Cerca de 20 empreendedores do turismo sustentável de base comunitária participaram, entre os dias 21 e 23 de julho, de uma formação voltada ao planejamento, à gestão financeira e ao fortalecimento de negócios desenvolvidos em áreas protegidas do Amazonas. Realizado pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), em Manaus, o Laboratório em Gestão de Negócios buscou preparar os participantes para enfrentar desafios administrativos e ampliar a sustentabilidade econômica de suas iniciativas.

A atividade reuniu representantes de pousadas, restaurantes, produção de artesanato, atrativos turísticos e experiências comunitárias da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro, da RDS Puranga Conquista, da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Negro e da RDS do Uatumã.

Durante três dias, os participantes trabalharam temas como planejamento estratégico, gestão financeira e administrativa, liderança, atendimento ao público e organização das atividades. A programação também estimulou a troca de experiências e a construção de soluções conjuntas para desafios comuns enfrentados pelos negócios turísticos comunitários.

Segundo o gerente de Empreendedorismo da FAS, Wildney Mourão, a formação foi estruturada para que os empreendedores pudessem aplicar os conhecimentos diretamente em suas atividades.

“O laboratório trabalhou competências essenciais para a gestão dos empreendimentos, como planejamento, estratégia e liderança. Buscamos apoiar os participantes na identificação de oportunidades, na superação dos desafios da cadeia e na agregação de valor às experiências turísticas oferecidas nos territórios”, afirmou.

Para Bárbara Monteiro, moradora da RDS do Rio Negro, as atividades contribuíram para organizar os próximos passos de seu empreendimento.

“Esses dias de formação foram muito importantes para o meu negócio. Aprendi mais sobre planejamento e consegui compreender os passos que preciso seguir para continuar melhorando como empreendedora”, declarou.

Nos dois primeiros dias, a programação foi realizada na sede da FAS, com atividades teóricas, exercícios práticos e momentos de intercâmbio entre os participantes. No terceiro dia, o grupo realizou uma visita técnica ao Novotel Manaus, onde conheceu práticas de gestão hoteleira, atendimento, operação e experiência dos visitantes.
Joarlison Garrido, morador da RDS Puranga Conquista, trabalha com artesanato e destacou a importância dos conteúdos relacionados à administração e às finanças.

“Temos dificuldades no planejamento e na gestão financeira e administrativa dos nossos empreendimentos. A formação nos ajudou a olhar para essas questões e a planejar melhor nossas ações. Volto para a comunidade mais preparado para enfrentar os desafios e compreender as diferentes áreas envolvidas na condução de um negócio”, contou.

A aproximação entre empreendedores de diferentes áreas protegidas também contribuiu para ampliar a cooperação e o compartilhamento de estratégias. Ao reunir iniciativas que atuam em diferentes segmentos, a atividade fortaleceu a articulação do turismo sustentável de base comunitária no Amazonas.

Sobre o Prospera

O Projeto Prospera na Floresta é executado pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), com apoio do Fundo Amazônia, administrado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Tem como objetivo contribuir para a consolidação de áreas protegidas no estado do Amazonas por meio do incentivo a atividades produtivas sustentáveis no âmbito da sociobioeconomia. O projeto abrange 22 áreas protegidas, sob gestão da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas (Sema) e Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Com execução prevista de quatro anos, a iniciativa atuará em uma área de mais de 20 milhões de hectares e deverá beneficiar 11.344 pessoas diretamente entre populações indígenas, ribeirinhas e quilombolas. Acompanhe a evolução do projeto aqui

Sobre a FAS

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. Sua missão é contribuir para a conservação do bioma, para a melhoria da qualidade de vida das populações amazônicas e para a valorização da floresta em pé e de sua biodiversidade.

Crédito: Thamires Bandeira e Rebeca Vilhena

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