidade. Em formato itinerante, o festival leva modalidades como bocha paralímpica, vôlei sentado, parajiu-jítsu, futebol de 5, voltado a pessoas com deficiência visual, e basquete em cadeira de rodas para diferentes espaços da cidade.
Amparado pela Lei Brasileira de Inclusão (13.146/2015) e pela Lei Geral do Esporte (14.597/2023), que reconhecem o acesso ao esporte como um direito fundamental, o projeto leva as atividades para espaços públicos da cidade com foco na inclusão esportiva. A circulação permite aproximar crianças, adolescentes, famílias e outros moradores de modalidades que ainda não fazem parte do cotidiano.

O OPA! prepara ao final deste ano sua programação para 2027 e busca patrocinadores e apoiadores do projeto que queiram ter suas marcas associadas a esta ação de responsabilidade social, inclusão e políticas de ESG.

Esporte como ferramenta de inclusão

O OPA! surgiu a partir do legado dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 e utiliza como referência metodológica o Programa Transforma, criado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro naquele ano. O festival busca ampliar o contato do público com o esporte adaptado e promover a convivência entre pessoas com e sem deficiência.

A realidade de Manaus ajuda a dimensionar a importância de iniciativas voltadas à inclusão esportiva. Dados do Censo 2022 do IBGE apontam 147.873 pessoas com deficiência na cidade, o equivalente a 7,4% da população de dois anos ou mais. O levantamento também registra 27.636 pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Para Guilherme Carvalho, o contato direto com as modalidades ajuda a ampliar a compreensão sobre o esporte paralímpico e a convivência entre pessoas com e sem deficiência. “Muita gente nunca teve contato com uma cadeira de rodas esportiva, com uma bola de bocha ou com o vôlei sentado. Quando a gente leva isso para dentro da comunidade, a gente quebra o preconceito na prática. A criança com deficiência se vê como atleta e a criança sem deficiência aprende a conviver com a diferença”, explicou.

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