Administrado pela Seas, o programa funciona no espaço dos Centros Estaduais de Convivência, oferecendo atividades esportivas, fisioterapia e dança
O Mais Vida completa quatro anos de atividades, neste mês de maio, com um saldo acumulado de 1.279.462 atendimentos, entre diretos e indiretos. Destinado às pessoas em situação de vulnerabilidade social, de todas as idades, principalmente envelhecentes e idosos, o programa atua na resolução de problemas físicos, oferecendo atividades, esportivas, fisioterapia, dança, além do atendimento psicossocial.
Os serviços oferecidos pelo projeto são ferramentas poderosas e necessárias para o público beneficiado alcançar saúde e bem-estar, melhorando dessa forma a qualidade de vida da população que frequenta os Centros Estaduais de Convivência da Família (CECF) e Idoso (Ceci), situados em várias zonas da capital amazonense.
O projeto foi criado pelo Governo do Amazonas, em 2022, para fortalecer o trabalho da Secretaria de Estado da Assistência Social e Combate à Fome (Seas), na administração dos sete espaços das unidades sociais situadas na Cidade Nova, Santo Antônio, Mutirão, Raiz, Alvorada, Japiim e Aparecida, fazendo chegar esses serviços à população dessas comunidades.
Atualmente, 8.180 pessoas estão cadastradas no projeto, sendo atendidas pelo corpo técnico do Mais Vida, nos centros de convivência em atividades como pilates, ginástica localizada, funcional, funcional kid’s, musculação, ritmos, cross fitness, hitbox, alongamento, futsal, vôlei e natação. Tem também skate e jiu-jitsu (apenas no CECF Teonizia Lobo), hidroginástica (no Magdalena e Padre Pedro); atendimento psicológico, socioassistencial, fisioterapia, além de atividades livres (aulas temáticas, oficinas e palestras).
Na avaliação da secretária de Estado da Seas, Lane Edwards, o Mais Vida reforça os serviços oferecidos pelos Centros Estaduais de Convivência à população, nas inúmeras atividades desenvolvidas, seja na reabilitação física, com as sessões de fisioterapia; no combate ao sedentarismo por meio dos exercícios físicos e lazer.
“O trabalho desenvolvido nos centros demonstra o compromisso do Governo do Amazonas em promover o bem-estar e a qualidade de vida à população amazonense. É gratificante perceber o quanto o projeto transforma a vida de quem participa dele”, afirma a secretária da Seas.
Cilomar Lucas Cruz, de 59 anos, há quase quatro anos usufrui dos serviços oferecidos pelo Mais Vida, no CECF Teonizia Lobo. Duas vezes na semana faz sessões de fisioterapia para lesões no ligamento do joelho, menisco e comprometimento do nervo fibular, para fortalecimento do joelho esquerdo devido uma lesão sofrida com uma queda, que vai fazer seis anos.
Quando chegou ao programa, em novembro de 2022, Cilomar já havia feito alguns tratamentos, sem êxito, estando na dependência de uma cirurgia, que ainda não aconteceu, andando com ajuda de muletas e andadores e um diagnóstico médico de que a perna iria secar.
“Minha perna não secou e cada dia me sinto melhor, graças à Deus e ao tratamento recebido pelo fisioterapeuta Higson Herculano e toda a equipe do Mais Vida, que são dedicados e eficientes”, garante o paciente, ressaltando ter encontrado acolhimento e melhor qualidade de vida, tanto física quanto emocional no projeto.
O fisioterapeuta Higson Herculano explica que a situação de Cilomar era difícil por conta das dores, decorrente da lesão no nervo fibular, junto com a lesão no joelho e menisco. “Iniciamos um tratamento de eletroestimulação para ajudar a recuperar o nervo lesionado e ao longo dos anos trabalhamos o fortalecimento do quadríceps e estabilização do quadril para proteger a articulação do joelho, obtendo melhoras sucessivas e hoje está bem”, sintetiza.
Corpo e mente
Participante do projeto, desde sua criação, Rosa Cristina da Silva, de 65 anos, passa as manhãs de segunda a sexta-feira, no CECF André Araújo, na Raiz, zona sul da capital, onde participa do Mais Vida, nas aulas de pilates e funcional. A aposentada, que é viúva, mãe de dois filhos e avó de cinco netos, também integra o Grupo de Convivência “Conviver” para a terceira idade.
Participar das atividades físicas do Mais Vida, aliada às aulas de crochê, pintura, bordado, colagens, além de jogos de memória, habilidades motoras e cognitivas, oferecidos no centro, são ingredientes necessários para Rosa Cristina manter corpo e mente ativos. A idosa avalia que o projeto representa mente e corpo sadios.
“Somos uma máquina, se parar enferruja, por isso, precisamos estar em constante movimento, e os exercícios nos propiciam vida com saúde e o Mais Vida tem me proporcionado isso, e aos demais participantes das aulas”, assinala Rosa Cristina, aconselhando todas as pessoas a aderirem essa opção de vida, porque saúde precisa ser priorizada em todas as idades.
O coordenador do Mais Vida, no André Araújo, Tarcísio Silva Santarém, há três anos integra o corpo técnico de profissionais que trabalham no projeto contribuindo com o bem-estar físico, mental e social da comunidade. Profissional de Educação Física, ele afirma que o projeto chegou para mudar a vida de muitas pessoas em várias áreas de Manaus.
“Como profissional da área de educação física, fico muito grato e feliz em saber que nosso trabalho no Mais Vida está tendo resultados satisfatórios para os comunitários que estão conseguindo ter melhor qualidade de vida”, declara o coordenador.
Foto: Gabriel Bianchi/Seas




