Especialista em auditoria do Grupo BLB avalia que Modelo da Reforma Tributária deve elevar demanda por controle financeiro, tecnologia e governança
O avanço da regulamentação da Reforma Tributária já começa a mobilizar empresas em torno de um dos pontos mais sensíveis do novo sistema: o split payment. O modelo, que prevê a separação automática do imposto no momento da transação financeira, deve alterar a dinâmica de circulação de recursos dentro das empresas e ampliar a pressão sobre fluxo de caixa, tecnologia e governança corporativa. Ainda em fase de testes, o mecanismo tem previsão de implementação facultativa nas operações B2B a partir de 2027. Na prática, parte do valor que hoje transita temporariamente pelo caixa das empresas passará a ser direcionada diretamente ao Fisco.
Segundo avaliação do Grupo BLB, empresa nacional de auditoria, consultoria e educação executiva, os impactos tendem a ser mais relevantes em setores de maior complexidade operacional e margens mais apertadas, como agronegócio, varejo, indústria, logística, distribuição e construção civil. O tema ganhou força nas últimas semanas após novos detalhamentos técnicos apresentados pelo governo federal, bancos e instituições de pagamento, incluindo discussões sobre integração via APIs (Interface de Programação de Aplicações), cronograma operacional e adaptação das instituições financeiras.
Para Rodrigo Barbeti, CEO e sócio-fundador do Grupo BLB, o debate ainda está muito concentrado nas alíquotas da Reforma Tributária, enquanto os efeitos operacionais do novo modelo seguem subestimados. “O split payment cria uma mudança estrutural na dinâmica financeira das empresas. Parte do recurso que hoje circula temporariamente dentro da operação deixa de existir no caixa, o que exige revisão de processos financeiros, capital de giro, tecnologia e planejamento tributário”, afirma.
Na avaliação do especialista, temas como conciliação financeira, integração tecnológica e qualidade da informação fiscal devem ganhar protagonismo à medida que o modelo avance. Empresas com baixa automação, falhas de controle ou grande volume transacional tendem a enfrentar maior dificuldade de adaptação.
“O mercado ainda discute muito a alíquota da reforma, mas o maior impacto talvez esteja justamente na forma como o imposto será recolhido. O split payment altera o fluxo de entrada e saída de recursos, reduz a previsibilidade sobre o caixa e exige uma estrutura financeira mais integrada e eficiente para evitar desequilíbrios operacionais”, afirma Barbeti.
Sobre o Grupo BLB
Fundado em 2003, em Ribeirão Preto (SP), o Grupo BLB é uma empresa brasileira com atuação nacional. Com escritórios em Ribeirão Preto, São Paulo e Goiânia, a empresa opera em quatro frentes principais: auditoria e consultoria tributária e societária por meio da BLB Auditores e Consultores, braço com mais de 450 clientes presentes em 17 estados, finanças corporativas por meio da vertical BLB Advisor, educação executiva pela BLB Escola de Negócios e inovação por meio da Arara Seed. Com mais de 110 profissionais, o grupo tem como foco a independência técnica, a proximidade com o cliente e a construção de relações de longo prazo, pautadas por rigor, governança, especialização profissional e crescimento sustentável.




