A Cúpula Sindical Pré COP30, reuniu trabalhadores do Brasil e de países da América do Sul, para estreitar propostas a serem levadas para o encontro em Belém (PA). Com o tema “Trabalho Decente na Crise Climática”, foi organizado ICM Internacional de Trabalhadores da Construção e da Madeira e demais organizações sindicais nacionais e internacionais e reuniu representantes de diversos setores e organizações de trabalhadores.
Segundo o presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Moacyr Auersvald esta cúpula é uma oportunidade única para fortalecer alianças e ampliar o impacto coletivo. “O tempo de agir é agora. E nós, do movimento sindical, estamos prontos para fazer a nossa parte”, disse.
Durante o COP30, que acontece em novembro no Brasil, serão discutidos temas como a justiça climática, a transição justa para uma economia sustentável, a proteção dos trabalhadores que estão diretamente afetados pelas mudanças climáticas, e as políticas públicas necessárias para garantir que as soluções ambientais também promovam a equidade social e econômica.
um dos sindicalista do Amazonas Carles Waldemar que representou no encontro o Sintracomec, Sintracomeplams, Cut e Conticon, essa foi uma oportunidade para fortalecer a mobilização sindical em torno da sustentabilidade e do desenvolvimento de políticas públicas que integrem as preocupações com o meio ambiente e os direitos trabalhistas. “A Cúpula Sindical também visou construir um compromisso coletivo, para que as demandas dos trabalhadores sejam ouvidas e consideradas nas negociações internacionais, como na COP30”, definiu Waldemar.
Os dirigentes sindicais foram unânimes em definir que o encontro não poderia acontecer em um momento mais oportuno. Segundo eles, o mundo está diante de uma crise climática sem precedentes, e o Brasil, como país-sede da COP30, tem a responsabilidade de liderar esse debate com seriedade, compromisso e senso de urgência.
Carles Waldemar declarou ainda que o movimento sindical tem um papel crucial nessa agenda. Não há transição justa sem trabalhadores e trabalhadoras. Não há futuro sustentável sem trabalho decente. E não há desenvolvimento sem justiça social. “Por isso, estamos aqui para garantir que a voz dos trabalhadores do Amazonas seja ouvida e respeitada nas negociações climáticas globais” , finalizou.
Nova Central
A Nova Central Sindical de Trabalhadores representa milhões de trabalhadores da construção civil, do setor moveleiro e de diversas outras indústrias essenciais para o desenvolvimento do país. Dos 1.115 sindicatos filiados, tem 119 entidades filiadas na região amazônica, 395 são de trabalhadores nas indústrias da Construção Civil e do Mobiliário, representando 35% do total de filiados no país. Estes setores são diretamente impactados pelas mudanças climáticas – seja pelo calor extremo que ameaça a saúde e segurança dos trabalhadores nos canteiros de obras, seja pela necessidade de novas políticas que impulsionam empregos sustentáveis e a qualificação profissional para a economia verde.