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    Saúde

    Maternidade Moura Tapajóz promove atualização em manejo da sífilis congênita e reforça prevenção 

    Redação Fatos AMBy Redação Fatos AM10 de junho de 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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    A Maternidade Dr. Moura Tapajóz (MMT), administrada pela Prefeitura de Manaus, promoveu, na manhã desta quarta-feira, 10/6, atualização em manejo da sífilis congênita, com foco na prevenção da transmissão vertical. A atualização foi ministrada pela médica infectopediatra Tyane Almeida Jardim e teve como público-alvo a equipe médica e a coordenação de enfermagem da unidade.

    Segundo o Ministério da Saúde, a sífilis congênita é uma infecção transmitida da pessoa gestante com sífilis não tratada, ou tratada de forma inadequada, para o bebê. Em 2025, o Boletim Epidemiológico de Sífilis, publicado pelo Ministério da Saúde, registrou queda no número de casos de sífilis congênita no Brasil pela primeira vez em três anos. Foram 24.443 diagnósticos em 2024 contra 27.120 em 2022, uma redução de 2.677 casos.

    “Por essa razão, é de extrema importância seguirmos intensificando a testagem para sífilis durante o pré-natal e, em caso de resultado reagente (positivo), tratarmos imediatamente as gestantes e suas parcerias sexuais para evitar a transmissão vertical”, ressaltou a diretora da MMT, Núbia Cruz.

    O teste rápido para sífilis é oferecido gratuitamente nas unidades de saúde da rede municipal, direcionado para o público em geral, adolescentes, adultos e idosos, assim como para gestantes assim que iniciam o pré-natal.

    “O teste é rápido, feito a partir da coleta de uma gota de sangue da ponta do dedo da paciente, o resultado costuma sair em poucos minutos e o tratamento é simples”, enfatizou Núbia.

    Segundo a pediatra neonatologista e gerente técnica da MMT, Sigrid Nascimento, a sífilis congênita pode causar aborto, parto prematuro, malformações, como cegueira, surdez ou deficiências intelectuais, e morte neonatal. “A transmissão vertical, de mãe para filho, pode acontecer durante a gestação ou na hora do parto, mas, quando há o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, há uma diminuição significativa dos riscos para o desenvolvimento de sífilis congênita”, avaliou a pediatra.

    A diretora Núbia Cruz também destacou que todas as mulheres em trabalho de parto que dão entrada na maternidade Dr. Moura Tapajóz passam por testes que identificam Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), dentre elas, a sífilis.

    “Muitas mulheres, por exemplo, já haviam recebido o diagnóstico, mas abandonaram o tratamento na metade, o que, apesar de complicar bastante a situação, não impede que iniciemos o tratamento na mãe e no recém-nascido”, explicou. “Nesses casos, o bebê precisa ficar internado na maternidade recebendo acompanhamento e medicação, além de ser necessário acompanhamento específico nos primeiros meses de vida”, concluiu a diretora.

    —— —– —- 

    Texto – Marcella Normando/Semsa

    Fotos – Divulgação/Semsa 

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