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    Home»Polícia»Prisão de mulher acusada de vender vídeos de tortura animal reforça urgência da campanha global “Animal Safety”
    Polícia

    Prisão de mulher acusada de vender vídeos de tortura animal reforça urgência da campanha global “Animal Safety”

    Redação Fatos AMBy Redação Fatos AM29 de maio de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    Caso investigado pela Polícia Civil de São Paulo expõe avanço de redes criminosas que monetizam violência contra animais na internet; campanha internacional liderada pelo Instituto Ampara Animal cobra responsabilização das plataformas digitais

    A prisão de uma mulher investigada por torturar e matar animais para vender vídeos pela internet, realizada nesta semana pela Polícia Civil de São Paulo, reforçou a urgência da campanha global “Animal Safety”, lançada pelo Instituto Ampara Animal para pressionar plataformas digitais e autoridades públicas a combater crimes de crueldade animal em ambientes virtuais.

    O caso, investigado pela Delegacia de Crimes contra os Animais do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), revelou a existência de redes criminosas que produzem e comercializam conteúdos de violência extrema contra animais para consumidores no Brasil e no exterior. Segundo a polícia, a mulher responderá por maus-tratos, zoosadismo e comercialização de vídeos de violência. A investigação teve início após denúncia encaminhada pelo Fórum Animal às autoridades paulistas.

    Para os organizadores da campanha Animal Safety, o episódio confirma o crescimento de uma estrutura criminosa já monitorada por autoridades brasileiras e internacionais, envolvendo transmissões ao vivo de tortura, grupos organizados em plataformas digitais e comercialização de conteúdo violento em aplicativos, redes sociais e ambientes da deep web.

    “O caso mostra que a crueldade contra animais deixou de ser um problema isolado. Existe hoje uma rede estruturada que lucra com violência extrema na internet. A campanha Animal Safety nasce justamente para enfrentar esse cenário e pressionar plataformas e autoridades a tratarem esse tema como prioridade”, afirma Juliana Camargo, presidente do Instituto Ampara Animal.

    Dados do Núcleo de Observação e Análise Digital (NOAD), da Polícia Civil de São Paulo, apontam que entre 10 e 15 animais são mortos ou submetidos a violência extrema por noite em transmissões monitoradas pelas autoridades, especialmente em servidores privados no Discord e grupos fechados em aplicativos de mensagens.

    As investigações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) também relacionam esses grupos a crimes como indução à automutilação, incentivo ao suicídio, exploração sexual de adolescentes, estupro virtual e apologia à violência extrema. Segundo os investigadores, o sofrimento animal frequentemente é utilizado como mecanismo de dessensibilização dentro dessas comunidades digitais.

    A campanha Animal Safety foi criada para mobilizar organizações, especialistas, ativistas e cidadãos em diferentes países em defesa de medidas mais rígidas contra conteúdos de crueldade animal na internet. Entre as ações da campanha estão o lançamento de uma petição internacional, a articulação de mudanças legislativas e a formação de uma coalizão com entidades internacionais que atuam no enfrentamento à violência online contra animais.

    Como parte da estratégia institucional, os organizadores concluíram a redação de um Projeto de Lei voltado ao enfrentamento de crimes digitais envolvendo maus-tratos contra animais. A proposta busca ampliar o debate legislativo sobre responsabilização das plataformas digitais e fortalecimento das investigações relacionadas à violência animal em ambientes virtuais.

    A campanha também anunciou parceria com a Social Media Animal Cruelty Coalition (SMACC), organização internacional que monitora conteúdos de violência contra animais nas plataformas digitais. Em levantamento recente, a coalizão identificou mais de 83 mil links contendo material de crueldade animal publicados em grandes plataformas online.

    Segundo a delegada Lisandréa Salvariego, do NOAD, a violência contra animais nesses ambientes digitais funciona como porta de entrada para crimes ainda mais graves.

    “Os maus-tratos são a porta de entrada para outros crimes”, afirmou a delegada em entrevistas recentes sobre as investigações conduzidas pela Polícia Civil paulista.

    Com alcance internacional, a campanha Animal Safety pretende ampliar a pressão pública para que empresas de tecnologia adotem mecanismos mais rápidos de identificação, remoção e denúncia de conteúdos violentos, além de fortalecer a cooperação entre plataformas digitais e autoridades policiais.

    Assine o abaixo-assinado e faça parte da mudança: Assine aqui:www.animalsafety.org 

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