O pneu é o único ponto de contato entre o veículo e a pista. Entenda como pressão, sulcos e manutenção preventiva influenciam diretamente a sua segurança no trânsito
No Brasil, a lei exige profundidade mínima de 1,6 mm nos sulcos (CTB, art. 230), mas a segurança real começa a cair antes: aos 3 mm em piso molhado. A DUNLOP Brasil, a marca que inventou o pneu pneumático em 1888 e segue reinventando a forma como o brasileiro se move explica como pressão, sulcos e manutenção preventiva influenciam diretamente a sua segurança no trânsito.
O pneu: o item de segurança mais importante
Quando se fala em segurança no trânsito, é comum pensar em ABS, controle eletrônico de estabilidade e frenagem automática. Esses recursos são avanços importantes, mas dependem de uma condição: pneus em bom estado. É o pneu que transmite à pista as forças de aceleração, frenagem e curva. Se ele não estiver aderindo, nenhuma tecnologia compensa.
A tecnologia embarcada, portanto, deve ser entendida como uma aliada, e não como substituta da manutenção.
Em números: o que você precisa saber
| Dado | Valor | Fonte/Base |
| Profundidade mínima legal do sulco | 1,6 mm | CTB, art. 230 |
| Ponto em que a aderência no molhado começa a cair | 3 mm | Recomendação DUNLOP |
| Multa por pneu abaixo do limite | R$ 195,23 | Infração grave (CTB) |
| Pontos na CNH | 5 pontos | Infração grave |
| Consequência imediata | Retenção do veículo | CTB, art. 230 |
| Frequência recomendada de verificação da pressão | Semanal, pneus frios | Orientação DUNLOP |
Por que verificar a pressão dos pneus regularmente?
A pressão correta garante estabilidade, frenagem, durabilidade e economia de combustível. A recomendação DUNLOP é verificar a pressão semanalmente, sempre com os pneus frios (lembre-se de incluir o estepe na checagem) e seguir os valores indicados pelo fabricante do veículo, encontrados no manual ou nas etiquetas na porta do motorista e na tampa do combustível.
Pressão inadequada provoca desgaste irregular e altera o comportamento do veículo, aumentando o consumo e comprometendo a dirigibilidade.
A partir de quantos milímetros o pneu fica perigoso na chuva?
Não espere chegar a 1,6 mm: na chuva, o risco começa a crescer aos 3 mm. É nesse ponto que a aderência no piso molhado cai de forma perceptível e a capacidade de escoar água se reduz, elevando o risco de aquaplanagem.
Os três patamares:
- Acima de 3 mm: aderência boa e segura, inclusive na chuva. Rodagem tranquila.
- Entre 1,6 mm e 3 mm: dentro da lei, mas com capacidade de escoamento reduzida. Reduza a velocidade no molhado.
- Abaixo de 1,6 mm: pneu careca: risco real de aquaplanagem + infração grave (art. 230 do CTB), com multa de R$ 195,23, 5 pontos na CNH e retenção do veículo até a regularização.
O que é o TWI e como saber se o pneu atingiu o limite de desgaste?
O TWI (Tread Wear Indicator) é o indicador de desgaste da banda de rodagem: pequenas elevações de borracha no fundo dos sulcos. Quando a superfície se desgasta até ficar nivelada com essas elevações, o pneu atingiu a profundidade mínima legal de 1,6 mm e deve ser substituído.
Como verificar em 3 passos:
- Localize o TWI: procure as marcações “TWI” ou os triângulos na lateral do pneu; eles apontam onde ficam as elevações dentro dos sulcos.
- Compare com a banda: se a borracha do sulco estiver na mesma altura do indicador, o limite foi atingido.
- Repita em vários pontos: o desgaste pode ser irregular; meça no sulco interno, central e externo de cada pneu. O menor valor é o que vale.
Dica do especialista: não espere chegar ao TWI. Pneus próximos do limite perdem aderência na chuva e aumentam a distância de frenagem. Trocar antes não é gasto: é investimento em segurança.
Quais sinais indicam que um pneu precisa de avaliação?
Você mesmo pode fazer a primeira checagem: uma inspeção visual rápida já é suficiente para saber se o pneu precisa de avaliação profissional. Não é preciso ser especialista, basta olhar a banda de rodagem e as laterais dos quatro pneus, procurando por:
- Perfurações: pregos, parafusos ou objetos cravados na borracha.
- Bolhas ou “caroços” na lateral do pneu.
- Rachaduras e cortes na superfície.
- Deformações na carcaça.
- Desgaste irregular: um lado mais gasto que o outro ou o centro liso.
Se você notar qualquer um desses itens, o próximo passo é procurar um profissional em uma loja especializada na hora.
Como identificar o envelhecimento dos pneus?
O envelhecimento depende das condições reais de uso, armazenamento e conservação, não apenas do tempo ou da quilometragem. A DUNLOP orienta considerar rachaduras, ressecamento e outros sinais de envelhecimento em toda inspeção, mesmo em pneus com pouca rodagem. Quando em dúvida, um profissional avalia as condições reais do pneu.
Quando o alinhamento, o balanceamento e o rodízio devem ser verificados?
Desgaste irregular, vibrações no volante ou o veículo puxando para um dos lados são sinais de que alinhamento, balanceamento e rodízio precisam de avaliação. A manutenção preventiva preserva o desempenho dos pneus, reduz o consumo de combustível e torna a condução mais segura e previsível.
“A tecnologia embarcada é uma aliada, não uma substituta da manutenção. Enquanto o carro depende dos pneus para transmitir forças à pista, a segurança começa e termina no cuidado com eles.” Fabio Torres Klabacher, Gerente de Vendas e Marketing, DUNLOP Brasil
Segurança no trânsito não se resume a seguir regras: exige um veículo bem-preparado, capaz de responder aos comandos do motorista com precisão e confiança. E essa resposta começa onde o carro encontra a pista, nos pneus, o único ponto de contato entre o veículo e o solo. Cuidar da escolha, da pressão e da condição dos sulcos é cuidar de cada quilômetro rodado e de todos que compartilham o caminho. Porque quem tem, anda bem: e andar bem é chegar em segurança, com a confiança de quem sabe que o carro vai responder quando mais importa.
Setembro de 2026
Sobre a Dunlop – Há mais de um século, John Boyd Dunlop revolucionou o transporte com a invenção do pneu, dando origem à marca DUNLOP. Atualmente, como parte do grupo Sumitomo Rubber Industries, a DUNLOP figura entre os seis maiores fabricantes de pneus do mundo (ranking “Leading tyre manufacturers” de 2024). Sua sede mundial no Japão abriga um moderno centro de P&D e três campos de prova.
No Brasil, a fábrica da DUNLOP em Fazenda Rio Grande (PR) é a mais moderna do país, adaptando a tecnologia às necessidades dos brasileiros. Inaugurada em outubro de 2013, a unidade recebeu um investimento total de R$ 2,45 bilhões, impulsionado por 3 ciclos de expansão de capacidade produtiva. O aporte mais recente, superior a R$ 1 bilhão, foi anunciado em 2021 e concluído no final de 2024, reforçando o compromisso com o desenvolvimento local. Única fábrica no país a produzir pneus com a exclusiva tecnologia TAIYO (Sun) System – processo sem emendas que garante maior precisão e segurança – e fabrica os pneus Falken e Sumitomo.
A DUNLOP comercializa pneus para carros de passeio, vans, SUVs, pick-ups, caminhões, ônibus e motocicletas. O slogan ‘Quem Tem, Anda Bem’ traduz a promessa da marca de uma experiência de direção segura, tranquila e de alta performance.
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