Mais de 120 trabalhos serão apresentados até o dia 19 de junho
Alunos e professores de escolas estaduais do Amazonas participaram, nesta quinta-feira (18/06), do primeiro dia da 5ª edição da Feira Amazonense de Matemática, realizada no Centro de Convivência da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no bairro Coroado, zona leste de Manaus. Com o objetivo de mostrar a aplicação da matemática no dia a dia, bem como a interdisciplinaridade de projetos idealizados nas unidades de ensino, 124 trabalhos foram apresentados ao público e aos avaliadores da universidade.
No primeiro dia de feira, estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental, da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e do Ensino Médio apresentaram seus trabalhos. Já os estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental apresentarão os trabalhos na sexta-feira (18/06), último dia de evento.
Para o organizador da feira, Francisco Feitosa, professor do Departamento de Matemática da Ufam, o espaço é importante para que os estudantes se vejam como protagonistas. Além disso, também é uma oportunidade para que os professores possam mostrar os trabalhos que são desenvolvidos dentro da sala de aula e se sintam valorizados como profissionais.
“O objetivo principal é socializar práticas exitosas no ensino de matemática realizadas por professores das escolas públicas, então hoje temos aqui professores e estudantes dos anos iniciais, EJA, Ensino Médio, das escolas da capital e também do interior, são cerca de 100 trabalhos sendo apresentados”, afirmou o professor.
Brincar e aprender
Os alunos Aline Victória e Rodrigo Jesus, 10, do 4º ano da Escola Estadual de Tempo Integral Gonçalves Dias, localizada no bairro Dom Pedro, zona centro-oeste de Manaus, apresentaram o projeto “Expressão numérica adaptada ao Jogo Shisima”, coordenado pela professora de Matemática Cristiane Costa.
O objetivo do projeto é integrar o ensino das expressões numéricas ao jogo de tabuleiro Shisima, onde as peças se movimentam rapidamente, trabalhando o raciocínio lógico-matemático, de forma com que os estudantes realizem cálculos de forma rápida, mas também pensem na melhor maneira de movimentar as peças do jogo.
Para a coordenadora do projeto, professora Cristiane Costa, a competição saudável estimula os estudantes a pensar cada vez mais rápido, possibilitando a resolução de problemas matemáticos com múltiplas operações sem a utilização de calculadora.
“As crianças adoraram esse jogo, de antemão elas já gostaram muito de toda a dinâmica da competição, porque a criança gosta de competir e brincar”, explicou a professora.
A aluna Aline Victória ressaltou que o projeto ajudou na compreensão da matemática, e que a apresentação na feira e no ambiente da universidade tornou a experiência ainda mais única.
“Eu tô muito feliz por estar aqui, eu sempre quis ver como seria apresentar um jogo que eu fiz na minha escola em uma faculdade como a Ufam, que é onde a minha irmã estuda. Eu aprendi com o jogo que a gente precisa pensar de maneira rápida antes de responder, não só na matemática mas também em qual peça do tabuleiro você vai movimentar”, comentou Aline.
Projetos do interior do estado
O projeto “A matemática com o Jogo da Onça: trabalhando a interdisciplinaridade integradora sob olhar sócio-histórico-cultural”, da Escola Estadual de Tempo Integral (EETI) Álvaro Maia, localizada em Humaitá (distante a 595 quilômetros de Manaus), também foi apresentado na feira.
De acordo com a professora coorientadora, Ana Cláudia Araújo, o projeto busca ensinar a matemática de forma interdisciplinar unindo os saberes, trabalhando história, geografia, e pensamento lógico.
“O jogo da onça é um jogo de origem indígena, e ele vem dos nossos antepassados, dos ribeirinhos, e nós trouxemos para os alunos para que, através da nossa cultura, eles aprendam também sobre as histórias, a geografia, a matemática, são várias disciplinas incluídas dentro do projeto”, explicou a professora.
Todo o projeto foi desenvolvido na sala de recursos da unidade de ensino, e as estudantes Anna Jhúlia, 17, e Laura Vitória, 15, da 3ª e 1ª série do Ensino Médio, estudantes da Escola Estadual Oswaldo Cruz, também de Humaitá, puderam participar e apresentar o projeto na Ufam.
“De princípio a participação na feira pode parecer assustadora, porque a matemática já passa um pouco medo para as pessoas, mas tendo os estudos e trabalhando com o jogo, participando, é totalmente diferente, é uma experiência muito boa onde você, ao mesmo tempo que ensina, aprende muito também”, destacou a aluna Anna Jhúlia.
FOTO: Eduardo Cavalcante / Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar




