Smartwatches utilizam sensores e algoritmos para estimar perda de suor e orientar reposição personalizada de líquidos

Relógios inteligentes estão transformando a forma como praticantes de atividades físicas cuidam da hidratação. Com sensores e algoritmos capazes de estimar a perda de suor ao longo do exercício, os dispositivos conseguem indicar, ao fim da atividade, a quantidade aproximada de líquidos que deve ser ingerida, tornando a reposição mais precisa e personalizada.

Os smartwatches capturam simultaneamente dezenas de parâmetros durante a corrida. Ao final do exercício físico, o dispositivo calcula a quantidade aproximada de água que deve ser ingerida para repor o líquido perdido. Essa informação permite prevenir a desidratação, aumentar o desempenho e acelerar a recuperação. 

Esse movimento acompanha o crescimento expressivo das corridas de rua no país. Dados da Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua e Esportes Outdoor (Abraceo) mostram que o número de provas oficiais saltou de 2.827 em 2024 para 5.241 em 2025, um aumento de 85% em apenas um ano.

Pesquisas na área, conduzidas pelo Health Data Lab (HDL) do Sidia Instituto de Ciência e Tecnologia, acompanham essa evolução e contribuem para o aprimoramento de soluções que integram dados fisiológicos ao cotidiano dos atletas.

“A tecnologia de sensores e algoritmos que estima a perda de suor já está incorporada nos principais smartwatches disponíveis no mercado. Quando integrada a aplicativos de treinamento, ela entrega ao atleta um lembrete de hidratação concreto, com boa precisão e totalmente personalizado,” afirma o gerente técnico do HDL do Sidia, Marcelo Santos. 

Mais dados, mais consciência corporal

O impacto vai além da performance esportiva. Ter acesso a esse tipo de informação contribui para uma maior consciência sobre o próprio corpo e seus limites.

Segundo Marcelo, durante o exercício a perda de líquidos pode variar significativamente entre indivíduos e até mesmo entre dias diferentes, dependendo das condições climáticas, da intensidade do esforço e das características fisiológicas de cada atleta. Ignorar essa variação compromete não só o rendimento, mas também eleva o risco de desconforto, fadiga e, em casos mais extremos, de desidratação severa, que pode evoluir para insolação ou colapso térmico.

“A tecnologia de estimativa de suor, aliada ao acompanhamento em tempo real de temperatura e umidade, permite que cada atleta ajuste sua ingestão de líquidos de forma precisa, mesmo nas condições mais desafiadoras. Ignorar esses parâmetros pode transformar um treino saudável em um risco sério à saúde”, enfatizou Marcelo Santos.

Sobre o Sidia

Fundado em 2003, o Sidia é um dos maiores institutos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) do Brasil. O instituto possui duas unidades em Manaus (AM), uma em Porto Velho (RO) e outra em São Paulo (SP), atuando no desenvolvimento de tecnologias de ponta em áreas como software, telecomunicações (5G e 6G), TV Digital, saúde, imersão (AR, VR e XR), Indústria 4.0 e segurança cibernética. O Sidia conta com mais de 1.000 profissionais, infraestrutura moderna e laboratórios de referência internacional. Saiba mais em www.sidia.com.

Fotos: Divulgação 

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