Segundo Jacques Hulshof, CEO da empresa, reajustes na bandeira tarifária impactam diretamente a competitividade das empresas, o que eleva o interesse por alternativas de blindagem à inflação energética
Maio de 2026 – O avanço das bandeiras tarifárias e a perspectiva de novos aumentos na conta de luz ao longo de 2026 devem acelerar os investimentos em geração própria de energia solar combinada com armazenamento no Brasil. A projeção é da TTS Energia, empresa de engenharia e construção de usinas fotovoltaicas e ativos de energia renovável. A companhia espera ampliação na procura de empresas por projetos fotovoltaicos integrados a sistemas de baterias, como estratégia para reduzir custos, aumentar previsibilidade financeira e garantir maior segurança energética. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) acionou a bandeira tarifária amarela em maio, após meses de bandeira verde, refletindo a redução das chuvas e o início do período seco no País. Especialistas do setor elétrico também alertam para a possibilidade de novos aumentos com a entrada da bandeira vermelha ao longo dos próximos meses, cenário que pode elevar ainda mais as tarifas de energia elétrica e pressionar a inflação brasileira.
Além do impacto climático provocado pelo El Niño, analistas de mercado indicam que a energia elétrica continuará sendo um dos principais vetores inflacionários do ano. Levantamentos recentes mostram que a conta de luz acumula aumentos expressivos acima da inflação oficial e pode adicionar cerca de 0,4 ponto percentual ao IPCA em 2026.
Segundo Jacques Hulshof, CEO a TTS Energia, esse cenário está mudando a forma como empresas encaram o consumo de eletricidade, especialmente em segmentos industriais, logísticos, comerciais e do agronegócio.
“Cada novo reajuste na conta de luz impacta diretamente a competitividade das empresas, aumenta custos operacionais e reduz previsibilidade financeira. Por isso, temos observado um crescimento consistente na busca por soluções de energia solar associadas a sistemas de armazenamento em baterias, capazes de reduzir a exposição às bandeiras tarifárias e dar mais autonomia energética ao consumidor corporativo”, afirma.
Segundo o executivo, os projetos híbridos de geração fotovoltaica e baterias ganham ainda mais relevância principalmente diante do aumento do custo da energia nos horários de ponta e da necessidade de maior estabilidade operacional.
“As baterias deixam de ser apenas uma tecnologia complementar e passam a exercer papel estratégico para empresas que querem gerenciar melhor seu consumo, reduzir picos de demanda, evitar custos elevados e garantir continuidade operacional em momentos críticos do sistema elétrico”, acrescenta Hulshof.
Somente entre janeiro e abril de 2026, aproximadamente 50% de todos os pedidos e cotações recebidos pela TTS Energia envolveram projetos com baterias combinadas com painéis solares, sendo que cerca de 25% correspondem a sistemas exclusivamente de armazenamento. Na comparação entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou um crescimento de aproximadamente 300% nas consultas por projetos do gênero.




