Close Menu
Fatos Amazonas
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Trending
    • David Almeida reúne pioneira da causa do autismo e especialista para discutir avanços e desafios no Amazonas
    • Centros de Convivência do Governo do Amazonas atendem mais de 142 mil pessoas no primeiro semestre de 2026 
    • Prefeitura de Manaus intensifica fiscalização de trânsito durante partidas da Seleção Brasileira de Futebol
    • Prefeitura de Manaus amplia sinalização viária em corredores estratégicos da capital
    • Centros de Convivência da Família, da Seas, têm programação intensa em julho
    • Governador Roberto Cidade inaugura biblioteca do Centro de Estudos Superiores da UEA em  Itacoatiara
    • Âmbar Energia adota novo padrão nacional de identificação das unidades consumidoras
    • Governador Roberto Cidade leva serviços e entregas do Governo Presente para Itacoatiara
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube
    Fatos AmazonasFatos Amazonas
    • Início
      • Quem Somos
    • Manaus
      • famosos
      • Educação
      • Polícia
      • Política
      • Prefeitura de Manaus
      • Saúde
      • Tecnologia
      • Turismo
    • Amazonas
      • Governo do Amazonas
    • Brasil
    • Mundo
    • Esporte
    • Contato
    Fatos Amazonas
    Home»Saúde»Escalada da covid-19 reforça alerta para sintomas persistentes
    Saúde

    Escalada da covid-19 reforça alerta para sintomas persistentes

    Redação Fatos AMBy Redação Fatos AM28 de outubro de 2025Nenhum comentário4 Mins Read
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

    Com casos em alta desde agosto e risco de até 30% desenvolverem covid longa,
    estudos revelam sintomas duradouros e efeitos sociais da condição.

    Os testes realizados nos laboratórios dos serviços públicos de saúde no país revelam que entre maio e julho a média de casos de covid-19 era de 438 por dia. Em agosto saltou para 699 e em setembro para 2.485. Em outubro, segue a média de dois mil por dia. Os dados constam do Informe Vigilância das Síndromes Gripais, elaborado pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Ministério da Saúde. Nos laboratórios privados os números também mostram crescimento. Mesmo que subdimensionados – não incluem autotestes vendidos em farmácia, por exemplo –, os dados oficiais indicam que o SARS-CoV-2 está circulando em maior número no país.
     

    Essa curva ascendente não preocupa apenas pelo impacto imediato da doença, mas também por suas consequências de longo prazo: estima-se que até 30% dos infectados desenvolvam a chamada covid longa, condição que pode persistir por meses ou até mais de um ano após a fase aguda.

    É nesse contexto que dois estudos realizados por pesquisadores brasileiros ganham relevância diante de desafios tanto para a medicina quanto para os sistemas de saúde.

    Invisibilidade social – Para o primeiro estudo, divulgado na revista Ciência & Saúde Coletiva, foram utilizados levantamentos a partir das respostas de uma pesquisa nacional com 1.295 participantes.

    A análise revelou não só a ampla presença de sintomas persistentes, mas também as dificuldades vividas pelos pacientes: sensação de abandono, falta de acolhimento ou entendimento por profissionais de saúde, estigmatização e dúvidas quanto ao reconhecimento oficial da condição.

    “Muitas pessoas relataram frustração por não serem levadas a sério quando buscaram atendimento. Há uma lacuna entre o que vivem os pacientes e o que os serviços de saúde oferecem para compreender e resolver o que é relacionado à covid longa”, constata Soraya Smaili, professora titular da Escola Paulista de Medicina/Unifesp e coordenadora do Centro de Estudos SoU_Ciência, que participou dos dois trabalhos.

    Entre as sugestões espontâneas mais frequentes estiveram a criação de centros de reabilitação física e psicológica, formação dos profissionais de saúde e maior divulgação para a população.

    Para a pesquisadora, o reconhecimento oficial da condição é um passo fundamental: “Esses sintomas afetam significativamente a vida das pessoas e muitas vezes passam despercebidos pelos serviços de saúde. Precisamos reconhecer a covid longa como uma condição clínica que exige acompanhamento e políticas públicas específicas.”

    Registros hospitalares – Já o segundo estudo, publicado na revista Cell Death and Disease, aplicou técnicas de mineração de dados e inteligência artificial para analisar mais de 22 mil registros médicos de pacientes hospitalizados com covid-19. O objetivo foi mapear sintomas durante a internação e aqueles que permaneceram após a alta.

    Conduzido por 18 pesquisadores de instituições como Unifesp, Fiocruz e USP, o trabalho analisou prontuários de pacientes internados em hospitais públicos entre 2020 e 2022. Foram identificados sintomas comuns na fase aguda — febre, tosse, falta de ar, fadiga intensa, perda de olfato e paladar, náuseas, diarreia, confusão mental — e, posteriormente, sintomas persistentes, como fadiga crônica, falta de ar, dores musculares, dificuldades cognitivas, transtornos do sono, além de ansiedade e depressão.

    O estudo mostrou ainda que condições pré-existentes, como hipertensão e diabetes, aumentam o risco de desenvolver covid longa.

    “Nosso objetivo era entender a experiência real dos pacientes, a partir daquilo que foi registrado no cotidiano dos hospitais, e não apenas com base em entrevistas”, explica Soraya Smaili. “Ferramentas como a mineração de texto ajudam a transformar registros clínicos em conhecimento aplicável, e isso pode fazer diferença para pessoas que continuam sofrendo depois da alta hospitalar.”

    Resposta integrada – Ao integrar dados objetivos (registros clínicos) e subjetivos (percepções da população), os dois estudos apontam para a mesma direção: a covid longa é real, afeta um número significativo de pessoas e exige uma resposta pública articulada.

    “É urgente estruturar políticas que vão do diagnóstico ao acolhimento, da informação à reabilitação”, enfatiza Soraya Smaili. Para ela, o uso de inteligência artificial nesses estudos mostra também o potencial da tecnologia como aliada da saúde pública: “As ferramentas utilizadas poderão ser aplicadas a outras doenças e tratamentos, antecipando demandas e identificando padrões em tempo real”.

    Compartilhe isso:

    • Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela)
    • Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela)

    Relacionado

    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn WhatsApp Reddit Tumblr Email
    Redação Fatos AM
    • Website

    Related Posts

    Prefeitura seleciona 295 profissionais para atuação na ‘Campanha de Vacinação Antirrábica Animal de 2026’

    30 de junho de 2026

    Crianças chegam às férias escolares emocionalmente esgotadas

    30 de junho de 2026

    Samu Manaus promove oficina para servidores da Maternidade Dr. Moura Tapajóz

    25 de junho de 2026
    Leave A Reply Cancel Reply

    Nossas Redes
    • Facebook
    • Twitter
    • Instagram
    • YouTube
    Publicidade
    Demo
    Comentários
      Fatos Amazonas
      Facebook X (Twitter) Instagram
      © 2026 FatosAM. Todos os direitos reservados. Mantido por Jota Conecta

      Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.