Em um pronunciamento que repercutiu amplamente nos meios políticos regionais, o prefeito Renato Junior rebateu as manifestações do deputado federal Alberto Neto sobre a crise de água potável no interior do estado. Renato enfatizou que a cobrança feita pelo deputado soa desconectada da sua própria atuação em Brasília, onde teve a oportunidade de alocar recursos expressivos para resolver o problema. O prefeito argumentou que a escassez de água na região mais rica em recursos hídricos do mundo é fruto de anos de omissão por parte de representantes que não revertem seus mandatos em benefícios diretos para os municípios.

Durante a resposta, o prefeito apresentou dados sobre os valores recebidos por Alberto Neto por meio de emendas parlamentares, calculados em mais de R$ 300 milhões. Renato Junior enfatizou que o deputado optou por enviar grande parte dessa verba para cobrir demandas fora do Amazonas, deixando o interior desassistido de projetos básicos de infraestrutura. De acordo com o prefeito, com uma fração desse montante seria possível instalar dezenas de poços artesianos em cada município amazonense, eliminando o sofrimento das famílias que não possuem acesso a saneamento básico.

A denúncia do prefeito também mirou a estrutura econômica que cerca o grupo do parlamentar, focando na figura de seu suplente ao Senado, Alessandro Bronze. Renato Junior expôs a rotina de cobranças impostas no Porto de Manaus aos moradores do interior, ressaltando que valores altos são exigidos para a entrada de pedestres, motos, carros e caminhões. O prefeito criticou o silêncio de Alberto Neto diante dessa situação e afirmou que o grupo político demonstra insensibilidade social ao lucrar sobre a necessidade de mobilidade das populações mais vulneráveis do estado.

Ao finalizar o discurso, Renato Junior fez uma dura avaliação sobre a trajetória do grupo composto por Alberto Neto, Alessandro Bronze e o ex-governador Wilson Lima, acusando-os de manterem uma aliança pautada estritamente por conveniências eleitorais. O prefeito destacou que o Amazonas acolhe quem deseja somar com o desenvolvimento local, mas rejeita lideranças que usam o estado para ganhos pessoais. Renato concluiu afirmando que o eleitorado amazonense está consciente do histórico de cada político e dará uma resposta definitiva nas urnas contra o descompasso entre o discurso e a prática.

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