Dados do MJSP aponta mais de R$ 1,2 bilhão em danos ao crime durante ações realizadas no interior do estado

O Amazonas alcançou o primeiro lugar no ranking nacional de prejuízo causado ao crime organizado durante as operações Protetor das Fronteiras e Divisas e Protetor dos Biomas em 2026, com danos em mais de R$1,2 bilhão. O resultado foi divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e reflete a atuação das Forças de Segurança no combate ao narcotráfico, aos crimes ambientais e entre outros crimes nos municípios do interior do estado.

As ações integram as operações coordenadas pelo MJSP e são executadas no Amazonas sob a coordenação da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM), por meio do Gabinete de Gestão Integrada de Fronteiras e Divisas (GGI-F). O levantamento faz parte somente dos resultados alcançados no âmbito dessas operações.

O secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Anézio Paiva, destacou que o resultado alcançado pelo estado representa o esforço conjunto das instituições de segurança no enfrentamento ao crime organizado. Ele também ressaltou a importância da atuação dos grupamentos especializados e dos profissionais empregados nas operações realizadas.

“Alcançar esse resultado é motivo de reconhecimento ao empenho das nossas Forças de Segurança. Temos um trabalho integrado nas regiões de fronteira, com a participação do Bope, da Core, da Força Tática e de outros grupamentos especializados. São profissionais que atuam diariamente no combate ao crime organizado e contribuem para fortalecer a segurança da população do interior”, ressaltou o secretário da SSP-AM, coronel Anézio Paiva.

O trabalho envolve as Bases Fluviais Arpão 1, 2 e 3, além das bases Tiradentes e Paulo Pinto Nery. As unidades fluviais atuam de forma preventiva e ostensiva nos rios do Amazonas, com o emprego de efetivos das Forças de Segurança em municípios estratégicos do interior, especialmente nas regiões de fronteira e divisas.

O resultado coloca o Amazonas à frente de Goiás, que apresentou prejuízo em R$962,7 milhões e de Mato Grosso do Sul, com R$952,8 milhões, segundo o relatório executivo da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), vinculada ao MJSP.

Resultados operacionais

Conforme o levantamento do GGI-F, entre janeiro e outubro deste ano, as ações realizadas no interior do Amazonas, no escopo das operações Protetor das Fronteiras e Divisas, resultaram na apreensão de mais de 46,3 toneladas de entorpecentes, além da prisão de 261 pessoas.

Do total de drogas apreendidas, cerca de 41,1 toneladas foram de maconha do tipo skunk, além de 4,5 toneladas de cocaína e 573 quilos de pasta-base de cocaína. Também foram apreendidos outros tipos de entorpecentes, como oxi, haxixe e maconha.

O coordenador do Gabinete de Gestão Integrada de Fronteiras e Divisas, major Diego Magalhães, destacou que os resultados refletem a atuação integrada e o fortalecimento das operações realizadas em pontos estratégicos do interior do estado.

“Esse resultado demonstra a importância do trabalho integrado que desenvolvemos nas regiões de fronteira e divisa do nosso estado. As operações permitem ampliar a fiscalização, combater o tráfico de drogas e demais crimes, causando danos financeiros ao crime organizado que usam os rios do Amazonas para cometer crimes”, destacou o major.

No mesmo período, as equipes apreenderam 63 armas de fogo, 8.215 munições, 31 embarcações, 64 veículos e 233 aparelhos eletrônicos, além de mais de R$1 milhão em dinheiro em espécie. No enfrentamento aos crimes ambientais, as ações resultaram na apreensão de mais de 64,9 toneladas pescado e carne de caça ilegal, além de 329 animais vivos e sete quilos de ouro.

Operações integradas

As operações Protetor das Fronteiras e Divisas e Protetor dos Biomas são iniciativas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), que destina recursos para o pagamento de diárias dos profissionais de segurança empregados nas ações.

No Amazonas, o trabalho é coordenado pelo GGI-F, com a participação de agentes de segurança que atuam tanto nas bases fluviais quanto em operações realizadas em municípios do interior e regiões estratégicas de fronteira e divisas.

As bases fluviais funcionam 24 horas por dia e contam com efetivos da Polícia Militar (PMAM), Polícia Civil (PC-AM), Corpo de Bombeiros Militar (CBMAM), Polícia Científica, Força Nacional e Marinha do Brasil. As equipes realizam abordagens a embarcações, fiscalizações e patrulhamentos nos rios, com o objetivo de combater o tráfico de drogas, os crimes ambientais e outras atividades ilícitas.

Além das apreensões, as ações realizadas nas unidades fluviais buscam fortalecer a segurança das comunidades ribeirinhas e das pessoas que utilizam os rios do Amazonas como principal meio de transporte.

Foto: Divulgação/SSP-AM

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