Integração entre atendimento remoto, médico de família e rede presencial pode tornar a jornada de cuidado mais ágil e adequada às necessidades de cada paciente

A expansão da telemedicina mudou a forma como os pacientes acessam os serviços de saúde. Consultas por vídeo, acompanhamento remoto e orientações médicas à distância passaram a fazer parte da rotina de muitas pessoas, especialmente pela praticidade e pela possibilidade de reduzir deslocamentos e tempo de espera. Mas, diante de um sintoma ou problema de saúde, como saber quando a consulta virtual é suficiente e quando é necessário procurar um médico presencialmente?

A resposta depende da condição clínica e da avaliação do profissional. De acordo com a Resolução nº 2.314/2022 do Conselho Federal de Medicina (CFM), a consulta presencial permanece como padrão de referência, enquanto a telemedicina é um recurso complementar. Quando o atendimento remoto não é suficiente para a avaliação do paciente, o médico deve indicar a consulta presencial.

“A telemedicina amplia o acesso, mas não substitui o cuidado presencial quando ele é necessário. O mais importante é que o paciente tenha uma jornada organizada, com orientação adequada sobre qual atendimento procurar em cada momento”, afirma Paulo Bittencourt, CEO do Plano Brasil Saúde.

Nesse contexto, a integração entre telemedicina, médico de família e rede presencial pode ajudar a organizar os diferentes momentos da jornada de saúde. Uma queixa de menor complexidade, por exemplo, pode ser inicialmente avaliada de forma remota. A partir dessa primeira consulta, o profissional pode orientar o paciente, solicitar exames ou identificar a necessidade de uma avaliação presencial ou com um especialista.

O médico de família tem papel importante nesse processo por acompanhar o histórico e a evolução do paciente. Em vez de tratar cada atendimento como um episódio isolado, esse profissional pode atuar na coordenação do cuidado, ajudando a definir os próximos passos e a direcionar o paciente dentro da rede de saúde.

Nesse contexto, integrar telemedicina, médico de família e rede presencial pode tornar a jornada de cuidado mais eficiente. A tecnologia facilita o acesso e pode ser o primeiro passo para a avaliação de uma queixa, enquanto o acompanhamento médico e a estrutura presencial garantem continuidade ao atendimento sempre que houver necessidade de exame físico, procedimentos ou investigação mais detalhada.

Quando a telemedicina pode ser suficiente?

A consulta remota pode ser adequada para diferentes situações, desde que haja avaliação médica. Entre elas estão queixas de menor complexidade, acompanhamento de condições já diagnosticadas, avaliação de resultados de exames, orientações médicas e acompanhamento de tratamentos.

Além da conveniência, o atendimento remoto pode facilitar o acesso à saúde para pessoas que enfrentam dificuldades de deslocamento ou vivem longe de determinados serviços especializados.

Quando o atendimento presencial é necessário?

Há situações em que a avaliação física é indispensável. Sintomas novos ou intensos, sinais de alerta, suspeita de determinadas condições, necessidade de procedimentos ou de exames que dependam da presença do paciente podem exigir atendimento presencial.

Nesses casos, a telemedicina pode até contribuir para uma orientação inicial, mas cabe ao profissional identificar quando é necessário avançar para outra etapa do cuidado.

“O médico de família ajuda justamente a fazer essa conexão. Ao conhecer o histórico do paciente e acompanhar sua evolução, consegue identificar quando uma demanda pode ser conduzida remotamente e quando é necessário encaminhar para uma avaliação presencial ou especializada”, explica Bittencourt.

Mais do que escolher entre consulta virtual ou presencial, portanto, o desafio está em conectar as diferentes formas de cuidado. Quando telemedicina, atenção primária e rede presencial estão integradas, o paciente ganha mais opções de acesso sem perder a possibilidade de receber atendimento físico sempre que a situação exigir.

“Uma jornada de saúde eficiente não é aquela que elimina a consulta presencial, mas aquela que sabe quando ela é necessária. A tecnologia deve facilitar o acesso e a coordenação do cuidado, enquanto a rede presencial garante o suporte necessário para os casos que exigem uma avaliação mais completa”, conclui o CEO do Plano Brasil Saúde.

Sobre o Plano Brasil Saúde

O Plano Brasil Saúde é especializado em gestão de saúde corporativa e oferece planos empresariais nas modalidades médico-hospitalar e odontológica. Em operação desde 2021, a empresa atua com foco na Atenção Primária à Saúde, priorizando o cuidado contínuo e a prevenção. Com nota máxima no Monitoramento de Garantia de Atendimento, realizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a healthtech se destaca pelo atendimento humanizado, próximo e orientado às reais necessidades dos usuários. Além disso, proporciona benefícios relevantes às empresas contratantes, como a redução do absenteísmo, a melhoria do clima organizacional, a diminuição de custos excessivos e desperdícios, além da otimização do uso do plano de forma inteligente, sempre com foco no bem-estar do colaborador.
Saiba mais em: www.planobrasilsaude.com.br

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