Jamieson Greer afirma que há uma grande distância entre as partes, mas acredita em acordo. Semana foi marcada por audiências públicas em Washington para debater taxa de 25%
“Tenho conversado com os brasileiros. Temos tentado negociar. Acho que ainda há uma grande distância entre nós, então vocês verão uma decisão final muito em breve sobre o Brasil, pois temos um prazo legal que vence em 15 de julho”, afirmou Greer em entrevista à emissora Fox Business Network.
Nesta semana, representantes de empresas e associações do Brasil e dos EUA pediram em audiências que a proposta do governo Donald Trump de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros não seja implementada.
Empresas como Coca-Cola, Nestlé, Tesla, Faber-Castell, eBay e Siemens figuram na lista de companhias que enviaram comentários ao USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) pedindo que os Estados Unidos não implementem a tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.
O ministro Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) afirmou que o Brasil não discute o fim do imposto de importação do etanol americano, como foi defendido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que participou de uma das audiências públicas nos EUA.
O presidente Lula defende claramente que o tema do etanol não seja tratado nessa negociação, e mais, não seja tratado sem que nós também tratemos da questão do açúcar, que é sobretaxado nos Estados Unidos”, disse.
Elias Rosa defendeu que a entrada do etanol americano no Brasil causaria danos sobretudo à região Nordeste, que concentra um dos polos produtivos do Brasil. “A gente precisa ter um olhar muito cuidadoso para essa área, que já vem sofrendo com uma redução de preços”.




