Data promove a conscientização coletiva sobre o cuidado, a proteção e o desenvolvimento saudável nesta etapa inicial da vida
O Dia da Infância, celebrado em 24 de agosto, convida à conscientização coletiva e à reflexão sobre essa fase tão importante da vida. Com data para começar e acabar, o momento é marcado pela criação de vínculos, construção de valores, memórias afetivas e pela formação da base emocional de cada criança. “Uma infância plena é o alicerce de uma sociedade mais empática, saudável e feliz”, destaca a psicopedagoga e escritora infantojuvenil Paula Furtado.
A prática constante de proteger a primeira infância contribui para promover um desenvolvimento natural das crianças e um aprendizado que dura para sempre, sem transformar os pequenos em adultos antes da hora. “Toda criança tem o direito de brincar, estudar e sonhar, sem carregar responsabilidades que pertencem aos adultos”, reforça.
O papel da família é garantir afeto, cuidado e tempo de qualidade. As políticas públicas, têm o poder de transformar realidades e devem criar condições para uma infância com investimentos em educação humanizada, espaços públicos de lazer, proteção contra violências e programas de escuta afetiva. Segundo a profissional, “o brincar precisa ser entendido e assegurado como um direito essencial.”
Desafios que podem afetar a infância
Entre os temas que merecem atenção quando se fala em bem-estar e proteção das crianças está o uso das telas. Para a especialista em educação, uma geração que nasceu imersa na tecnologia precisa ter limites e entender que o uso excessivo pode causar ansiedade, agitação, prejuízos no sono, na linguagem e nas relações. “Os responsáveis devem encontrar o equilíbrio e compreender o momento adequado para o envolvimento das crianças com os dispositivos, incentivando um uso consciente. O caminho está no exemplo dos adultos e na criação de atividades off-line”, explica Paula.
A exposição a conteúdos inadequados também é um outro alerta feito pela profissional, especialmente diante de questões como a adultização precoce. Ela afirma que crianças não devem ser expostas a conteúdos, conversas e pressões que ainda não têm maturidade para compreender e elaborar. Cabe aos adultos proteger esse tempo precioso, estabelecendo limites com afeto, fazendo uma mediação ativa, respeitando o ritmo de cada criança e garantindo que ela possa amadurecer sem pular etapas.
A proposta de hoje é um convite para que as famílias estejam mais presentes na rotina das crianças, criando momentos especiais, abrindo espaço para conversas e reduzindo o excesso de estímulos. “Celebrar em união é mais do que preencher a agenda com atividades; trata-se de promover convivência significativa e garantir atenção integral às necessidades da primeira infância”, finaliza Paula.
Sobre Paula Furtado
Paula é pedagoga, formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com especialização em Psicopedagogia, Neuropsicopedagogia (Facon-SP), Educação Especial, Arte de Contar Histórias e Arteterapia pelo Instituto Sedes Sapientiae e Leitura e Escrita, também pela PUC-SP.
A especialista em educação atende crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizado, incluindo casos complexos envolvendo traumas e situações de vulnerabilidade emocional. Em seu perfil no Instagram (@paulafurtadopf), reúne conteúdos direcionados a pais e educadores e compartilha a rotina do seu trabalho com dicas práticas e reflexões baseadas em sua sólida experiência em mediação de leitura, educação especial e neuropsicopedagogia.
A pedagoga também ministra cursos para formação de educadores nas instituições de ensino público e particular e realiza palestras para pais sobre a importância de contar histórias.
Autora de mais de 100 livros infantojuvenis e criadora de jogos pedagógicos inovadores, Paula também escreve para revistas especializadas em educação e infância. A especialista em educação exerceu a função de coordenadora e supervisora psicopedagógica em diversas publicações infantis (Contos de fadas, Lendas e Folclore) com Girassol Brasil e MSP Estúdios.







